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Bolsonaro imita pessoa com falta de ar e critica Mandetta

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O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o ‘tratamento inicial’ contra covid-19 em live desta 5ª feira (18.mar.2021). Ele imitou uma pessoa com falta de ar ao criticar quem se opões à prática e também o seu 1º ministro da Saúde, Henrique Mandetta, demitido nos meses iniciais da pandemia:

‘O apelo que eu faço a quem é contra [o tratamento inicial]… Sem problemas. Se você começar a sentir um negócio esquisito lá, você segue a receita do ministro Mandetta. Você vai para casa, e quando você estiver lá? [barulhos de alguém sufocando] com falta de ar, aí você vai para o hospital’.

Assista ao momento no vídeo abaixo (3min1s):

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Quando era ministro, Mandetta pediu que os brasileiros só procurassem atendimento relacionado à covid-19 caso sentissem falta de ar.

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‘Na época eu perguntei pro Mandetta: Mandetta, o cara com falta de ar vai para o hospital para fazer o quê?’, continuou Bolsonaro, na live desta 5ª. Ele deu a entender que a resposta do ex-ministro foi ‘para ser entubado’.

Em 9 de julho, o Ministério da Saúde passou a recomendar oficialmente que todos aqueles com sintomas suspeitos de covid-19 recorram ao atendimento médico.

A pasta já orienta o uso de hidroxicloroquina para casos leves desde maio. Não há evidência que o medicamento seja eficaz contra o coronavírus, mas o presidente Bolsonaro continua a defender o uso da substância em casos de covid-19.

‘Você que não quer o tratamento inicial, você que não quer tomar aquele remédio para tomar piolho [referência à hidroxicloroquina], que não mata ninguém, fique na sua. Deixe aquela pessoa que quer tomar, que quer ouvir o seu médico, que tome’, acrescentou o presidente.

Bolsonaro fez um paralelo entre a hidroxicloroquina e o AZT, medicamento utilizado contra a aids. O presidente usou o exemplo para dizer que é necessário usar algum remédio agora para contra a covid-19: ‘IAh, não tá comprovado cientificamente. O AZT na época também não estava comprovado cientificamente’.

De acordo com o próprio Ministério da Saúde, o 1º brasileiro foi diagnosticado com aids em 1982, mas o tratamento com o AZT só começou no Brasil em 1987.

Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou, na semana passada, um medicamento específico contra a covid-19. Mas o remdesivir é específico para uso em hospitais e para pacientes já internados com diagnóstico de covid-19.

Mas Bolsonaro insiste no que chama de ‘tratamento inicial’: ‘Não vamos, simplesmente, remar contra, falar mal? ‘é capitão cloroquina’. Vocês pensam que estão me ofendendo, ué? Vocês vão ter o ‘capitão corrupção’ concorrendo em 2022, aquele velho barbudo [se referindo a Lula]. Vocês sabem de quem eu estou falando. Estão felizes com esse cara. Não tenho obsessão por ser presidente, por candidatura’, afirmou.

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2021/03/18/unidos-pela-vacina-avanca-com-apoios-em-todos-os-estados/ 

Bolsonaro falou ainda que a população ainda está dividida entre o ‘fique em casa’ e entre quem ‘quer trabalhar’.

‘É bacana ficar em casa sem fazer nada, mas nem todo mundo tem poder aquisitivo para isso’, falou. O presidente citou que o governo está liberado uma nova rodada para o auxílio emergencial. Mas repetiu que o benefício não pode ‘durar para sempre’.

Fonte: Poder 360

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