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Bots russos influenciaram debate sobre vacinas em redes sociais nos EUA

Bots russos influenciaram debate sobre vacinas em redes sociais nos EUA

EFE/Antonio Lacerda

Bots russos influenciaram os debates sobre vacinas nos Estados Unidos realizados em redes sociais entre julho de 2014 e setembro de 2014, promovendo polêmicas e divulgando informações equivocadas, indica um estudo publicado nesta quinta-feira pela revista “American Journal of Public Health”.

A pesquisa, liderada pela Universidade George Washington, mostra que os perfis falsos no Twitter usaram táticas similares às utilizadas para influenciar nas eleições americanas de 2016.

A equipe, que também conta com pesquisadores da Universidade de Maryland e da Universidade Johns Hopkins, verificou milhares de tweets enviados no período citado e descobriu que esses usuários divulgaram informações equivocadas sobre a segurança da vacinação para confundir os americanos e criar confusão.

“A grande maioria dos americanos acredita que as vacinas são seguras e efetivas, mas se olharmos no Twitter dá a impressão de que há muito debate. Muitos tweets contra as vacinas vêm de contas cuja procedência não está clara”, afirmou o principal autor do estudo, David Broniatowski, da Universidade George Washington.

Broniatowski reconheceu ser impossível determinar exatamente quantos tweets foram “escritos” por esses robôs, mas explicou que o estudo sugere que parte do discurso contra as vacinas teve origem em “atores maliciosos que atuam com uma gama de agendas ocultas”.

Os pesquisadores descobriram, por exemplo, que os perfis falsos, chamados por eles de “contaminadores de conteúdo”, compartilhavam 75% mais mensagens contrárias às vacinas do que um usuário comum.

“Esses contaminadores de conteúdo parecem usar mensagens anti-vacinas como isca para atrair seguidores a clicar em anúncios ou em links de sites maliciosos”, disseram os cientistas.

Os russos, porém, utilizavam bots mais sofisticados, que usavam uma tática diferente das versões simples e publicavam quantidades iguais de tweets favoráveis e contrários à vacinação.

A equipe de Broniatowski revisou mais de 250 tweet sobre vacinação enviados por contas ligadas à Agência de Pesquisa de Internet, um órgão apoiado pelo governo russo que foi acusado recentemente pela Justiça americana de interferir nas eleições.

Os pesquisadores encontraram mensagens que vinculavam a vacinação a outros temas polêmicos dentro da sociedade americana, como a desigualdade social e econômica.

“Ao enviar informações incorretas para os dois lados, eles corroem a confiança pública na vacinação, expondo todos ao risco de doenças infecciosas”, alertou Mark Dredze, um dos membros da equipe, professor da Universidade John Hopkins.

Fonte: EFE

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