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Dia Mundial da Esquizofrenia tem ação de conscientização em São Paulo

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Dia 24 de maio é celebrado o Dia Mundial da Esquizofrenia. A data já faz parte do calendário de diversos países e busca conscientizar a sociedade sobre o desafio de tratar a doença, colocando o paciente em destaque. Terapias inovadoras, parceria com terapeutas e pacientes e tratamento multiprofissional, vêm tornando cada vez mais obsoletos os conceitos de que a esquizofrenia é uma doença incapacitante. Termos como “devastadora”, “debilitante”, “irreversível” e “progressiva” não se adequam para definir um transtorno que pode apresentar múltiplos desfechos. Estudos recentes vêm demonstrando que a implementação de estratégias modificadoras da doença é capaz de alterar o curso da esquizofrenia para resultados favoráveis1.

Pensando nisso, uma aliança entre a Janssen, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), por meio do Programa de Esquizofrenia (Proesq), a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia (Abre) e o grupo Mãos de Mães reuniu no Dia pela Conscientização ou Atenção à Esquizofrenia, médicos, especialistas, cuidadores, enfermeiros e familiares de pacientes para discutirem a doença que tanto desafia a medicina.

Com o mote “O que eu posso fazer?”, o objetivo da iniciativa foi conhecer as principais dificuldades e as diferentes opiniões e apontar possíveis propostas de novas ações, unindo as pessoas pela causa. Além disso, a ação procurou entender e discutir a redução das barreiras do estigma e criar oportunidades de superação e aumento da esperança sobre o desfecho dessa doença.

O psiquiatra Bruno Ortiz, da Universidade Federal de São Paulo e coordenador de pesquisa do Proesq, explicou que nas últimas décadas, houve grande avanço no tratamento da esquizofrenia. “O tratamento de longa duração controla a crise na fase aguda da doença e ajuda a prevenir recaídas. Além disso, os estudos recentes mostram que o tratamento da esquizofrenia deve ser conduzido para a remissão sustentada dos sintomas. Garantir a ausência de recaídas, mesmo que leves, contribui e muito para a recuperação do paciente. A recuperação se dá por ganhos progressivos na funcionalidade. Por essa razão é fundamental que o paciente esteja continuamente estável dos sintomas”, diz Ortiz.

O médico ressalta ainda que o desfecho a longo prazo da esquizofrenia pode tomar diferentes direções. “Não há nenhum tipo de exame de laboratório que permita confirmar o diagnóstico de esquizofrenia, e a melhora dos sintomas pode ocorrer em qualquer fase, sendo a mais favorável o primeiro episódio. Atualmente as medicações de longa duração acabam sendo restritas aos pacientes que apresentaram múltiplas recaídas como se fosse a última alternativa. Contudo, medicações de longa duração também podem ser indicadas para pacientes em primeiro episódio que retornam às suas atividades funcionais 2”.

 Sobre a esquizofrenia

A Organização Mundial de Saúde (OMS) 3 calcula que mais de 21 milhões de pessoas em todo o mundo vivam com essa doença.

A esquizofrenia é um transtorno mental crônico, reconhecido por originar pensamentos e experiências que não têm ligação com a realidade.

Um estudo realizado pelo Instituto Karolinska (Suécia), em parceria com a Janssen com cerca de 30 mil pacientes com esquizofrenia, mostrou que o uso de antipsicóticos injetáveis de longa ação, incluindo o palmitato de paliperidona mensal e risperidona quinzenal, reduziram em pelo menos 22% a rehospitalização e em 33% a mortalidade desses pacientes, quando comparado aos antipsicóticos orais de uso diário4.

 A Janssen tem uma longa história em neurociência e está empenhada em melhorar a vida das pessoas que vivem com doenças mentais. Há mais de 60 anos, a empresa descobriu um dos primeiros tratamentos para a esquizofrenia e continua a investir na expansão das opções de tratamento e no apoio às necessidades de pessoas afetadas por doenças mentais graves.

Sobre a Janssen

Na Janssen trabalhamos para criar um mundo sem doenças. Transformar vidas buscando maneiras novas e melhores de prevenir, interceptar, tratar e curar doenças nos inspira. Nós reunimos as melhores mentes e buscamos as mais promissoras inovações científicas. Somos a Janssen. Colaboramos com o mundo para a saúde de todos. Para saber mais acesse: www.janssen.com. Siga a Janssen no Facebook e LinkedIn, e a J&J Carreiras no Facebook.

Fontes:

1Millan, Mark J., et al. “Altering the course of schizophrenia: progress and perspectives.” Nature reviews Drug discovery 15.7 (2016): 485.

2 Correll, Christoph U., et al. “The Use of Long-Acting Injectable Antipsychotics in Schizophrenia: Evaluating the Evidence.” The Journal of clinical psychiatry 77.suppl 3 (2016): 1-24.

3 OMC http://www.who.int/topics/schizophrenia/es/

4 Tiihonen J, Mittendorfer-Rutz E, Majak M et al. Real-world effectiveness of antipsychotic treatments in a nationwide cohort of 29,823 patients. JAMA Psychiatry 2017;74(7):686‒693.

 Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

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