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Cientistas encontram possível alvo para tratar doença do fígado gorduroso

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A doença do fígado gorduroso não ligada ao abuso de álcool é uma doença bastante complexa e ainda sem tratamento. Bastante associada à obesidade e ao diabetes, a condição acomete mais de 80 milhões de pessoas só nos Estados Unidos e pode levar a danos hepáticos mais graves.

Entre as condições que estão ligadas à doença estão algumas como cirrose, câncer de fígado e até mesmo doenças cardiovasculares, câncer colorretal e câncer de mama. As três últimas são as que mais causam mortes em pessoas com a doença do fígado gorduroso.

Nenhum medicamento aprovado

Uma série de medicamentos já foram testados, mas todos eles falharam por conta da complexidade da doença, baixa eficácia ou alta toxicidade. Vários ensaios clínicos já foram feitos, mas órgãos como a FDA e a Anvisa ainda não aprovaram nenhuma terapia farmacêutica para a doença.

Porém, esse cenário pode mudar graças à nova descoberta de uma equipe de cientistas da Universidade do Sul da Califórnia (USC). Os pesquisadores descobriram um gene que pode ser alvo de terapias, o SH3BP5, ou SAB.

Alimentação ruim, obesidade e diabetes podem ser potencializadores para a doença do fígado gorduroso. Imagem: jarmoluk (Pixabay) O que é a SAB

Essa proteína é uma membrana externa da mitocôndria, que é uma espécie de ‘motor’ das células. Sua função biológica não era conhecida pelos pesquisadores da USC até 10 anos atrás. Trata-se de uma proteína essencial, cujos níveis determinam a gravidade de determinados danos hepáticos.

Em pessoas com a doença do fígado gorduroso, os níveis de SAB tendem a aumentar, em uma correlação com a progressão da doença, pelo menos em modelos animais. A prevenção da eliminação do SAB foi um excelente indicativo da progressão da doença do fígado gorduroso.

Segundo um dos autores do estudo, Neil Kaplowitz, uma dieta rica em gordura e açúcares pode causar obesidade, diabetes e a doença do fígado gorduroso. Pacientes em que a doença se estabelece tendem a apresentar inflamação e fibrose no fígado, além de resistência à insulina.

Remover, mas não tudo

Em testes em animais, ao reduzir os níveis de SAB, os pesquisadores conseguiram normalizar a resistência à insulina. Também foi possível reverter as inflamações e as fibroses hepáticas, além de diminuir o acúmulo de gordura no fígado.

Porém, segundo a coautora do estudo, Sanda Win, não é necessário remover totalmente a proteína SAB das células do fígado, o que não seria saudável. O recomendado é apenas manter o nível normal da proteína, o que pode prevenir e até mesmo reverter o progresso da doença.

Fonte: Olhar Digital

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