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Como estão as pesquisas para vacinar contra a Covid os menores de 5 anos?

A imunização contra a Covid avança no país, com quase 77% da população com pelo menos duas doses tomadas. Mas crianças menores de 5 anos continuam sem previsão para serem imunizadas. E, ainda que tenham menor chance de desenvolver formas graves da doença, o risco não é negligenciável. Crianças de até 5 anos estão sujeitas à hospitalização, ao desenvolvimento de sintomas graves e sequelas da Covid.

No entanto, as pesquisas para que a imunização dos pequenos seja permitida estão avançando. Na semana passada, o Butantan, responsável pela Coronavac, entregou à Anvisa uma série de estudos e relatórios para viabilizar as vacinas. Mas os imunizantes devem morar para começar a ser aplicados, diz Renato Kfouri, pediatra infectologista, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, um dos entrevistados do episódio #15 do Escuta que o filho é teu.

“Eu não tenho dúvidas de que as vacinas chegarão, só não será num curto prazo. Acho que num médio prazo poderemos vacinar as crianças. Basicamente, temos duas vacinas em estudo para este público, que são imunizantes inativados, como a Coronavac e de outros laboratórios com a mesma tecnologia, e a vacina da Pfizer, de RNA mensageiro. Na situação de pesquisa atual, considerando a circulação da variante ômicron, os estudos com duas doses da vacina Pfizer mostraram uma resposta insuficiente . Em relação à vacina do Butantan, a Coronavac, não temos esses estudos controlados, monitorados, e sim, experiências de mundo real. Ou seja, vacinas aplicadas em países como China, Chile, que mostram a resposta das crianças de 3 a 6 anos. E os dados ainda são um pouco frágeis. Então, precisamos de mais informações para aprovar esse imunizante.”

“Eu não tenho dúvidas de que as vacinas chegarão, só não será num curto prazo. Acho que num médio prazo poderemos vacinar as crianças. Basicamente, temos duas vacinas em estudo para este público, que são imunizantes inativados, como a Coronavac e de outros laboratórios com a mesma tecnologia, e a vacina da Pfizer, de RNA mensageiro. Na situação de pesquisa atual, considerando a circulação da variante ômicron, os estudos com duas doses da vacina Pfizer mostraram uma resposta insuficiente . Em relação à vacina do Butantan, a Coronavac, não temos esses estudos controlados, monitorados, e sim, experiências de mundo real. Ou seja, vacinas aplicadas em países como China, Chile, que mostram a resposta das crianças de 3 a 6 anos. E os dados ainda são um pouco frágeis. Então, precisamos de mais informações para aprovar esse imunizante.”

Ainda assim, Kfouri ressalta que em breve poderemos ter boas notícias, já que os estudos já alcançaram até bebês de seis meses.

Também participa do episódio a Dra. Mirian Dal Ben Corradi, médica infectologista do Hospital Sírio Libanês. Ela dá como exemplo os EUA, onde os pedidos para imunização de crianças pequenas também estão avançando.

“A Moderna entregou todos os documentos para a FDA (agência reguladora dos EUA) para tentar autorização para aplicar seu imunizante em crianças com menos de 5 anos. E a Pfizer também já disse que vai entregar também esse mês. Então, acho que em breve teremos outras opções para esse público.”

“A Moderna entregou todos os documentos para a FDA (agência reguladora dos EUA) para tentar autorização para aplicar seu imunizante em crianças com menos de 5 anos. E a Pfizer também já disse que vai entregar também esse mês. Então, acho que em breve teremos outras opções para esse público.”

Mirian também ressalta que a tecnologia das vacinas contra o coronavírus já era conhecida pela ciência, o que facilita o desenvolvimento dos imunizantes.

“Muitas pessoas costumam ter uma percepção equivocada, achando que a tecnologia dessas vacinas começou a ser desenvolvida por causa da Covid-19, e isso não é verdade. Por exemplo, a Coronavac, uma das que são aplicadas em crianças, tem uma tecnologia bastante antiga, de mais de 50 anos. A da Pfizer começou a surgir nos anos 1980, mas em relação à doença causada pelo coronavírus, começou desde aquele primeiro surto de 2003, com um coronavírus “primo” do que causa a Covid. Então, não é algo feito de forma rápida, só tivemos que fazer algumas adaptações nos imunizantes para o novo vírus.”

Fonte: G1.Globo

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