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Como usar a máscara PFF2/N95?

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Você já deve ter visto profissionais de saúde ou pessoas na rua usando máscaras que parecem um bico de pato ou uma concha, com elásticos presos atrás da cabeça. Essas máscaras – ou respiradores, em seu nome técnico – são as PFF2, nomenclatura brasileira que é equivalente à americana N95.

Alguns especialistas têm feito publicações ou criado páginas em redes sociais para tirar dúvidas sobre esse tipo de máscara. O G1 conversou com alguns deles para responder às seguintes perguntas:

O que é uma máscara N95/PFF2? Como ela funciona?

Ela me dá maior proteção contra o coronavírus do que as máscaras de pano e as cirúrgicas?

Se eu usar uma PFF2, vou também proteger outras pessoas?

Eu devo usar uma PFF2 com válvula?

Como eu sei se a máscara está bem ajustada?

Quais são os erros mais comuns ao usar uma PFF2?

Se eu sinto cheiros com a PFF2, significa que corro o risco de me contaminar?

Posso usar duas PFF2 ao mesmo tempo?

Para quais ambientes a PFF2 é recomendada?

Como eu sei se estou comprando uma PFF2 legítima?

Por quanto tempo eu posso ficar com a máscara antes de trocar?

Como reutilizar a máscara?

Se eu comprar máscaras PFF2, elas vão faltar para profissionais de saúde?

Crianças podem usar PFF2?

Quanto custa, em média, uma PFF2? Onde encontro mais barato?

AS KN95 são a mesma coisa que a PFF2/N95?

Qual a diferença entre PFF1, PFF2 e PFF3?

1) O que é uma máscara N95/PFF2? Como ela funciona?

A sigla PFF significa “peça facial filtrante”. No Brasil, existem 3 tipos: as PFF1, PFF2 e PFF3. As máscaras desse tipo são uma peça facial constituída parcial ou totalmente de material filtrante que cobre o nariz, a boca e o queixo.

“Portanto, necessariamente, uma PFF deve possuir uma camada de filtro, sendo que, normalmente, essa camada filtrante encontra-se entre outras duas camadas: uma de cobertura, a parte externa, e outra camada que fica em contado com a face, a camada interna”, explica Vladimir Vieira, servidor aposentado da Fundacentro, órgão do atual Ministério da Economia que elabora estudos sobre proteção respiratória, segurança, higiene e outros assuntos relacionados à medicina do trabalho.

Na camada filtrante é onde será retido o material particulado. Essa camada pode ser composta de vários polímeros: polipropileno, poliéster ou polietileno.

“Essa camada de material filtrante possui uma alta porosidade, fazendo com que a resistência à respiração – dificuldade para respirar – da PFF não seja alta”, pontua Vladimir Vieira, que também dá aulas em cursos de medicina e segurança do trabalho.

“Essa camada de material filtrante possui uma alta porosidade, fazendo com que a resistência à respiração – dificuldade para respirar – da PFF não seja alta”, pontua Vladimir Vieira, que também dá aulas em cursos de medicina e segurança do trabalho.

Ele explica que a captura do material particulado ocorre por vários mecanismos de retenção de partículas.

“Podemos destacar um deles, que é a atração eletrostática. Com a tecnologia avançada atualmente, as camadas filtrantes são fabricadas com materiais que capturam partículas que emitem cargas negativas. A fibra do material filtrante emite cargas positivas”, diz.

“Assim, o material filtrante ‘atrai’ as partículas que entram em contato com a máscara e não deixa que elas entrem nas vias respiratórias do usuário. Importante destacar que as partículas são capturadas não na superfície da máscara, e, sim, na camada filtrante”, esclarece Vieira.

“Assim, o material filtrante ‘atrai’ as partículas que entram em contato com a máscara e não deixa que elas entrem nas vias respiratórias do usuário. Importante destacar que as partículas são capturadas não na superfície da máscara, e, sim, na camada filtrante”, esclarece Vieira.

As PFF são, ainda, classificadas de acordo com a sua capacidade de reter partículas sólidas e líquidas à base de água ou sólidas e líquidas à base de óleo ou outro líquido diferente de água. Nesses casos, elas recebem, também, a nomenclatura (S) ou (SL), respectivamente. Esse símbolo pode aparecer na embalagem (veja mais detalhes sobre o que deve estar na embalagem na pergunta 10).

Na Europa, a PFF é conhecida como FFP (inglês para “filtering face piece”). A PFF2 é equivalente, nos Estados Unidos, às N95, e, na Europa, às FPP2.

No Brasil, as tiras da PFF2 devem ser atrás da cabeça.

2) Ela me dá maior proteção contra o coronavírus do que as máscaras de pano e as cirúrgicas?

Se estiver bem vedada, sim. Isso porque, quando está bem aderida ao rosto, a máscara impede que o vírus entre pelas “folgas” que acabam sendo criadas pelas máscaras de pano ou cirúrgicas. Para isso, é preciso ajustar bem o clipe nasal, o pedacinho de metal que as PFF2 têm. Algumas delas têm o clipe nasal na parte de dentro.

“As PFF2 são uma alternativa segura, barata fácil de se encontrar para as máscaras de pano e as máscaras cirúrgicas, principalmente porque essas não oferecem o mesmo grau de proteção contra a Covid”, explica Beatriz Klimeck, doutoranda em Saúde Coletiva na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) por trás da página “Qual Máscara?” na rede social Twitter (assista ao vídeo no topo da reportagem).

A PFF2 tem, por exemplo, poder de filtragem, o que as máscaras de pano não têm.

“A máscara cirúrgica tem boa eficiência de filtragem, mas tem um vazamento grande nas laterais na região da bochecha. Ela filtra bem, mas nem sempre veda bem”, explica o engenheiro biomédico Vitor Mori, da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, no episódio de ‘O Assunto’ sobre máscaras ( escute abaixo na íntegra).

“A máscara cirúrgica tem boa eficiência de filtragem, mas tem um vazamento grande nas laterais na região da bochecha. Ela filtra bem, mas nem sempre veda bem”, explica o engenheiro biomédico Vitor Mori, da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, no episódio de ‘O Assunto’ sobre máscaras ( escute abaixo na íntegra).

As máscaras PFF2 são consideradas equipamentos de proteção individual (EPIs) – por isso, são construídas para garantir um nível grande de proteção, explica Mori, que também fala sobre máscaras no Twitter.

“Além de garantir uma boa vedação, elas também passam por testes muito rigorosos com relação à filtragem: são máscaras que, por padrão, têm que filtrar pelo menos 94% das partículas de 0,3 mícrons, que são as mais difíceis de serem coletadas”, diz.

3) Se eu usar uma PFF2, vou também proteger outras pessoas?

Sim – desde que a máscara não tenha válvulas e esteja bem aderida ao rosto.

“Quanto mais bem vedada a máscara estiver e quanto melhor for a qualidade da filtração, mais essa máscara vai proteger os outros das partículas que você emite e mais vai te proteger também”, diz Vitor Mori.

“Quanto mais bem vedada a máscara estiver e quanto melhor for a qualidade da filtração, mais essa máscara vai proteger os outros das partículas que você emite e mais vai te proteger também”, diz Vitor Mori.

“A máscara, antes de mais nada, tem que estar bem ajustada ao rosto”, reforça. “Ela tem que estar sem vazamentos pelas laterais, com o máximo de vedação possível, e, além disso, tem que ter um elemento filtrante de boa qualidade, de forma que todo o ar que entre ou que saia passe por esse elemento”.

Um estudo publicado na revista científica ‘Science’ mediu o quanto máscaras de vários tipos conseguiam impedir que as gotículas expelidas por uma pessoa ao falar se espalhassem pelo ambiente. A PFF2 – sem válvula – foi a que melhor cumpriu esse objetivo (veja vídeo abaixo).

4) Eu devo usar uma PFF2 com válvula?

Na pandemia, não. Isso porque a válvula de exalação serve para facilitar a saída de ar. Nessa saída, entretanto, se a pessoa que está usando a máscara estiver contaminada com o vírus, ela pode expelir partículas virais, ainda que em pequena quantidade, e infectar outras. Ou seja: a PFF2 com válvula protege a pessoa que está usando, mas não as que estão ao redor.

Na quinta-feira (11), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o uso de PFF2 com válvulas em aeroportos e aviões. (Veja mais sobre recomendações de uso da PFF2 na pergunta 9).

A cientista Melissa Markoski, professora de biossegurança da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e integrante da Rede Análise Covid-19, alerta que a PFF2 com válvula não deve ser usada.

“Essa válvula existe para facilitar a saída do ar – e, junto com essa saída do ar facilitada, as partículas do Sars-CoV-2 podem ser liberadas também. Esse modelo de máscara não é utilizado pelos profissionais de saúde, então nós não recomendamos que a população utilize”, afirma.

“Essa válvula existe para facilitar a saída do ar – e, junto com essa saída do ar facilitada, as partículas do Sars-CoV-2 podem ser liberadas também. Esse modelo de máscara não é utilizado pelos profissionais de saúde, então nós não recomendamos que a população utilize”, afirma.

5) Como eu sei se a máscara está bem ajustada?

(Assista ao vídeo no topo desta reportagem para visualizar o teste).

6) Quais são os erros mais comuns ao usar uma PFF2?

Veja, no infográfico abaixo, os erros mais comuns (e as instruções de ajuste) no uso da máscara:

7) Se eu sinto cheiros com a PFF2, significa que corro o risco de me contaminar?

Não. A máscara não foi feita para segurar cheiros, explica Vladimir Vieira. Por isso, sentir cheiro do cigarro de alguém na rua, por exemplo, não significa risco de contaminação se a pessoa estiver infectada.

“A camada filtrante dela é para bioaerossol, para material particulado. Se a pessoa está contaminada e você está usando a PFF2 de forma correta, o fato de você sentir o cheiro porque ela está fumando, no caso, se você está com a máscara bem vedada, isso não teria problema nenhum”, afirma.

“A camada filtrante dela é para bioaerossol, para material particulado. Se a pessoa está contaminada e você está usando a PFF2 de forma correta, o fato de você sentir o cheiro porque ela está fumando, no caso, se você está com a máscara bem vedada, isso não teria problema nenhum”, afirma.

8) Posso usar duas PFF2 ao mesmo tempo?

Não. Por dois motivos: a de cima pode deslocar a de baixo e há um aumento da dificuldade de respirar.

Uma saída possível, explica Vladimir Vieira, é usar uma máscara cirúrgica por cima da PFF2. Isso porque a máscara cirúrgica não aumenta tanto a dificuldade de respirar quanto o outro tipo.

Mas o especialista também alerta que colocar a máscara cirúrgica “dentro” da PFF2 não é recomendado.

“Tomando cuidado para verificar a vedação da máscara, você diminui a sujidade dessa máscara – acaba aumentando um pouco mais o tempo de uso [da PFF2] quando coloca uma cirúrgica. A cirúrgica embaixo da PFF2, não”, alerta.

“Tomando cuidado para verificar a vedação da máscara, você diminui a sujidade dessa máscara – acaba aumentando um pouco mais o tempo de uso [da PFF2] quando coloca uma cirúrgica. A cirúrgica embaixo da PFF2, não”, alerta.

9) Para quais ambientes a PFF2 é recomendada?

Principalmente para locais fechados e/ou mal ventilados e com muitas pessoas – como, por exemplo, o transporte público.

Locais fechados e mal ventilados trazem maior risco de contaminação porque os aerossóis emitidos pelas pessoas ao falar, respirar ou tossir, por exemplo, ficam mais tempo em suspensão, ao invés de evaporarem ou serem dispersados. Se esses aerossóis estiverem carregando o coronavírus, outra pessoa, no mesmo ambiente, pode inalar essas partículas e se contaminar. É assim que funciona a transmissão pelo ar – o contágio sem que se tenha contato direto com uma pessoa infectada.

“Se for completamente inevitável ir para um local fechado, mal ventilado, com muita gente, aí é interessante pensar na opção de utilizar uma máscara de melhor qualidade, de preferência um respirador do tipo PFF2”, avalia Vitor Mori.

“Se for completamente inevitável ir para um local fechado, mal ventilado, com muita gente, aí é interessante pensar na opção de utilizar uma máscara de melhor qualidade, de preferência um respirador do tipo PFF2”, avalia Vitor Mori.

Se estiver cuidando de uma pessoa com Covid em casa, a PFF2 também é recomendável, desde que seja usada de maneira correta, lembra Vladimir Vieira.

10) Como eu sei se estou comprando uma PFF2 legítima?

Beatriz Klimeck dá algumas dicas:

Klimeck também reforça que é necessário atentar para outros detalhes visuais – porque algumas marcas colocam, na embalagem, um CA que não corresponde ao produto que está ali dentro.

“Só analisar o CA não é a garantia. Tem que observar as condições da máscara”, diz Klimeck. ” Não precisa dizer, na embalagem, que ela protege contra vírus. Porque elas não dizem – dizem que protegem contra poeira e outras partículas. Elas são instrumentos de trabalho – colateralmente protegem contra o vírus, mas não é o objetivo central delas”, esclarece.

“Só analisar o CA não é a garantia. Tem que observar as condições da máscara”, diz Klimeck. ” Não precisa dizer, na embalagem, que ela protege contra vírus. Porque elas não dizem – dizem que protegem contra poeira e outras partículas. Elas são instrumentos de trabalho – colateralmente protegem contra o vírus, mas não é o objetivo central delas”, esclarece.

Atenção: como, no Brasil, a nomenclatura N95 não é utilizada, é provável que você encontre apenas a sigla “PFF2” na embalagem.

11) Por quanto tempo eu posso ficar com a máscara antes de trocar?

Em uso comum, fora de ambiente hospitalar, não existe uma regra.

O Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) diz que uma consideração importante para o uso prolongado seguro das N95 é que a máscara deve manter seu ajuste e função. Experiências em indústrias, por exemplo, apontam que elas continuam funcionando por 8 horas de uso contínuo ou intermitente.

“Assim, a duração máxima de uso contínuo em locais de trabalho de saúde sem poeira é normalmente ditada por questões de higiene (por exemplo, o respirador foi descartado porque ficou contaminado) ou por considerações práticas (por exemplo, necessidade de usar o banheiro, intervalos para refeições etc.), em vez de um número predeterminado de horas”, considera o órgão.

Melissa Markoski, da UFCSPA, recomenda trocar a máscara a cada 4 ou 6 horas.

“Se uma pessoa trabalha e tem um turno de 8 horas de trabalho por dia, é ideal que ela tenha 2 máscaras, porque ela pode ser utilizada entre 4 e 6 horas. Então, a pessoa precisa, num turno de trabalho, fazer uma substituição”, aconselha.

“Se uma pessoa trabalha e tem um turno de 8 horas de trabalho por dia, é ideal que ela tenha 2 máscaras, porque ela pode ser utilizada entre 4 e 6 horas. Então, a pessoa precisa, num turno de trabalho, fazer uma substituição”, aconselha.

Ela explica que, para uso por períodos mais longos, é preciso se atentar a alguns detalhes – como, por exemplo, evitar falar demais, para não umedecer a máscara.

“Com essa questão do tempo estendido de uso, se tem recomendado esse uso por até 8 horas. Mas vamos pensar nas condições, porque as máscaras precisam não estar umedecidas. Então, se a pessoa vai passar 8 horas com a máscara, ela precisa entender que não pode passar 8 horas falando, conversando, isso vai umedecer a máscara mais rapidamente”, alerta Markoski.

Em áreas de alto risco, com maior chance de contato com aerossóis, a recomendação é diminuir o tempo de uso. “O ideal seria utilizar um tempo menor e, depois, fazer uma reposição”, diz.

Beatriz Klimeck, da Uerj, afirma que passar de um determinado número de horas de uso não significa que a máscara perde completamente a eficiência.

“A gente recomenda por até 8 horas, mas não é como se passar [desse tempo] fosse desproteger completamente a pessoa”, diz. “É preciso dizer que, se a pessoa precisou ficar 12 horas com a máscara, sem dúvida ela está mais protegida do que se estivesse com qualquer outra. Então não é como se, em 12 horas, a máscara chegasse a zero de filtragem”, pondera Klimeck.

12) Como reutilizar a máscara?

Reutilizar, para uso fora de hospitais, é possível; lavar, não. Não use álcool, sabão ou qualquer produto de limpeza.

“Num cenário ideal, sem escassez de recursos, seria utilizar uma vez e descartar. Mas, se todo mundo fizer isso, vai acabar faltando”, lembra Vitor Mori.

“Num cenário ideal, sem escassez de recursos, seria utilizar uma vez e descartar. Mas, se todo mundo fizer isso, vai acabar faltando”, lembra Vitor Mori.

Veja algumas recomendações de reuso da máscara:

“Como você não tem como saber se no ambiente em que você está tem uma pessoa ou mais de uma pessoa infectada, sempre que for a algum lugar, deixe [descansar] 3 dias, porque reutilizar envolve a chance de se contaminar quando recoloca a máscara”, lembra Beatriz Klimeck.

“Como você não tem como saber se no ambiente em que você está tem uma pessoa ou mais de uma pessoa infectada, sempre que for a algum lugar, deixe [descansar] 3 dias, porque reutilizar envolve a chance de se contaminar quando recoloca a máscara”, lembra Beatriz Klimeck.

Melissa Markoski avalia que até períodos menores de descanso – de 48h – são suficientes para “descansar” a máscara e inativar partículas virais que possam estar ali.

“Se a pessoa tiver um jogo de máscaras para cada dia da semana, ela só vai reutilizar a que ela usou na segunda-feira uma semana depois. Seria a condição ideal. Mas a gente sabe que a população, hoje, não tem condições de ter tantas máscaras, fazer essas reposições todas, então a gente recomenda um mínimo de 48 horas”, diz.

Para guardar as máscaras em casa, você pode pendurá-las em um varal, em ganchos na parede ou guardá-las em um envelope de papel.

“Não tem perigo de ficar numa parte da casa em que as pessoas passam, porque o vírus não sai da máscara voando. Ele precisa de partículas – no caso partículas da nossa respiração, da nossa fala – para se propagar, então a máscara pode ficar num ambiente dentro da sua casa, de preferência num lugar arejado e ventilado”, explica Klimeck.

O CDC considera que não há como determinar o número máximo possível de reutilizações seguras para uma máscara N95 que possa ser aplicado em todos os casos.

“A reutilização segura do N95 é afetada por uma série de variáveis que afetam a função do respirador e a contaminação ao longo do tempo. No entanto, os fabricantes de respiradores N95 podem ter orientações específicas sobre a reutilização de seus produtos”, diz o órgão.

13) Se eu comprar máscaras PFF2, elas vão faltar para profissionais de saúde?

Essa possibilidade é levantada pelo CDC. O órgão não recomenda que máscaras do tipo N95 (equivalente americano da PFF2) sejam usadas pela população em geral – argumentando que elas são suprimentos críticos que devem ser reservados para profissionais de saúde.

Os Estados Unidos enfrentaram, no ano passado, falta de equipamentos de proteção individual, inclusive das N95, no combate à pandemia.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que as máscaras do tipo N95 “são projetadas para proteger os profissionais de saúde que prestam cuidados a pacientes com Covid-19 em ambientes e áreas onde são realizados procedimentos de geração de aerossol”.

Segundo Beatriz Klimeck, não há, no Brasil, indícios de desabastecimento até agora.

“São muitas marcas, é um produto que é fácil de ser produzido. A orientação de que elas devem ser deixadas para os médicos faz sentido – mas num contexto onde a gente tem um desabastecimento”, pontua.

Fonte: G1

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2021/03/08/melhor-tecido-para-mascara-caseira/

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