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Consultas pelo SUS em alguns locais e horários não demoram 5 minutos

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São comuns relatos de pacientes sobre o descaso de alguns profissionais de saúde nas redes públicas. Mas a situação parece distante, até que alguém próximo a nós realmente se depare com um atendimento pífio, de um médico que nem se quer olha no rosto do paciente.

O que dizer a uma menina de 13 anos que vai pela primeira vez consultar com  ginecologista, a pedido da médica pediatra com relatos de problemas hormonais constatados em exames, e que não teve oportunidade de fazer uma única pergunta?

O caso aconteceu nesta semana. A paciente nem ao menos ouviu da profissional qual o diagnóstico para seu problema. A consulta que durou cerca de cinco minutos, no máximo, foi o tempo em que três requisições de outros exames foram feitos. Para a adolescente que estava com toda a expectativa de chegar ao consultório e ouvir o médico e sanar algumas dúvidas, nada disso foi possível. Esta foi a primeira consulta da menina, que, ao longo da vida terá do profissional dessa área todo cuidado e atenção que uma mulher necessita. Mas a decepção foi enorme – este é o desabafo de uma mãe que acompanhou a filha na primeira consulta.

Sem expor o profissional, fica mais uma vez, a narrativa de uma paciente que procurou auxilio médico, mas que lamenta não ter encontrado o mínimo de consideração.

Ouvir que a saúde pública é precária e que muitos médicos atendem sem ao menos dialogar com o paciente, é corriqueiro. A mãe da jovem questionou se o profissional não deveria ao menos, ter perguntado qual era o motivo do encaminhamento da pediatra? Ela se limitou a encaminhar novos exames, sem esclarecer o por quê. – comenta.

Quando a mãe antes de sair da sala perguntou sobre as alterações nos exames que já tinham sido feitos a pedido do outro médico e alguns sintomas da filha, o profissional se limitou dizer: isto é da adolescência.

Fica a sensação de que apenas o atendimento particular pode ser, ainda, uma opção razoável para quem busca algum esclarecimento sobre problemas de saúde? – pergunta.

Mas o descaso não foi apenas por aquele atendimento, mas por todas as pessoas que diariamente procuram pelo SUS, em Alegrete,  razão da falta de condições em pagar uma consulta particular em torno de 250 reais. Esta mãe não só questiona o tempo da consulta, mas a indiferença e frieza. “Dar ao menos um bom dia é trabalhoso demais”?

Esta e outros pacientes, muitas vezes, se deparam com profissionais que estão apressados demais para fazer o mínimo, que vai além dos conhecimentos científicos da profissão e que podem fazer muita

diferença para quem esta à frente de sua mesa, seja criança, adolescente ou idoso. Porque se alguén procura um médico é porque confia e acredita que este profissional possa ajudá-lo.

Essa indignação é de uma mãe que, procurou o PAT, após levar a filha para consultar com uma especialista pelo Sistema Único de Saúde, num posto médico de Alegrete.

Fonte: Alegrete Tudo

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