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Consumo das famílias cai 12,5 e puxa desempenho do PIB para baixo

Em meio ao isolamento social imposto pela pandemia, a queda histórica no consumo das famílias foi um dos principais elementos por trás da parada na economia no segundo trimestre. O tombo de 12,5% ante o trimestre anterior, porém, teria sido ainda maior não fosse o auxílio emergencial. O pagamento extra se traduziu na elevação do consumo de produtos básicos, impulsionando o desempenho no varejo de supermercados e farmácias.

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Apesar da queda na indústria de transformação, a produção de alimentos, fármacos e produtos de limpeza registrou crescimento. Por outro lado, o isolamento atingiu em cheio o consumo de supérfluos e de serviços, especialmente aqueles prestados às famílias, como bares, restaurantes, hotéis, salões de beleza, academias e entretenimento em geral. O setor de serviços, que concentra quase 75% do PIB, tombou no segundo trimestre 9,7% ante o primeiro trimestre do ano.

“Mesmo que eu quisesse sair de casa para cortar o cabelo, tinha uma restrição de funcionamento do salão de beleza”, lembrou Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.

Para que a economia engrene uma recuperação sustentada, o diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), José Ronaldo de Castro Souza Jr, diz que é preciso também a retomada da agenda de ajuste fiscal em 2021. “A prorrogação do auxílio é importante para evitar essa quebra, com certeza ajuda a manter o nível de consumo. Mas é uma medida com um custo elevado, então só se sustenta até certo prazo”, diz ele. O Ipea estima uma queda de 6% no PIB brasileiro deste ano, mas a projeção deve ser revista até o final do mês.

Já o tombo recorde na atividade das indústrias de transformação no 2º trimestre, que despencaram 17,5% ante o primeiro trimestre e 20,0% em relação ao segundo trimestre de 2019 nos dados do PIB foi puxado pelo desempenho dos setores fabricantes de bens de consumo duráveis e de bens de capital, informou Rebeca Palis. No agregado, o PIB da indústria tombou 12,3% ante o primeiro trimestre, no pior desempenho da série histórica, iniciada em 1996. Ainda assim, as indústrias de alimentos, de fármacos e de material de limpeza tiveram desempenho positivo.

Segundo Rebeca, essas atividades apresentaram incrementos tanto na comparação com o primeiro trimestre quanto em relação ao segundo trimestre de 2019, embora o IBGE não tenha dados desagregados a esse nível das atividades. “Na indústria de transformação, só falamos de desempenhos negativos, mas a indústria alimentar, a farmacêutica e a de limpeza, estão crescendo”, afirmou a pesquisadora.

Entre os segmentos, a Agropecuária se descolou da queda do PIB brasileiro e teve variação positiva de 0,4%, no segundo trimestre ante o primeiro deste ano. No comparativo com do segundo trimestre de 2020 com o mesmo período de 2019, o setor cresceu 1,2%. Já a alta no dólar e a cotação de commodities ajudaram positivamente as exportações de Bens e Serviços.

As exportações aumentaram 0,5% no segundo trimestre de 2020 ante o segundo trimestre de 2019, impulsionadas especialmente pela agropecuária, petróleo e derivados, e produtos alimentícios. Em relação ao primeiro trimestre de 2020, as exportações cresceram 1,8%, enquanto as Importações de Bens e Serviços recuaram 13,2% em relação ao primeiro trimestre de 2020.

Fonte: Tribuna do Norte

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