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Coronavírus: hospital estadual em Volta Redonda recebe contêiner para corpos

Coronavírus

Referência no atendimento a pacientes com coronavírus no estado, o Hospital Regional Zilda Arns, em Volta Redonda, se prepara para um cenário de maior gravidade. A unidade recebeu na quarta-feira um contêiner frigorífico para armazenar corpos de vítimas. Médicos e enfermeiros acompanham, com preocupação, um aumento de internações. Ontem, havia 80 pacientes com Covid-19 no local; uma semana antes, eram 49.

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O Zilda Arns tem 180 leitos, e a expectativa é que todos estejam ocupados em poucas semanas. Na UTI, segundo funcionários, 40 vagas estão ocupadas. Entre 11h55 e 12h15 de ontem, o EXTRA registrou a chegada de cinco pacientes com diagnóstico positivo para coronavírus. Entre eles, uma mulher de 70 anos, transferida de outro hospital da cidade, em estado grave, que foi intubada.

Muitos pacientes do Zilda Arns são moradores de outras cidades do Sul Fluminense e da Região Metropolitana. Administrado pelo estado, o hospital vem recebendo infectados inclusive do município do Rio, a 130km (e mais de 2h pela Via Dutra). De acordo com um funcionário da administração, em uma semana, pelo menos 20 morreram. No início da tarde, o EXTRA presenciou a saída de um corpo do hospital. O paciente tinha contraído a Covid-19.

O contêiner que chegou anteontem tem 14m de comprimento e capacidade para armazenar 20 cadáveres. O equipamento é necessário porque o necrotério do Zilda Arns só comporta 4.

Com uma população de 300 mil pessoas, Volta Redonda é o 3º município do estado com mais casos da doença. São 162 confirmados, 730 suspeitos, e sete óbitos. A prefeitura mandou fechar o comércio não essencial e recomendou à população que evite sair de casa, mas o EXTRA viu ontem lojas abertas e ruas cheias em vários bairros.

O prefeito, Samuca Silva, disse que o movimento era grande porque muita gente saiu de casa para tentar receber a ajuda de R$ 600 do governo federal.

— O povo não está respeitando de uns dois dias para cá. Antes, de forma geral, vinha seguindo as regras. Mas o comércio está cumprindo as medidas de isolamento — garantiu.

A própria prefeitura admite, no entanto, que a adesão ao confinamento vem diminuindo. O fluxo de pessoas nas ruas havia apresentado redução de 60% em relação ao período antes da pandemia, mas, esta semana, caiu para para 53%.

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2020/04/08/poluicao-do-ar-e-fator-de-risco-para-mortes-por-covid-19/

— As pessoas estão baixando a guarda. Temos que convencer de novo da importância da quarentena — disse Samuca, que, logo, contemporizou: — Apesar de nosso índice de infectados estar alto, temos apenas 20% dos leitos da cidade ocupados.

A prefeitura vem montando hospital de campanha com 114 leitos no Estádio Raulino de Oliveira. Em uma semana, o prefeito consultará o MP sobre a possibilidade de reabrir o comércio.

Fonte: Extra

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