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De cada dez categorias de trabalhadores, apenas uma conseguiu reajustes para repor inflação em 2021

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Neste ano, com o aumento da inflação e reajustes menores de salário, para muita gente, está ficando difícil comprar até o básico.

Na casa da ajudante de motorista Elis Ângela Gonçalves, os gastos com alimentação aumentaram e estão consumindo boa parte do orçamento.

‘Por mês, ano passado, eu gastava em média R$ 250, R$ 300. Hoje estou gastando na base de R$ 500 para fazer a compra do mês’, conta.

‘Por mês, ano passado, eu gastava em média R$ 250, R$ 300. Hoje estou gastando na base de R$ 500 para fazer a compra do mês’, conta.

No supermercado, ninguém discorda, e sabe o motivo: a inflação.

Levar só o básico seria uma saída, mas não tem sido. Economistas da PUC selecionaram 13 itens essenciais na mesa das famílias, e mediram a inflação destes produtos, em 12 meses. O resultado foi um índice de 15,96%, maior do que a inflação oficial no mesmo período, que ficou em 10,25%.

‘Exatamente o básico está bem acima da inflação média. Ela não é mais aquela inflação que num mês subiu o tomate, no outro mês subiu a energia. Não, está tudo subindo simultaneamente’, explica o professor Jackson Bittencourt, coordenador do curso de Economia PUC/PR.

‘Exatamente o básico está bem acima da inflação média. Ela não é mais aquela inflação que num mês subiu o tomate, no outro mês subiu a energia. Não, está tudo subindo simultaneamente’, explica o professor Jackson Bittencourt, coordenador do curso de Economia PUC/PR.

Açúcar (38,37%), óleo de soja (32,06%) e carne (26,88%) estão entre os itens básicos que subiram muito acima da inflação medida pelo IPCA.

“Tudo, né? Tudo subiu”, diz cliente de um supermercado.

O que não aumentou esse ano foi o rendimento do trabalhador: 90,5% das negociações salariais ficaram abaixo da inflação oficial. Na prática, quem está empregado está ganhando menos e pagando mais pelo que consome.

“O salário parado, não tem como”, comenta outro cliente.

Apenas 9,5% das negociações resultaram em ganho real para os trabalhadores. O levantamento é do projeto Salariômetro, da Fipe, que analisou dados de 40 mil negociações em todo o país.

Apenas 9,5% das negociações resultaram em ganho real para os trabalhadores. O levantamento é do projeto Salariômetro, da Fipe, que analisou dados de 40 mil negociações em todo o país.

‘Eles não conseguem repor o que perderam durante os últimos 12 meses. Para crescer o salário, nós precisamos fazer crescer a economia. Tudo isso é reflexo da economia, agravada pela inflação que já está em dois dígitos, o que é muito ruim’, diz Hélio Zylberstajn, coordenador do Salariômetro/Fipe.

Com a lista de compras cada vez mais enxuta, Adriano já sabe quem sai perdendo nessa disputa entre inflação e salário.

“A gente acaba passando um perrengue, dificuldade. Sofrendo mais ainda, tudo caro. É o básico do básico mesmo, porque senão não vai’, diz.

Fonte: G1

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/venancio-dobra-oferta-de-salas-clinicas-em-dois-anos/

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