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Sarampo: devo tomar o reforço da vacina?

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Devo tomar o reforço da vacina contra o sarampo? Caso tenha o registro das duas doses da vacina na carteira de vacinação, sendo a primeira dose tomada após 1 ano de idade, não precisa tomar o reforço, segundo o pediatra Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Somente após o ano 2000 é que a vacina contra o sarampo passou a ser ministrada em duas doses no país. Portanto, quem nasceu antes de 2000 provavelmente não tomou a segunda dose e deve tomar o reforço. A vacina monovalente, que era ministrada em uma única dose antes de 1 ano de idade, não era tão eficaz como a trivalente, oferecendo apenas 70% de proteção, por causa da interferência dos anticorpos da mãe, explica o médico.

Há outras formas de se proteger contra o sarampo, além da vacina?Receber duas doses da vacina contra o sarampo após os 12 meses de idade é a única maneira de se prevenir da doença. O esquema vigente do Ministério da Saúde para crianças é o de uma dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) ao 1 ano de idade e uma da quadrupla viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) ao 1 ano e 3 meses de idade. Para quem não se vacinou no período, a tríplice viral é oferecida gratuitamente em duas doses até os 29 anos ou em uma dose dos 30 aos 49 anos. Os demais podem recorrer às clínicas privada.

Por que a campanha de vacinação contra o sarampo é direcionada a quem tem entre 15 e 29 anos? Segundo a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, os jovens adultos representam 47% dos casos atuais da doença no Estado de São Paulo. Além disso, essa faixa etária é considerada a mais vulnerável ao sarampo devido à baixa procura pela segunda dose da vacina .

Há um surto de sarampo na cidade de São Paulo? Onde mais? Sim. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, há um surto da doença na capital paulista, que registra 111 casos até o momento. Os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Pará passam por surto de sarampo, segundo o Ministério da Saúde. Neste sábado (20), será realizado o “Dia D” de vacinação no Estado de São Paulo.

Crianças são mais suscetíveis à doença? Não, mas há um risco maior de complicações, pois seu sistema imunológico ainda não está completamente formado, segundo o pediatra. Os sintomas na criança são os mesmo que ocorrem no adulto: febre alta, bolinhas no corpo, tosse, dor de garganta e conjuntivite. A diferença é que há maior chance em se tornar grave, evoluindo para complicações como pneumonia, problemas gastrointestinais, encefalite e meningite, explica o médico.

Grávidas não podem tomar a vacina. Como se proteger? A primeira forma de proteção é que todas as pessoas do seu meio, como familiares e colegas de trabalho, estejam vacinados, explica o especialista. Já em relação a espaços públicos, como é uma doença transmitida pelas vias respiratórias, a única forma de garantir a proteção, caso haja um surto, seria evitar aglomerações e ambientes fechados. Juarez ressalta que mulheres que estão planejando uma gestação devem tomar a vacina pelo menos um mês antes de engravidar. Vale ressaltar que, além de grávidas, imunodeprimidos, quem está com febre ou com quadro infeccioso não deve tomar a vacina.

Sarampo mata? A doença pode matar, afirma o presidente da SBIm. No ano passado, 12 pessoas morreram no país. Neste ano, não houve registro de morte até o momento, segundo o Ministério da Saúde.

Quem já teve sarampo deve tomar a vacina de reforço? Quem já teve comprovadamente sarampo não precisa tomar reforço da vacina, pois está imune à doença, explica o médico. “Mas é necessário que seja comprovadamente, porque há muitas doenças com sintomas similares. Se ficar na dúvida, pode tomar. Não há problema uma pessoa que já teve sarampo tomar a vacina contra a doença”, afirma.

Idosos não estão entre os grupos de risco? Pessoas com mais de 60 anos, teoricamente, tiveram sarampo na infância, pois era uma doença altamente prevalente e não precisam desse reforço, segundo o médico.

Quem perdeu a carteira de vacinação e não sabe quantas doses tomou, como deve agir? Em casos de perda da carteira de vacinação, que impossibilita a checagem das doses de vacina tomadas durante a vida, o médico orienta que sejam ministrados duas doses do imunizante. “Não há problema tomar uma dose a mais, caso já tenha tomado. Melhor tomar a mais do que a menos”, explica o pediatra.

Fonte: Portal R7

Leia também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2019/04/25/20-milhoes-de-criancas-em-todo-o-mundo-nao-recebem-a-vacina-contra-o-sarampo/

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