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DF registra em outubro maior inflação para mês desde 2002; veja o que ficou mais caro e os motivos

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inflação – O Distrito Federal voltou a registrar alta taxa de inflação em outubro. No mês passado, o índice ficou em 1,25%, o mais alto para o mês desde 2002, quando foi de 1,82%. Os dados são do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na segunda-feira (10).

Mais uma vez, a taxa foi puxada principalmente pelos grupos de transporte e alimentação e bebidas. E segundo uma análise da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), a desvalorização do real frente ao dólar e o aumento do consumo estão entre os principais fatores para as altas.

No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação na capital já chega a 9,3%. Nesta reportagem, o g1 aponta itens que ficaram mais caros no mês passado e os motivos para os aumentos.

Transportes

Sozinho, o setor de transportes foi o responsável por 0,74 ponto percentual da taxa da inflação. O principal impacto no mês passado em Brasília foi causado pelo preço das passagens aéreas, que tiveram alta de 41,76%.

Segundo a pesquisadora da Codeplan Jéssica Milker, o aumento é resultado da junção de dois fatores: a desvalorização do real junto ao dólar e o aumento da demanda por viagens.

“A gente está vivendo um momento de desvalorização do real frente ao dólar, e as companhias aéreas têm a maior parte da estrutura de custo indexada a essa moeda internacional. Então, quando tem uma desvalorização, automaticamente as empresas aéreas têm um aumento do seu custo. E isso está fazendo com que a passagem aérea suba também”, explica.

“Um outro ponto é que a gente está tendo uma maior flexibilização da mobilidade das pessoas. Conforme a vacinação [contra Covid-19] está avançando, estão sendo reduzidas as restrições de viagens para outros países e locais, aumentando aí também a demanda por passagem aérea”, continua.

“Um outro ponto é que a gente está tendo uma maior flexibilização da mobilidade das pessoas. Conforme a vacinação [contra Covid-19] está avançando, estão sendo reduzidas as restrições de viagens para outros países e locais, aumentando aí também a demanda por passagem aérea”, continua.

Outro “vilão” no mês passado foi o preço da gasolina, que ficou 2,67% mais caro em outubro e teve o segundo maior impacto na inflação. No acumulado de 2021, a alta soma 46,54%. Segundo Jéssica Milker, a situação também está relacionada à valorização do dólar.

“A desvalorização do real acaba também influenciando o preço da gasolina, porque a gente tem a cotação do preço do barril do petróleo feita em dólar. Então, a gente está passando por um momento de valorização dessa commodity, e a desvalorização do real faz com que esse impacto seja ainda mais intenso”, explica.

Energia elétrica

A energia elétrica, incluída no setor de habitação, também vinha influenciando altas sucessivas da inflação na capital. Em outubro, o item teve deflação e ficou 1,67% mais barato. No entanto, segundo a análise da Codeplan, essa redução não foi para todos os consumidores.

No mês passado, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) alterou a bandeira tarifária das famílias beneficiadas pela tarifa social, voltada a pessoas de baixa renda. Na prática, o valor extra pago por esse grupo a cada 100 kw/h consumidos caiu de R$ 9,49 para R$ 1,87, redução de 80%.

Segundo a pesquisadora Jéssica Milker, “isso ajudou a percepção da inflação de que o gasto com energia elétrica, pelo menos para essas famílias, foi menor”.

No acumulado dos últimos 12 meses, no entanto, a energia elétrica acumula alta de 26,07%. E a especialista explica que, além da conta de luz, essas altas causam encarecimento de diversos outros produtos.

“A energia elétrica entra como custo de produção de diversos bens e serviços. Então, a alta acaba aumentando custos e faz com que haja uma perpetuação da inflação nos próximos meses”, afirma Jéssica Milker.

Fonte: G1

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/america-latina-lidera-investimentos-globais-das-farmaceuticas-em-pesquisa/

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