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Diagnóstico rápido pode evitar morte por meningite, diz médico

Apesar de existirem vacinas disponíveis na rede de saúde pública e privada, a meningite ainda assusta a população por dois motivos: as graves sequelas que ela pode deixar no organismo e por ter uma taxa de mortalidade que pode chegar a 90% se o paciente não receber tratamento adequado e rápido. Segundo dados da Secretaria de Saúde de Mogi, só em 2015 foram identificados 56 casos de meningite diferentes no município, nenhum deles do tipo meningocócica. Já este ano, até o momento, foram registradas três notificações, sendo um caso de meningite viral confirmado; o do menino de 7 anos que morreu por suspeita de meningococcemia (não confirmado); e o de uma adolescente que faleceu por meningococcemia.

Suzano também registrou, em fevereiro, a morte de uma criança de 3 anos por meningite viral. Na ocasião, a criança foi encaminhada para Mogi das Cruzes com sintomas de dengue. De acordo com o pediatra Paulo Renato Arantes, os sintomas iniciais que determinam o tipo de meningite são parecidos com os da dengue, por isso a importância da coleta de líquor (líquido céfalo-raquidiano), principal exame laboratorial para o diagnóstico exato da doença. “A meningite é uma doença muito perigosa, quanto mais cedo ela for diagnosticada, mais rápido iniciará o tratamento e, com isso, salvar a vida do paciente. Precisamos estar atentos aos sintomas para não confundir com a dengue ou até mesmo com um resfriado, no caso da meningite viral”, alertou o médico.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 10% a 15% das pessoas que contraem a meningite meningocócica morrem, mesmo recebendo tratamento adequado. O pediatra fez questão de ressaltar que a meningococcemia é o tipo mais grave. “As bactérias mais comuns que levam à doença são o meningococo, pneumococo e hemófilo tipo b, sendo a primeira mais grave pela rápida evolução e fácil transmissão. Por isso, quando diagnosticada, é preciso executar rapidamente a quimioprofilaxia nas pessoas que tiveram contato íntimo com o doente, principalmente no domicílio. Este procedimento é realizado por profissionais da saúde, nas residências, pré-escolas, creches etc.”, alertou dr. Paulo Arantes.

Segundo ele, qualquer pessoa pode adquirir a meningite, independentemente da idade. Contudo, as crianças são mais vulneráveis à doença, mesmo estando vacinadas. “Por serem mais sensíveis e o sistema de defesa do organismo estar sempre em desenvolvimento, as crianças adquirem a meningite com mais facilidade. Mesmo tendo recebido as vacinas recomendadas, não estão 100% protegidas”, frisou.

Alerta

A Secretaria de Saúde de Mogi das Cruzes informou que a meningite é uma doença de notificação compulsória, portanto, os serviços de saúde precisam notificar a Vigilância Epidemiológica Municipal tão logo identifiquem algum caso suspeito. A partir daí, as providências são tomadas dependendo do tipo de meningite.

Fonte: Leia o Gazeta

 

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