fbpx

Atacado farmacêutico cresce 18%, mas inadimplência preocupa

Distribuição farmacêutica cresce 18%, mas custos e inadimplência preocupam

Nos corredores da Abradilan Conexão Farma, o que se viu foi um misto de otimismo e preocupação. Ao mesmo tempo em que celebram o crescimento médio de 18%, os empresários da distribuição farmacêutica mostram-se apreensivos com a crescente pressão dos custos e a sombra da inadimplência de volta após anos de estabilidade.

A feira da Abradilan mobilizou em torno de 13 mil participantes entre os dias 15 e 17 de março, no Expo Center Norte (SP). A retomada dos eventos presenciais no canal farma endossou o fortalecimento das distribuidoras locais e regionais, que pegaram carona no avanço das farmácias de bairro em meio à pandemia. Segundo a IQVIA, esse segmento superou R$ 16 bilhões de faturamento nos últimos 12 meses, uma alta de 18% contra 11% das grandes atacadistas. O setor como um todo movimentou R$ 50,6 bilhões.

“Por essência, essas distribuidoras têm mais agilidade para ajudar o pequeno e médio varejo a mobilizar seu estoque, tanto que vêm cumprindo uma média de 24 horas para entrega dos produtos. Também consolidaram seu papel como provedoras de crédito para as farmácias”, argumenta Jony Sousa, presidente da entidade, cujas empresas associadas respondem por 19,2% da venda geral de medicamentos no país. Em genéricos, o share chega a 51,7%.

Inadimplência cai com tecnologia…

Evolução de vendas

A tecnologia reforçou o atacado farmacêutico como um hub financeiro do varejo e contribui para inadimplência média abaixo de 1%. “Encorpamos nossa estrutura digital de modo a garantir uma conexão automática com bancos de dados de instituições como o Serasa, o que ajuda a atenuar esse cenário”, destaca Leandro Kluber, gerente comercial da DP4, distribuidora presente em 30 mil PDVs de seis estados – Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

As estratégias das distribuidoras incluem medidas simples como a adoção de pedidos eletrônicos e a incorporação de maquininhas de crédito nas farmácias, que permitem a antecipação de recebíveis. A Neosul, com 6 mil CNPJs atendidos nos três estados da Região Sul, chegou a criar um departamento de telemarketing exclusivamente para dinamizar a relação com o varejo e a indústria.

Grupo GMill Distribuição, por sua vez, investiu em um marketplace para as 8 mil farmácias independentes que atende na Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro. “Além de agilizar a entrega em até 30 minutos com geolocalização, isso nos deu mais ferramentas de controle para varejistas sem presença digital e que tinham processos manuais para efetivar o pagamento”, explica o CEO Lucas Freire e Freire.

…mas pode ressurgir com situação atual da economia

A maior vigilância sobre os pagamentos, no entanto, pode perder impacto frente ao panorama atual, em que o peso da inflação em dólar se soma à crise dos combustíveis e à expectativa por um reajuste de medicamentos superior à casa de 10%. Para as distribuidoras, o benefício de ser um elo da cadeia farmacêutica pode se transformar em um risco nesse momento.

Por um lado, a escassez global de insumos reduz e encarece o acesso da indústria a suprimentos básicos que envolvem todo o processo fabril, dificultando os prazos e os custos para o atacado. Na outra ponta estão varejistas que tendem a ficar mais dependentes da distribuição no aspecto financeiro. “Nosso setor terá que conviver com fretes mais caros e ainda dispor de mais recursos para subsidiar as farmácias. Somos o elo mais frágil”, acredita Gílson Coelho, consultor de gestão especializado no canal farma.

Foco em uma região e mais CDs como antídotos

Uma das saídas para atenuar as turbulências passa pela solidificação das operações em uma só região. É o caso da Gauchafarma, que atua junto a 5 mil farmácias em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. “A pressão inflacionária de hoje é uma realidade à qual já não estávamos acostumados desde o Plano Real. Ela pode achatar as margens. Por isso, decidimos concentrar a expansão nessas duas praças”, explica o CEO Marcio Cervo.

Oriunda do Ceará, a Total Distribuidora ergueu novos CDs em outros quatro estados do Nordeste – Bahia, Maranhão, Pernambuco e Piauí. “A decisão de abrir complexos em cada praça, apesar de exigir um elevado investimento inicial, reduz em médio prazo os deslocamentos da frota e descentraliza o controle do fluxo de vendas. A diversificação do mix – hoje, a higiene e beleza já representa 40% dos negócios – também auxilia na diluição de riscos”, observa o sócio-administrador Francisco das Chagas Almeida Gomes.

“É uma conta que todos teremos de pagar”, admite Jony Sousa. Ciente dessa regra inevitável, o atacado farmacêutico olha para dentro e aprimora processos.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico


Cadastre-se para receber os conteúdos também no WhatsApp  e no Telegram

Jornalismo de qualidade e independente
Panorama Farmacêutico tem o compromisso de disseminar notícias de relevância e credibilidade. Nossos conteúdos são abertos a todos mediante um cadastro gratuito, porque entendemos que a atualização de conhecimentos é uma necessidade de todos os profissionais ligados ao setor. Praticamos um jornalismo independente e nossas receitas são originárias, única e exclusivamente, do apoio dos anunciantes e parceiros. Obrigado por nos prestigiar!

Cadastre-se para receber os conteúdos também no WhatsApp  e no Telegram

Jornalismo de qualidade e independente O Panorama Farmacêutico tem o compromisso de disseminar notícias de relevância e credibilidade. Nossos conteúdos são abertos a todos mediante um cadastro gratuito, porque entendemos que a atualização de conhecimentos é uma necessidade de todos os profissionais ligados ao setor. Praticamos um jornalismo independente e nossas receitas são originárias, única e exclusivamente, do apoio dos anunciantes e parceiros. Obrigado por nos prestigiar!
Notícias relacionadas

Esse site utiliza cookies para aprimorar sua experiência de navegação. Mas você pode optar por recusar o acesso. Aceitar Consulte mais informação

viagra online buy viagra