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Do colapso na saúde à flexibilização da máscara: há dois anos Acre registrava primeiros casos de Covid-19

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Há dois anos, o Acre fechava comércios, as aulas foram suspensas, a Saúde entrou em colapso e precisou transferir pacientes para outros estados….até que a vacinação começou em janeiro de 2021. No final daquele ano, as coisas pareciam estar voltando à normalidade, mas a chegada da ômicron causou uma nova explosão de casos e mortes.

No dia 17 de março de 2020 o Acre confirmou os três primeiros casos de Covid-19. De lá até aqui, o estado acreano perdeu 1.990 acreanos para a doença e outros 123.443 foram infectados pelo novo coranavírus.

Fevereiro de 2022 registrou o maior número de casos desde o início da pandemia e, mais uma vez, o carnaval de rua precisou ser cancelado. Foram, no total, 19.323 infectados. O maior número havia sido no mês de janeiro, também deste ano, com 12.876 pessoas contaminadas.

Em março, um alívio. Os casos e mortes voltaram a cair no estado.

No dia 8 deste mês, o governo do estado chegou a desobrigar o uso da máscara em locais fechados. O último decreto estabelecia o dia 15 de janeiro deste ano como data limite da recomendação do Comitê Pacto Acre Sem Covid ao governo. Apesar do fim da obrigatoriedade, o governo pediu que a população continuasse usando o acessório em locais fechados e com aglomeração.

Mas, nessa quarta (16), Cameli voltou atrás e decidiu manter o uso da máscara em locais fechados e com aglomeração. A medida considerou uma orientação apresentada pelo Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19.

Especialista diz que não é hora de relaxar: ‘pandemia não acabou’

Mas será que é o momento para relaxar as medidas de prevenção? Para o infectologista Alan Areal não. Ele alerta a população sobre a importância do uso da máscara e disse que ainda não é o momento de as pessoas relaxarem com as medidas.

‘Orientamos que a população continue a usar máscara para que esses casos de transmissão continuem em queda, a pandemia ainda não acabou e precisamos continuar com os cuidados.’

‘Orientamos que a população continue a usar máscara para que esses casos de transmissão continuem em queda, a pandemia ainda não acabou e precisamos continuar com os cuidados.’

Areal disse ainda que não é recomendado, principalmente em ambientes fechados, que a população fique sem a máscara.

‘O uso da máscara é recomendado tanto pela Anvisa, quanto pelo Ministério da Saúde. A recomendação é que nós, profissionais da saúde, e a própria população, quando adentrarmos em ambientes públicos, como os transportes públicos coletivos, que tendem a estar sempre muito cheios, que usem sempre a máscara,” reforçou.

Primeiros infectados

Os três primeiros infectados pela doença foram um homem de 30 anos e uma mulher de 50, que chegaram de São Paulo (SP), e uma advogada de 37 anos, que estava em Fortaleza (CE). Dos três casos, apenas a advogada chegou a ficar em estado grave e ficou internada 12 dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Em 2020 foram registradas 795 mortes, já em 2021, 1.056 perderam a vida vítimas da doença. Este ano, até esta quinta (17), foram 139 óbitos. Os dados são um compilado feito pelo g1 dos boletins diários divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde do Acre (Sesacre) e apontam que mesmo com a oferta de vacinas, as variantes mais agressivas fizeram com que mais pessoas morressem vítimas do coronavírus neste segundo ano de pandemia.

Ocupação de leitos

A taxa de ocupação dos leitos de UTI no estado está em 13% até essa quinta (17). Dos 30 leitos de UTI existentes, 4 estão ocupados. São 20 leitos em Rio Branco e 10 em Cruzeiro do Sul. O estado tem 11 pessoas internadas nos hospitais de referência, das quais 10 com resultado positivo para o novo coronavírus. Há 11 exames de RT-PCR à espera de análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen).

Vacinação no Acre: 61% da população imunizada

A vacinação contra a Covid-19 ainda é um desafio para as autoridades de saúde. Após um ano do início da vacinação apenas 61,21% da população a partir dos 5 anos foi totalmente imunizada. Quando falamos do público infantil a situação é ainda pior: 17,8% das crianças de 5 a 11 receberam o imunizante contra a doença.

Foram recebidas 1.015.363 doses do imunizante, de acordo com informações do portal de transparência do governo. Desse total, foram aplicadas 1.309.862 doses na população até essa quinta (17) data da última atualização. Das doses, 627.798 pessoas tomaram a primeira dose, 504.101 a segunda, 12.588 a dose única e 148.850 dose de reforço.

Efeitos da pandemia no estado

A pandemia completou dois anos no dia 11 deste mês. Em março de 2020, a Organização Mundial da Saúde fez a declaração, após a doença se espalhar por todo o planeta. Um dia depois, no dia 12, o Brasil registrou a primeira morte.

As várias facetas da pandemia levaram o governo do estado a decretar situação de emergência, a suspender aulas na rede pública e privada de ensino foram suspensas de forma presencial. O uso de máscaras passou a ser obrigatório no estado, que ainda exige o uso do acessório em locais fechados.

No período mais sombrio da pandemia foi decretado o fechamento de shoppings, bares, restaurantes, lanchonetes, cinemas, feiras, sorveterias, boates e diversos outros estabelecimentos do estado. A população ainda teve que enfrentar o toque de recolher.

Em 2021, o estado enfrentou um colapso no sistema de saúde e precisou transferir de pacientes para a cidade de Manaus (AM).

Depois desse período e com os efeitos da vacinação, os casos começaram a cair durante alguns meses no estado, reduzindo o número de mortes a partir de agosto de 2021 até janeiro deste ano. Em novembro, o Acre ficou 23 dias seguidos sem registrar mortes pela doença.

Ômicron e o salto no número de casos

A circulação da variante Ômicron trouxe um salto no número de novos casos da doença e fez o estado enfrentar uma terceira onda da Covid. Em janeiro, o governo tornou a decretar situação de emergência. Apesar do salto dos casos, a vacinação fez com que os quadros fossem mais leves, foi o que informou, na época, a secretária de Saúde, Paula Mariano.

‘Tivemos um aumento significativo do número de casos nesse início de janeiro, mas, com a vacinação, nós não temos tido casos com maior gravidade. O atendimento de porta de entrada aumentou, mas as internações de UTI têm se mantido nessa média de 3 a 4 pacientes e dos que estão internados não estão vacinados e alguns que têm a vacina é a primeira dose’, pontuou.

A prefeitura da capital acreana segue com a vacinação contra a doença. Atualmente, são vacinadas crianças de 5 a 11 anos com a primeira dose do imunizante e pessoas a partir dos 12 com a 1ª, 2ª e dose de reforço.

Fonte: G1.Globo


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