fbpx
O maior canal de informação do setor

Doenças cardíacas e câncer: os efeitos da economia ruim na saúde dos brasileiros

economia

Entre 2012 e 2017, mais de 31 mil pessoas morreram no Brasil em decorrência da recessão econômica. O alarmante número é resultado de um estudo desenvolvido por pesquisadores brasileiros e britânicos publicado na The Lancet Global Health. Os autores analisaram as associações entre desemprego e mortalidade em 5565 municípios brasileiros.

Durante este período de 5 anos, o Brasil enfrentou uma grave crise econômica e a taxa de desemprego subiu: de 8,4% no primeiro trimestre de 2012 para 13,7% no primeiro trimestre de 2017. O levantamento apontou que a cada aumento de 1% de nível de desemprego houve o crescimento de 0,5% de mortalidade, resultando em 31.415 mortes excedentes.

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2019/11/05/cancer-de-mama-pode-ser-detectado-por-exame-de-sangue-ate-5-anos-antes-de-sinais-aparecerem/

Essa associação foi observada predominantemente em negros e pardos entre 30 e 59 anos. “É um grupo social que costuma ter uma inserção mais precária no mercado de trabalho por conta da escolaridade e outros aspectos sociais”, pressupõe Rômulo Paes, pesquisador titular da Fiocruz de Minas Gerais e um dos autores do estudo. “Não encontramos resultados estatisticamente significativos em homens brancos, mulheres, idosos e jovens de 15 a 29 anos”, comenta.

O aumento da mortalidade foi impulsionado pelo alto número de mortes por câncer e doenças cardiovasculares. “O estresse emocional está relacionado com a mudança de estilo de vida e é uma das causas deflagrantes de infarto agudo do miocárdio, que pode evoluir para situações de elevada gravidade”, explica Alexandre Soeiro, médico cardiologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

“É muito intuitivo que ficar desempregado por ser desesperador e sabemos que o estresse é vinculado a esse tipo de doença”, pontua Paes. Ele relembra que só entre 2015 e 2016, cerca de 1,5 milhão de pessoas perderam o plano de saúde no país, o que pode potencializar os riscos.

A pesquisa relaciona políticas de austeridade para restringir gastos públicos em saúde com o efeito letal da crise. “Em outros países, as pessoas geralmente buscam o diagnóstico mais cedo e, assim, começam o tratamento no início da enfermidade. Aqui, em períodos de crise, costumam acontecer muitos cortes, o que normaliza déficits crônicos e provoca a diminuição na procura por esses serviços”, aponta Rômulo.

O estudo constatou que o impacto na mortalidade é amenizado pela presença de sistemas de proteção social. Observou-se que as regiões que receberam mais investimentos em políticas públicas de assistência social, como o Bolsa-Família e o SUS, sofreram menos com a recessão econômica que assolou o País. “É preciso haver mecanismos de compensação para aliviar os efeitos da crise”, defende o pesquisador.

Para quem está passando por complicações em decorrência da situação financeira, a recomendação é buscar uma alimentação saudável, prática de atividades físicas como caminhadas, consultas médicas regulares e terapia. “Se necessário estabeleça uma rotina e procure se cuidar de forma preventiva. A falta de cuidado, a longo prazo, acaba comprometendo a saúde indefinitivamente”, explica o cardiologista.

Siga nosso Instagram: https://www.instagram.com/panoramafarmaceutico/

Fonte: Yahoo Brasil

Cadastre-se para receber os conteúdos também no WhatsApp  e no Telegram

Jornalismo de qualidade e independente O Panorama Farmacêutico tem o compromisso de disseminar notícias de relevância e credibilidade. Nossos conteúdos são abertos a todos mediante um cadastro gratuito, porque entendemos que a atualização de conhecimentos é uma necessidade de todos os profissionais ligados ao setor. Praticamos um jornalismo independente e nossas receitas são originárias, única e exclusivamente, do apoio dos anunciantes e parceiros. Obrigado por nos prestigiar!
Você pode gostar também

Esse site utiliza cookies para aprimorar sua experiência de navegação. Mas você pode optar por recusar o acesso. Aceitar Consulte mais informação

viagra online buy viagra