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Empresas investiram R$ 3,72 bi na Região Administrativa de Campinas em 2021

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Os investimentos empresariais na Região Administrativa de Campinas, formada por 90 municípios, somaram R$ 3,72 bilhões em 2021, o que corresponde ao crescimento de 208,33% em comparação ao ano anterior. É o que revela o estudo “O perfil dos investimentos na Região de Campinas (2021)” feito pelo economista e professor Cristiano Monteiro da Silva, do Observatório PUC-Campinas (Pontifícia Universidade Católica).

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Com base em dados da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), a Região Administrativa de Campinas ocupa a segunda posição no Estado em termos de investimentos, atrás apenas da Região Metropolitana de São Paulo, que teve R$ 16,14 bilhões.

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Um dado importante é que os investimentos em Campinas foram destinados principalmente a atividades de alto valor, como indústria de máquinas e equipamentos e indústria farmacêutica, bem como serviços de pesquisa e desenvolvimento.

Em terceira colocação no Estado vem a Região Administrativa de São José do Rio Preto, composta por 96 cidades, que recebeu R$ 752,48 milhões direcionados aos serviços de alimentação, enquanto a de Campinas teve recursos destinados a atividades de alto valor.

Revolução 4.0

“Interessante notar que o fluxo de investimentos na região de Campinas demonstrou densidade nas atividades de alto valor, como indústria de máquinas e equipamentos e indústria farmacêutica, bem como serviços de pesquisa e desenvolvimento, especialmente na construção de centros tecnológicos digitais. Os dispêndios em tais atividades costumam trazer impactos positivos ao produto, ao emprego e à renda na região e no País”, afirma Monteiro.

De acordo com o economista, o montante registrado coloca a RA entre os primeiros colocados no País em investimentos na Indústria 4.0, também chamada de Quarta Revolução Industrial. É uma expressão que envolve investimento em alta tecnologia, como em automação, troca de dados, internet das coisas e computação em nuvem.

O objetivo é a busca da melhoria da eficiência e da produtividade dos processos. É o caso da empresa de insumos agrícolas que investiu R$ 70 milhões na construção de uma nova fábrica em Indaiatuba, que passou a concentrar as atividades que eram desenvolvidas em outras três plantas: em Salto, Indaiatuba e Pouso Alegre (MG).

Ela tem capacidade de produzir 28,6 milhões de litros insumos agrícolas, principalmente fertilizantes e defensivos biológicos. A nova unidade tem cerca de 300 funcionários, 2,6 vezes a mais do que a empresa tinha anteriormente, e está dentro da nova realidade de Indústria 4.0.

“O investimento foi em alta tecnologia e sistemas de sustentabilidade, como uso de energia solar e captação da água de chuva”, explica o diretor de operações Marcelo Mainieri. A nova planta faz parte do projeto da empresa que visa atingir o faturamento anual de R$ 1 bilhão até 2025. A companhia foi fundada há 17 anos e tem um portfólio com 52 produtos de bioinsumos, como adjuvantes, inoculantes e nutrição vegetal. Os produtos fabricados em Indaiatuba atendem o mercado interno e exportação.

Tecnologia digital

O maior laboratório farmacêutico no Brasil investirá R$ 120 milhões em transformação digital até o ano de 2024. Os recursos serão empregados em tecnologia digital, treinamento de colaboradores, governança digital e roadmap estratégico.

“O departamento de TI é uma área vital para o futuro dos negócios da companhia e, por isso, criamos um novo setor com equipes multidisciplinares”, explica o vice-presidente da companhia, Marcus Sanchez. A guinada tecnológica foi acelerada a partir de 2020 e se consolidou em agosto de 2021 com uma maior integração entre setores da empresa.

Foi criado um espaço para reuniões que permite a integração de diferentes setores e também de fornecedores em ambiente que possibilita a utilização de conceitos de ponta, como o Scrum, que permite conectar várias equipes que precisam trabalhar juntas para chegar a soluções complexas, e o Kanban, sistema de controle de fluxo de produção ou transporte.

A empresa possui unidades produtivas em Jaguariúna, em Brasília e em Hortolândia, onde funcionam o complexo industrial, incluindo o Centro de Pesquisa & Desenvolvimento e a unidade totalmente robotizada de embalagem de medicamentos sólidos.

‘Território privilegiado’

Já o primeiro parque tecnológico privado, localizado em Campinas, fechou 2021 com 67 empresas instaladas, aumento de 6,34% em comparação às 63 existentes em 2020. Entre as que se instalaram ou ampliaram as atividades no ano passado, destacam-se as empress que atuam nas áreas de tecnologia da informação e comunicação, bioeconomia e farmacêutico, automação e eletrônica embarcada e logística.

Para o diretor do loteamento privado, José Luiz Guazzelli, um conjunto de fatores favorece a região na atração de investimentos. “Campinas é um território privilegiado. Nele, estão instaladas três universidades, uma dezena de centros tecnológicos reconhecidos internacionalmente, um enorme contingente de empresas de base tecnológica e cinco parques científicos e tecnológicos que agrupam um importante contingente de empresas”, afirma.

De acordo com ele, um pacote de incentivos fiscais aprovado no final do ano passado e sancionado pelo prefeito Dário Saadi (Republicanos) deve favorecer ainda a captação de novos investimentos. O Programa de Ativação Econômica (PAES) tem o objetivo de atrair de R$ 4 bilhões em investimentos e a geração de 20 mil empregos.

Atualmente, o parque tecnológico privado está negociando a instalação de dez novas empresas em função dos incentivos criados. As atividades das companhias instaladas no local baseiam-se em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) e em tecnologias avançadas.

Investimentos

Na Região Administrativa de Campinas, o maior número de investimentos em 2021 foi no setor de serviços (32,5%), seguido por indústria, infraestrutura, comércio e agropecuária. “O traço mais importante é que esses investimentos foram destinados a atividades intensivas em valor. Por essa razão, o número de projetos é menor, mas o valor do investimento inicial acima da média”, explica o economista.

Os investimentos confirmados nos serviços estão distribuídos nas atividades de pesquisa e desenvolvimento, atividades de atenção à saúde humana, educação e atividades imobiliárias, aponta o estudo do Observatório PUC-Campinas.

O levantamento mostra ainda Campinas em primeiro lugar na captação de investimentos na Região Administrativa em 2021. A cidade concentrou 41% do total, com Jaguariúna e Nova Odessa aparecendo empatados em segundo lugar (9% cada). Indaiatuba ficou com a quarta colocação (8%), seguida por Sumaré e Monte Mor (6%). Americana, Santa Bárbara d´Oeste, Santo Antonio de Posse e Itatiba fecham o top 10 com 3% cada.

Segundo o autor do estudo, em anos anteriores, os investimentos vinham sendo feitos em serviços de baixo valor, como alimentação, o que culminava numa macroeconomia de empregos mais precários, de menor nível de renda.

“A posição de investimentos em serviços intensivos em conhecimentos e tecnologias, alcançada pela Região de Campinas neste último ano, surge bem diferente de outras localidades regionais do Estado de São Paulo. Foram investimentos feitos em centros de tecnologias, laboratórios de atividades digitais e expansão de startups, ou seja, em segmentos conectados ao estratégico da Revolução Digital que vive o País e o mundo. Sem dúvida, este é um traço importante para o desenvolvimento da região de Campinas”, avalia Monteiro.

Fonte: Correio Popular

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