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Endometriose: quais os sintomas e tipos de tratamento para a doença

Sandra Chaudar tem 40 anos e descobriu a endometriose em setembro de 2012, durante a realização de exames de rotina. Foi a Ca 125 (exame de sangue que serve para diagnosticar doenças como a endometriose) que durante dois meses seguidos deram alterados, chamando a atenção da médica com quem a secretária faz tratamento. Ela resolveu investigar e pediu uma ressonância. “Foi quando descobri que a doença á estava em estado avançado e que precisaria fazer uma cirurgia, não dava para esperar. Minha reação não foi nada agradável, pois, quando se trata de cirurgia, não é nada bom”, destacou Sandra.

A secretária sentia muita cólica menstrual e dores na lombar e jamais passou pela sua cabeça que fosse endometriose. “Para mim, sempre foi uma cólica normal. Como trabalho em consultório médico, escutava um caso ou outro, mas nunca tive curiosidade em saber a fundo sobre a doença. A única coisa que me deixava chateada era saber que muitas mulheres não conseguiam engravidar por conta da endometriose”, contou ela.

doença, que atinge cerca de 6 milhões de mulheres no Brasil, acomete de 5% a 10% delas em idade reprodutiva, por se tratar de uma patologia estrogênio dependente, sem necessariamente estar vinculada a uma faixa etária específica. Segundo a médica ginecologista Tania Cupaiolo, a causa da endometriose permanece incerta. “Existem algumas teorias para tentarmos compreendê-la. A mais conhecida é a da menstruação retrógrada, a qual sugere a presença de fluxo menstrual retrógrado através das tubas uterinas e a adesão destes fragmentos de endométrio fora da cavidade uterina. Outra teoria que explica o porquê de nem todas as mulheres desenvolverem a doença é a da alteração imunológica, segundo a qual o organismo destas mulheres apresenta menor defesa contra as células endometriais, que se implantam nos tecidos, desenvolvendo a endometriose”, explicou a médica.

De acordo com a especialista, por se tratar de uma patologia com diversas formas e intensidades de sintomatologia, chega a demorar em média sete anos desde o seu surgimento até o diagnóstico. “A investigação da endometriose deve incluir história clínica minuciosa, exame físico meticuloso, exames de imagem e laboratorial. A dosagem laboratorial de um marcador sérico, o CA 125, realizada nos três primeiros dias da menstruação, embora pouco sensível, pode ser útil. Com relação aos exames de imagem, os principais são a ultrassonografia sérica transvaginal com preparo intestinal, a ressonância magnética de pelve e a ecoendoscopia baixa (por via trans-retal). O diagnóstico definitivo da doença, realizado através de um procedimento cirúrgico, a videolaparoscopia com biópsia, se torna restrito atualmente a casos específicos devido aos riscos inerentes a uma cirurgia. Como foi o caso de Sandra”, esclarece.

Estudos mostram que a endometriose está associada à infertilidade em 20% a 50% dos casos. A maioria das mulheres que tiveram a doença precisa esperar um período para engravidar. “Isso depende do tratamento utilizado. Nos casos cirúrgicos, elas necessitam de alta de acordo com o procedimento realizado, já nos casos tratados clinicamente, podem ser liberadas para engravidar após a regressão das lesões. A gestação por si já pode ser uma forma de tratamento para a doença, pois, neste período, a mulher não menstrua e está embebida em progesterona”, disse a dra. Tania.

Apoio

No caso da Sandra, a endometriose surgiu anos depois do nascimento do único filho. Para ela, o apoio da família foi fundamental para enfrentar o tratamento da doença. “Ainda continuo em tratamento, fazendo exames a cada três meses, cuido da alimentação e não deixo de realizar atividade física. O apoio do meu esposo e da minha família foi fundamental na minha vida, sem eles eu não sei o que seria de mim. Eu falaria para as mulheres que sofrem com esta doença para não deixarem o tempo passar. Façam os exames de rotina, procurem um especialista, pois, hoje em dia, os casos de endometriose estão cada vez maiores, mas há muita tecnologia e tratamento. E às mulheres que desejam engravidar: não desistam dos seus sonhos e levem adiante, pois tudo que se descobre no começo tem tratamento. Mulheres, sejam sempre lutadoras e não deixem de se cuidar!”, enfatizou.

Já aquelas que estão sentindo os sintomas da endometriose devem procurar um ginecologista de sua confiança e relatar todos os sintomas e angústias para que, juntos, possam avaliar a melhor forma para o diagnóstico e tratamento, de forma individualizada, restabelecendo, assim, sua qualidade de vida.

que é Endometriose?

?Endometriose é uma doença inflamatória, que se caracteriza pela presença de tecido semelhante ao endométrio [camada que reveste internamente o útero e descama a cada ciclo menstrual ] localizado fora da cavidade uterina ; como por exemplo cavidade pélvica , ovários , cavidade abdominal ou em outros órgãos à distância.

Quais os principais sintomas da endometriose?

Os principais sintomas são  dismenorreia (cólicas menstruais) , dor pélvica , dispareunia (dor nas relações sexuais) , infertilidade , sintomas intestinais (dor á evacuação , aumento do trânsito intestinal ou obstipação durante a menstruação) , disúria (dificuldade ou incômodo ao urinar e hematúria (presença de sangue na urina). Importante lembrar que esta doença pode ser assintomática em algumas pacientes.

Que tipo de tratamento é feito em pacientes com endometriose?

O tratamento deve ser individualizado, tendo em vista o tipo e a gravidade dos sintomas, a dimensão e a localização da doença, o desejo de engravidar , a idade da paciente , os efeitos colaterais dos medicamentos e os riscos cirúrgicos para cada paciente .

Tratamento clínico

Anti-inflamatórios não hormonais para analgesia. Tratamentos hormonais: anticoncepcionais, entre outros.
Tratamento cirúrgico

Utilizado atualmente em casos específicos como endometriomas (nódulos endometriais), acometimento de estruturas e órgãos como na endometriose profunda, na endometriose intestinal e na endometriose de trato urinário, ou ainda na ausência de resposta ao tratamento clínico.

Fonte: Leia o Gazeta

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