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Estudantes de Farmácia ensinam surdos a usar medicamentos

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Surdos – A união de cinco estudantes de Farmácia (Bárbara Pizetta, Bruna Martinelli Leite, Felipe Alexsander Cunha, Milenna Machado Pirovani e Rosimeres Gonçalves dos Santos Patusse), um de Medicina (Letícia Takanashi Baseggio) e dois de Fonoaudiologia (Aline Mattar Ferraço e Isabella Borba Pillotti), deu origem a um projeto multiprofissional que tem levado informações sobre o uso correto de medicamentos para a comunidade surda. O projeto foi desenvolvido na Universidade Federal do Espirito Santo (UFES), sob chancela da Pró-Reitoria de Extensão da instituição. O professor de LIBRAS Lucas Gabriel Correia, que é surdo, dá as dicas de saúde e de uso racional de medicamentos por meio dos vídeos educativos, em Língua Brasileira de Sinais (Libras), postados na página @saudenasmaos_libras do Instagram. A fonoaudióloga Eliane Varanda Dadalto, professora doutora do curso de Fonoaudiologia do Centro de Ciências da Saúde da UFES, campus Maruípe em Vitória, também integra a equipe do projeto.

Em 2018, o Conselho Federal de Farmácia publicou a Resolução CFF nº 662, que estabelece as diretrizes para a atuação do farmacêutico no atendimento à pessoa com deficiência. O projeto Educação em Saúde por meio da LIBRAS da UFES foi lançado dia 20 de setembro e, em alusão ao Outubro Rosa, os estudantes prepararam uma série de temas relacionados ao câncer de mama (https://www.instagram.com/p/CVN11ughwna/) e ao uso de medicamentos anticoncepcionais. No dia 28 de outubro, pela manhã, foi lançado um vídeo sobre a administração de anticoncepcionais (https://www.instagram.com/p/CVk50XUhiiC/) e, à noite, sobre os anticoncepcionais disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

O farmacêutico Genival Araujo dos Santos Júnior e a fonoaudióloga Larissa Helyne Bassan, professores da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)

O professor do curso de Farmácia da UFES, campus Alegre, Genival Araujo dos Santos Júnior, disse que os estudantes também estão produzindo materiais em formato de folder, que serão disponibilizados aos farmacêuticos que atuam no balcão da farmácia para ajudar este profissional a atender pacientes surdos. ‘Estamos muito preocupados em fornecer informações confiáveis, baseadas em evidências, com esse foco de comunicar à comunidade surda. A gente quer que os farmacêuticos se instrumentalizem e usem essas ferramentas no dia-a-dia’.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil, existe quase 10 milhões de pessoas com algum grau de surdez, sendo que 170 mil delas residem no Espírito Santo (ES). ‘Essas pessoas, eventualmente, procuram as farmácias e nós, farmacêuticos, estamos aptos a dar orientações sobre uso racional de medicamentos. Porém, cabe a nós fornecermos essas informações num formato que seja compreensível e acessível às pessoas. Por isso, surgiu a ideia de usar a língua brasileira de sinais como forma de ajudar farmacêuticos a orientar essas pessoas, principalmente, no que diz respeito ao uso de medicamentos‘, comenta Genival Júnior.

O farmacêutico explica que a ideia do projeto surgiu de estudantes de Farmácia que cursaram a disciplina LIBRAS com professores da Fonoaudiologia. ‘A gente quer fomentar no aluno de Farmácia a importância de ele aprender Libras, a importância de se comunicar bem, para que quando ele estiver no balcão da farmácia ou em qualquer outro cenário de atuação do farmacêutico, ele consiga se comunicar com a pessoa surda’, complementa Genival Júnior.

A fonoaudióloga Larissa Helyne Bassan, professora Doutora do curso de Fonoaudiologia do Centro de Ciências da Saúde da UFES, campus Maruípe em Vitória, relembra que a ideia surgiu quando um grupo de estudantes do curso de Farmácia identificou, na disciplina de LIBRAS, a necessidade de uma comunicação em saúde eficaz. ‘A Fonoaudiologia trabalha com a comunicação. Em todas os momentos da nossa vida, nós temos situações comunicativas e, pensando no contexto da Farmácia, da atuação do farmacêutico que trabalha com dispensação de medicamentos, essa mensagem que ele passa, dentro dessa situação comunicativa, precisa ser compreendida’, explica Larissa Bassan.

Fonte: Pfarma

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