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Estudo explica “rota” de infecção por Covid-19 e por que ela é tão letal

Especialistas da Universidade Médica de Zunyi, na China, compartilharam um "guia" para explicar ao público leigo como evolui a infecção pelo novo coronavírus

Uma equipe de especialistas da Universidade Médica de Zunyi, na China, publicou nesta quarta-feira (14) um “guia” que explica como funciona a infecção pelo novo coronavírus e por que a Covid-19 é tão letal. O texto foi publicado no periódico científico  Frontiers in Public Health.

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Eles explicam passo a passo o que se sabe sobre como o Sars-CoV-2 infecta as vias aéreas, se multiplica dentro das células e, em casos graves, faz com que as defesas imunológicas produzam a chamada tempestade de citocinas. Segundo os especialistas, essa “tempestade” é uma superativação dos glóbulos brancos, que liberam no sangue grandes quantidades citocinas — moléculas que acabam estimulando a inflamação.

“Semelhante ao que ocorre após a infecção por Sars e Mers, os dados mostram que pacientes com Covid-19 podem ter uma ‘síndrome de tempestade de citocinas'”, explica Daishun Liu, coautora do artigo, em comunicado. “As citocinas atraem um excesso de células imunes, como linfócitos e neutrófilos, resultando em uma infiltração dessas partículas no tecido pulmonar, causando uma lesão.”

A tempestade de citocinas causa febre alta, vazamento dos vasos sanguíneos, coagulação sanguínea no corpo, diminui drasticamente a pressão arterial, além de levar a falta de oxigênio e excesso de acidez no sangue e ao acúmulo de fluidos nos pulmões (derrame pleural).

De acordo com os especialistas, isso ocorre porque os glóbulos brancos são mal direcionados para atacar e inflamar até mesmo os tecidos saudáveis, levando à falência de pulmões, coração, fígado, intestino, rins e até dos órgãos reprodutores. Esse “ataque” pode piorar e paralisar os pulmões devido à formação da chamada “membrana hialina”, que é composta por detritos de proteínas e células mortas — e isso dificulta ainda mais a absorção de oxigênio.

Os especialistas também enfatizam a importância da prevenção de infecções secundárias em pacientes que testaram positivo para a Covid-19. Segundo eles, o Sars-Cov-2 também atinge o intestino, causando inflamação e vazamento do trato intestinal. Isto, por sua vez, permite a entrada de outros microrganismos no corpo — o que pode resultar em uma nova infecção, causada por um desses outros patógenos.

“Como o tratamento [da Covid-19] é baseado em controlar os sintomas, a proteção preventiva contra infecções secundárias, como bactérias e fungos, é particularmente importante para apoiar o funcionamento dos órgãos, especialmente coração, rins e fígado, para tentar evitar sua maior deterioração”, conclui Liu.

Fonte: Revista Galileu

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2020/08/12/kester-pharma-lanca-colageno-inovador-para-reforcar-atuacao-nas-farmacias/

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