O maior canal de informação do setor

Falta de acesso a medicamentos tem solução

584

Nos Estados Unidos, o PBM (Pharmacy Benefit Management) – aqui traduzido livremente para Programa de Benefício em Medicamentos – existe desde a década de 1980 e perto de 80% dos pacientes aviam suas receitas médicas por meio desse sistema, com praticamente 100% de todas as prescrições sendo subsidiadas por alguma instituição privada. Já no Brasil, onde este conceito chegou por volta da década de 1990, atualmente o PBM é responsável pela dispensação de aproximadamente 300 mil caixas de medicamento, por dia. Ou seja, representa aproximadamente 10% do mercado farmacêutico brasileiro.

Como se vê, no Brasil ainda há muito espaço no mercado a ser explorado e a expectativa do setor é de que esse número avance em torno de 15% ao ano, até 2023. A expansão se dará principalmente pelo aumento da compreensão dos ganhos que o modelo oferece tanto para seus colaboradores como para a própria organização. Entre as vantagens para as empresas que oferecem PBM a seus funcionários está a gestão do tratamento medicamentoso e a subsequente melhora da saúde populacional, queda do absenteísmo e, consequentemente, maior produtividade. Enquanto que, além da facilitação do acesso aos medicamentos, os empregadores passam a entender a real abrangência do benefício.

Mas, mais do que entender, a sentir de fato as vantagens que o programa oferece. Dados da PNAD – Pesquisa Nacional do Amostra de Domicílios, do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apontam que a maior despesa das famílias brasileiras em saúde é com acesso a medicamentos. De acordo com o órgão, os gastos com farmácia se aproximam de 80% dos gastos com saúde. Outra pesquisa divulgada recentemente pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), revelou que 26,6% da população que terminou o ano de 2017 na lista de negativados fazem uso de remédios contínuos ou periódicos, com um gasto médio mensal de R$ 138,32. Por fim, estima-se que 50% dos brasileiros abandonam o tratamento medicamentoso por falta de condições financeiras em segui-lo. O PBM possibilita esse acesso, é sem dúvida uma alternativa para acabar com essa dificuldade dos brasileiros em adquirir seus remédios e poder cuidar da sua saúde com dignidade.

Aqui no Brasil, as empresas Telefônica, IBM, Caterpillar, Unilever, Arcelor Mital, Carrefour, Nestlé, Gerdau e Tigre, entre outras, já subsidiam medicamentos para seus funcionários. Porém, se o governo criasse atrativos fiscais para que mais empresas pudessem oferecer este benefício a seus colaboradores e dependentes, boa parte da população poderia também desfrutar deste benefício. A saúde é um direito de todos e um dever do Estado, garantido mediante políticas públicas. Mas, o investimento público pode e deve estar acompanhado da iniciativa privada. Para isso, basta uma boa gestão e, principalmente, boa vontade dos nossos governantes.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico


Cadastre-se para receber os conteúdos também no WhatsApp  e no Telegram

Jornalismo de qualidade e independente
Panorama Farmacêutico tem o compromisso de disseminar notícias de relevância e credibilidade. Nossos conteúdos são abertos a todos mediante um cadastro gratuito, porque entendemos que a atualização de conhecimentos é uma necessidade de todos os profissionais ligados ao setor. Praticamos um jornalismo independente e nossas receitas são originárias, única e exclusivamente, do apoio dos anunciantes e parceiros. Obrigado por nos prestigiar!

Leia também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2020/10/22/independentes-impulsionam-vendas-de-dois-digitos-no-pdv/

Você pode gostar também

Esse site utiliza cookies para aprimorar sua experiência de navegação. Mas você pode optar por recusar o acesso. Aceitar Consulte mais informação