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Faltando seis meses para o Brexit, setor farmacêutico sente impactos

 

Quando Theresa May aparecer no palco da reunião anual do Partido Conservador, nesta semana, precisará de toda a sua determinação para abafar o tique-taque de um relógio invisível.

Cento e oitenta dias separam o Reino Unido de uma saída descontrolada da União Europeia. Depois serão 179, 178…

Após dois anos de negociação, o Reino Unido atingiu um momento sério no processo conhecido como Brexit. A camada isolante do tempo que protegia o país de um divórcio potencialmente fracassado do bloco está afinando. Em breve terá desaparecido, e a ameaça de novas e importantes restrições comerciais estará mais próxima.

O que isso poderá significar para os britânicos comuns tem surgido nos jornais, às vezes em vazamentos de relatórios secretos do governo: a Irlanda do Norte só tem uma ligação de energia com o continente, por isso um Brexit sem acordo poderá levar a constantes blecautes e forte aumento dos preços; e o sistema energético poderá entrar em colapso, forçando os militares a deslocar geradores do Afeganistão para o mar da Irlanda.

De olho no prazo final de 29 de março, o governo britânico nomeou um ministro para garantir o suprimento de alimentos. As empresas farmacêuticas europeias estão planejando um estoque para seis semanas de medicamentos vitais, como insulina, e consideram transportar carregamentos de remédios para o país até que as importações recomecem. Isto é, se os aviões ainda puderem pousar no Reino Unido, algo posto em dúvida depois que o governo admitiu que as aeronaves poderiam, teoricamente, ser paralisadas por uma saída repentina da EU.

De muitas maneiras, o país está na mesma posição em que estava na manhã depois do referendo de 2016: sem um plano claro.

Os líderes britânicos continuam imersos em lutas internas, apresentando visões concorrentes enquanto a contagem regressiva para o Brexit entra na fase final. Na sexta-feira (28), Boris Johnson, o ex-ministro das Relações Exteriores e porta-estandarte da facção a favor do Brexit, propôs recomeçar com uma abordagem de negociação mais dura, sugerindo que poderia tentar derrubar May nas próximas semanas.

Os defensores de um chamado Brexit suave manteriam o Reino Unido estreitamente ligado aos padrões e regras econômicas europeias de modo a minimizar a disrupção ao comércio. O lado linha-dura apoia a abordagem oposta: deixar a união alfandegária e o mercado único europeus e libertar o Reino Unido para que trace suas próprias regras comerciais.

Jeremy Corbyn, o líder trabalhista, de oposição, reuniu suas tropas em Liverpool na semana passada e praticamente prometeu que o Parlamento votará contra qualquer acordo que May possa fazer.

Enquanto isso, há uma estranha calmaria, como se o país estivesse esperando para ver se a tempestade deixará rastros. No Twitter, o romancista Robert Harris comparou recentemente o clima com os meses que antecederam a entrada do Reino Unido na Primeira Guerra Mundial, quando as autoridades assistiram impotentes ao ser arrastadas para a guerra pelo ímpeto dos acontecimentos.

“Estamos simplesmente rolando em direção ao abismo, e ninguém vai nos deter.”

Bill Wolsey, dono de uma rede de hotéis, bares e restaurantes sediada em Belfast, na Irlanda do Norte. 

Um Brexit abrupto, segundo ele, aumentaria o custo dos suprimentos e da eletricidade na Irlanda do Norte em 20% e poderia reduzir o fluxo de turistas da Europa, que são a espinha dorsal de seu negócio.

“É um tempo estranho”, disse ele. “Quantas vezes ouvimos essa atitude na história, de que  tudo será resolvido, e depois nada é resolvido? Eu pessoalmente acho que nada será resolvido.”

Fonte: UOL

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2019/08/13/brexit-sem-acordo-pode-abalar-abastecimento-de-remedios-na-europa/

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