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Farmacêuticos recorrem a grupos no whats para decifrar letra de médico

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Em MS, lei manda prescrição ser impressa, mas problema persiste; na sexta-feira, CRF-MS realiza fórum para discutir o assunto. Em Mato Grosso do Sul, lei exige que receitas médicas sejam impressas. A regra tem 11 anos, mas ainda não teve efeito 100% prático no Estado e é justamente no papel que farmacêuticos encontram dificuldade. Para não deixar o paciente na mão, alguns profissionais de farmácias recorrem até a grupos de WhatsApp para decifrar as letras dos médicos.

“Durante cinco anos atuei em postos de saúde e a maioria das prescrições é manualmente. Muitas vezes a gente não consegue ler. Se o médico é da mesma unidade, a gente vai atrás, aí até consegue resolver mais rápido”, relata o farmacêutico Amador Alves Bonifácio Neto.

O profissional conta que ele e os colegas criaram um grupo de WhatsApp para recorrerem a uma “junta de farmacêuticos” que ajudam a decifrar a receita. A regra da profissão é não vender ou entregar medicamentos ao paciente em caso de dúvida. “A gente tem de pedir para o paciente voltar ao médico e isso atrasa o início do tratamento”.

Amador Neto hoje atua no HU (Hospital Universitário) e não enfrente mais o problema. “Aqui é tudo informatizado”. Canal de denúncia – Desde abril, o CRF-MS (Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul) tem disponível no site plataforma para receber denúncias sobre prescrições inelegíveis. Farmacêuticos, atendentes de farmácias e pacientes podem encaminhar a reclamação com foto e o anonimato é garantido.

“Periodicamente, a cada 15 ou 30 dias, dependendo da demanda, a gente analisa os casos e encaminha a denúncia para o órgão que fiscaliza a atuação do profissional, CRM (Conselho Regional de Medicina) ou CRO (Conselho Regional de Odontologia), por exemplo”, explica Adam Adami, assessor técnico do CRF-MS.

“A gente também seleciona, aquelas realmente incompreensíveis, garranchos mesmo. Estamos encaminhando a primeira remessa para o CRM com 15 receitas de 13 médicos agora. Tem casos da rede pública e privada. São casos de Campo Grande, Maracaju e Dourados”, completa Adami.

Fonte: Campo Grande News

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