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Farmácia que vendia remédios vencidos é interditada em Vitória

Uma farmácia que vendia medicamentos vencidos ou com data de validade cortada, entre outras irregularidades, foi interditada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (13), no bairro Grande Vitória, na capital. O local foi alvo de operação depois que a polícia recebeu uma denúncia.

A responsável pelo estabelecimento não foi localizada no momento da operação, mas se entregou à polícia nesta quinta-feira (14). De acordo com as investigações, ela se passava por farmacêutica.

Remédios com data de validade vencida foram apreendidos na farmácia irregular, em Vitória — Foto: Divulgação/Polícia Civil

A operação da Polícia Civil teve apoio do Conselho Regional de Farmácia do Espírito Santo (CRF-ES) que foi quem fez a denúncia, e também da Vigilância Sanitária.

Na farmácia os policiais encontraram:

  • medicamentos de uso controlado sendo vendidos com data de validade vencida;
  • receituários médicos de uso de psicotrópicos em branco;
  • medicamentos com a data de validade cortados das cartelas e disponíveis para venda;
  • descarte irregular de seringas em lixo comum, que geram riscos de contaminação;
  • documentação irregular do estabelecimento;
  • ausência de um farmacêutico responsável.

“Crimes dessa natureza atingem toda coletividade e possuem consequências enormes. Devemos pensar nos riscos os quais a população foi exposta quando adquiriu esses medicamentos. Os resultados desses remédios vencidos são inúmeros, poderiam não ter efeito algum, mas, em casos extremos, poderiam levar o paciente a óbito”, alertou o delegado-geral, José Darcy Arruda.

O delegado Fábio Pedroto deu mais detalhes sobre a responsável pela farmácia. “Ela tentou se regularizar como responsável técnica pela farmácia em janeiro deste ano, mas o local já funcionava há dois anos em nome de outro farmacêutico”, destacou.

O delegado contou que, após a interdição do estabelecimento, a equipe policial foi em busca da falsa farmacêutica, que não foi encontrada em nenhum dos seus endereços, mas depois acabou se entregando.

“Na manhã desta quinta, ela se apresentou com os advogados na delegacia e confessou os crimes. Ela alegou não ter tido condições para cursar uma faculdade, porém disse ter pago R$ 26 mil pelo diploma. Agora as nossas investigações se destinam a identificar e prender os responsáveis pela emissão do diploma e do ofício falso”, afirmou Pedroto.

A suspeita foi liberada após prestar depoimento e poderá ser indiciada pelos crimes de tráfico de drogas, exercício ilegal da profissão, falsidade ideológica, uso de documento falso e crime contra as relações de consumo.

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Remédios vencidos foram apreendidos pela polícia em Vitória — Foto: Divulgação/Polícia Civil-ES

Denúncia

De acordo com Pedroto, as investigações começaram a partir de uma denúncia realizada pelo Conselho Regional de Farmácia (CRF).

“Eles nos contaram que a responsável pela farmácia foi ao CRF solicitar seu registro farmacêutico. Porém, durante o procedimento, o Conselho descobriu que o diploma de ensino superior dela era falso. A ilegitimidade do documento foi constatada junto à instituição de ensino superior”, explicou.

Pouco tempo depois, o CRF recebeu um ofício, supostamente da mesma faculdade, autentificando o diploma.

“O documento, no entanto, veio de Brasília, enquanto a sede da instituição de ensino fica em Blumenau, o que chamou atenção para a sua ilegitimidade. Diante de tantas falsificações, o CRF acionou a Polícia Civil”, informou o presidente do Conselho Regional de Farmácia (CRF-ES), Luiz Carlos Cavalcanti.

Fonte:  Dikajob News em 

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