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Farmácias de Manaus estão sem máscaras eficientes

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As redes de farmácias de Manaus estão sem máscaras mais resistentes e eficientes para evitar a contaminação pelo vírus da Covid-19, mesmo após a cidade enfrentar uma segunda onda que resultou em mais de 200 mortes diárias no pico.

Sem o produto disponível, os balconistas da Santo Remédio, FarmaBem, Ultra e Pague Menos oferecem as similares descartáveis e que chegam a custar até R$ 7 a unidade. Os atendentes informam aos clientes que o EPI acabou e, quando chegam, as máscaras são vendidas em apenas um dia.

O apetrecho possui diferenças. As eficientes são as do tipo N95/PFF2. Antes de comprar o produto, é necessário verificar o selo de qualidade do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), no produto e não na embalagem. A PFF2 possui junção de filtragem e vedação de forma mais eficiente. Quando ajustada de forma correta, não deixa folgas no rosto, impedindo o vírus de entrar.

“No cenário que a gente tem no Brasil, com a transmissão descontrolada, leitos de UTI lotados, iminência de uma terceira onda e porcentagem muito baixa de pessoas vacinadas, é fundamental que a gente reforce e redobre a atenção, fornecendo até máscaras de melhor qualidade”, disse Vitor Mori, do Observatório Covid-19 BR.

Uma recomendação do Ministério da Saúde é o uso de máscaras caseiras. Elas podem ser encontradas em valores de R$ 3 a R$10, mas não são aceitas, por exemplo, em alguns países ou no embarque de viagens internacionais.

Além de valores mais em conta para o consumidor, elas minimizam o aumento de casos, uma vez que a sua utilização impede a disseminação de gotículas expelidas do nariz ou da boca do usuário no ambiente, garantindo uma barreira física.

Polêmica

O uso de máscara foi a nova polêmica da semana passada criada pelo presidente Jair Bolsonaro, ao firmar ter solicitado um parecer ao Ministério da Saúde para desobrigar o uso de máscaras no País. Na sexta-feira, no entanto, houve mudança do discurso.

O presidente afirmou que o pedido feito ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, é para que elabore um estudo sobre a possibilidade de pessoas vacinadas ou já infectadas dispensarem a proteção.

Após os primeiros países dispensarem o uso de máscaras, a Organização Mundial da Saúde (OMS), em maio, se mostrou contrária. A dispensa deveria acontecer só quando não há mais transmissão comunitária da doença e não dependeria apenas da vacinação. Hoje, o Brasil tem só 24,93% da população com a primeira dose, segundo o consórcio de veículos de imprensa.

Fonte: Portal D24am

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