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Geolab dobrará participação no varejo para ter faturamento de R$ 1 bilhão

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Geolab dobrará participação no varejo para ter faturamento de R$ 1 bilhão
Vista aérea do laboratório
*Denver Pelluchi, enviado especial a Anápolis  

Consolidado no segmento de distribuição e com forte atuação no setor hospitalar, o laboratório goiano Geolab projeta um faturamento de R$ 1 bilhão em 2023, com o plano de expansão de vendas de genéricos e similares centrado no varejo farmacêutico. Para 2019 e 2020, as estimativas são de R$ 500 milhões e R$ 600 milhões, respectivamente. “A representatividade do canal retail no faturamento total crescerá de 5% para 10% nos próximos cinco anos. Nosso foco de atuação está no varejo para aperfeiçoarmos a promoção de nosso portfólio e entender melhor as necessidades no ponto de venda”, afirmou ao Panorama Farmacêutico o diretor comercial da empresa, Gustavo Veber.

Com sede em Anápolis (GO), maior polo farmoquímico do Brasil, a indústria comandada pela família Hajjar completou 20 anos em outubro e recebeu o portal para apresentar sua área de produção e expor como pretende aumentar o market share e crescer a um ritmo de 17% a 20%, praticamente o dobro do mercado. A farmacêutica está investindo, até 2023, R$ 290 milhões na construção da segunda unidade fabril de 83 mil m², que deverá suportar as operações nos próximos dez anos. Desse total, R$ 150 milhões constam em protocolo de intenções assinado pela empresa com o governo de Goiás. As empresas estabelecidas no Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA) recebem incentivos fiscais para gerar riqueza econômica para a região.

A nova planta entrará em operação em 2021, mas só será 100% concluída dois anos depois, quando terá capacidade de produzir 50 milhões de caixas de medicamentos por mês, três vezes mais que as 15 milhões fabricadas atualmente. Com a unidade adicional, Veber estima que serão criadas mais de mil vagas de trabalho. “Vamos ampliar o número de colaboradores de 1.400 para 2.400”, destacou. Além do parque fabril, a empresa conta com um centro de distribuição de 10 mil m² e 14 docas, dez de expedição e quatro de recebimento, com capacidade para estocar 13 mil pallets com caixas de medicamentos.

Cerca de R$ 120 milhões do montante investido serão destinados também ao desenvolvimento de novos produtos e manutenção do portfólio atual. “Nessa unidade, vamos enfocar a produção de novos medicamentos, além das linhas de semissólidos e colírios, itens mais rentáveis, de menor competitividade e com maior margem de lucro”, acrescentou Veber.

Novo ciclo e modernização

Ao iniciar as operações, em 2003, a indústria decidiu focar na produção de remédios para o segmento hospitalar, área de maior demanda e que proporcionou ganhar escala. O segmento chegou a representar 80% da produção. Porém, após um incêndio ocorrido em 2013, a empresa teve que sair de sua zona de conforto. Reconstruiu sua fábrica, melhorou processos e principalmente a gestão. “Compramos maquinários do Exterior e reforçamos a área comercial”, contou o executivo.

Ao se renovar, a farmacêutica retomou um ritmo de crescimento contínuo que a permitiu pensar em novas estratégias para ganhar mercado. “Em 2017, foi criado um departamento dedicado exclusivamente ao atendimento direto das grandes redes, pois queríamos o domínio da interação com o PDV, com equipes dedicadas a esse canal, que hoje representa a maior oportunidade de negócios”, lembrou Veber.

Nos últimos cinco anos, o crescimento acumulado foi de 36,97%, posicionando a farmacêutica entre a 11ª e 13ª colocação do ranking de indústrias, em unidades comercializadas, de acordo com dados da consultoria IQVIA. Nesse período, o portfólio foi ampliado e cinco produtos ganharam destaque em volume de vendas: Albel (contra vermes e parasitas), Cisteil (expectorante), Omenax (antiácido), Resfriliv (antigripal) e Stomaliv (antiácido). “Entre os genéricos, os controlados também apresentaram bom desempenho”, exemplificou.

A farmacêutica também especializou-se na produção de colírios e atualmente fabrica 600 mil unidades por mês. “A categoria de cadeia fria (necessita refrigeração entre 2 e 8 graus) é pouco desenvolvida no país, mas tem enorme potencial de vendas para o tratamento de glaucoma”, destacou Veber.

Empresa jovem no ramo, mas não menos competitiva, a farmacêutica enxergou brechas para atuar em um mercado dominado por indústrias maiores. “O varejo percebeu que as indústrias de menor escala poderiam entregar produtos de qualidade e com preços competitivos e, assim, minimizar problemas de ruptura, situação que muitas vezes as gigantes não conseguem atender”, explicou. Geolab 

Fotos: Guto Marcondes

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2019/02/12/geolab-vai-lancar-45-skus-em-2019/

 

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