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Guillain-Barré: síndrome não deve impedir vacinação contra a Covid-19

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Guillain-Barré – A rara Síndrome de Guillain-Barré (SGB) se tornou um dos assuntos mais recorrentes nas discussões sobre a vacina contra a Covid-19, sobretudo depois do alerta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de notificação de 34 casos suspeitos da doença após a aplicação de imunizantes.

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No entanto, a própria agência destacou que essa reação adversa é rara, não é motivo para a população deixar de se vacinar e que os riscos são menores que os benefícios da imunização completa contra a Covid.

Marco Orsini, neurologista da Universidade Federal Fluminense (UFF), corrobora a posição da agência de saúde. Ele esclarece ainda que a infecção pelo Sars-CoV-2, por si só, também pode provocar a síndrome, além das complicações causadas pela vírus. Isso porque os riscos do desenvolvimento de um quadro grave da Covid-19 são muito maiores do que a de apresentar algum tipo de reação às vacinas.

Ainda de acordo com Orsini, no mundo, a cada ano são registrados de 2 a 3 casos da síndrome por 100 mil habitantes. Os casos notificados à Anvisa, portanto, demonstram um aumento incomum na média anual, embora esperado, como aponta o especialista.

“Qualquer evento que ‘altere’ a imunidade da pessoa pode desencadear a SGB, inclusive vacinas”, explica Orsini, frisando que qualquer imunizante, não somente os contra a Covid-19, pode causar a síndrome. “O mundo inteiro está se vacinando ao mesmo tempo, e de forma colossal, então é óbvio que mais casos de Guillain-Barré vão surgir com a vacinação, mas isso não é, jamais, um fator de rejeição aos imunizantes”.

Anvisa fez um pedido para que as fabricantes responsáveis pelas vacinas incluam nas respectivas bulas informações sobre o possível risco da síndrome.

Veja perguntas e respontas sobre a síndrome:

O que é a Síndrome de Guillain-Barré?

A SGB é um distúrbio neurológico autoimune em que o próprio sistema imunológico ataca o sistema nervoso do paciente, causando um comprometimento agudo da força muscular, com a redução ou ausência de reflexos motores. A doença pode ser desencadeada, por exemplo, depois de infecções respiratórias e gastrointestinais.

A síndrome recebeu esse nome em homenagem aos neurologistas franceses Georges Guillain e Jean Alexandre Barré, que foram os primeiros a descrever a doença em 1916, em conjunto com André Strohl.

Quais os sintomas da SGB?

Visão dupla, dificuldade em mover os olhos, de engolir, falar ou mastigar, além de problemas de coordenação motora, sensação de formigamento nas mãos e pés, fraqueza muscular e problemas com o controle da bexiga e função intestinal.O comunicado emitido pela Anvisa destacou que as pessoas vacinadas devem procurar atendimento médico nos primeiros sinais desses sintomas.

Como é feito o tratamento da SGB?

É realizado, na maioria das vezes, com imunoglobulina humana intravenosa (IGIV), um tipo de proteína. Há também a terapia com a troca de plasma do sangue. O tratamento deve ser o mais precoce possível e é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Quem é mais afetado pela SGB?

A síndrome ocorre mais frequentemente em homens do que em mulheres. A incidência aumenta com a idade, embora todas as faixas etárias possam ser afetadas. No entanto, a ocorrência nos extremos das faixas etárias são mais incomuns.

Quais são as sequelas da SGB?

Cerca de 75% dos pacientes afetados se recuperam completamente após alguns meses, enquanto 20% apresentam algum tipo de sequela da doença. Quase 5% podem morrer se houver um grave comprometimento dos músculos respiratórios.

Quem já teve SGB em outra ocasião pode tomar a vacina?

Marco Orsini, neurologista da Universidade Federal Fluminense (UFF), explica que não há contraindicação para quem já passou por esse problema antes. Ainda assim, ele esclarece que é importante procurar a orientação médica.

“A probabilidade de quem já teve contrair a síndrome novamente é um pouco maior de quem não teve, mas ainda assim a vacina é indicada”, diz.

Fonte: Portal IG

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