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HU da UFSC define nova estratégia para aplicação de antibióticos

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O HU (Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago), da UFSC, decidiu adotar uma nova estratégia para aplicação de antibióticos no hospital. A partir de uma busca ativa da prescrição e uso dos remédios no local, num trabalho conjunto com farmacêuticos clínicos e infectologistas do hospital, o gerenciamento das medicações terão alteração.

Até agora, este gerenciamento era feito por infectologistas, baseado nas justificativas apresentadas pelo médico na prescrição. As ações ilustram a proposta da Semana Mundial de Conscientização Sobre o Uso de Antibióticos, criada pela OMS.

Em geral, o objetivo é de aumentar a conscientização sobre a resistência a antibióticos e de incentivar as melhores práticas. O debate se tornou ainda mais importante neste período, devido ao aumento do uso destes medicamentos por causa da pandemia de Covid-19.

Na prática, o programa do HU funciona com a participação dos infectologistas do Serviço de Controle de Infecções Hospitalares, recebendo informações dos farmacêuticos e dos médicos, por meio de planilhas eletrônicas na hora em que um antibiótico é prescrito.

Com as informações disponibilizadas em tempo real, a equipe pode saber a indicação da prescrição, além de avaliarem se a dosagem está adequada e outras intervenções que ajudem a racionalizar o uso do medicamento.

A infectologista do HU, Patrícia de Almeida Vanny, explica que, com a pandemia, houve um aumento no uso de antibióticos e, após o início do tratamento com este tipo de medicação, é mais difícil de retirá-la. ‘Por isso, a equipe decidiu partir para esta busca ativa e, nesta estratégia, o farmacêutico clínico tem um papel central’, explica.

O farmacêutico clínico do HU e um dos idealizadores do projeto, André Prado, explicou que não é somente fazer a busca ativa, mas também discutir o uso racional do antibiótico, procurando individualizar a terapia, para otimizar o uso dos antimicrobianos.

Além de gerenciar e controlar o uso de antibióticos e favorecer a integração entre os profissionais o programa traz uma melhor assistência ao paciente com infecção, reduzindo efeitos adversos e o impacto causado pelo uso de antimicrobianos. Outros fatores positivos são o menor custo para o hospital.

Conforme informações registradas no site da Anvisa, desde a sua descoberta em 1945, os antimicrobianos têm servido como a pedra angular da medicina moderna.

No entanto, o uso excessivo desses medicamentos na saúde levou ao surgimento e à disseminação da resistência aos antimicrobianos. Esse fenômeno ocorre quando microrganismos, como as bactérias, tornam-se resistentes às drogas usadas para tratar as infecções causadas por eles.

Fonte: Notícias do Dia

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/mobilizacao-alerta-para-riscos-da-automedicacao-com-antibioticos/

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