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IGP-M deve encerrar julho acima de 2%, pressionado por soja e minério, diz FGV

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Índice passou de 1,48% para 2,02% entre a segunda prévia de junho e a segunda prévia de julho A soja e o minério mais caros no atacado conduziram a segunda prévia de julho do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) à maior alta do ano e, segundo André Braz, economista da Fundação Getulio Vargas (FGV), abrem espaço para o indicador do mês fechado ficar acima de 2%.

O IGP-M passou de 1,48% para 2,02% entre a segunda prévia de junho e a segunda prévia em julho, a maior taxa desde dezembro de 2019 (2,06%).

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Para ele, as altas no atacado devem permanecer no resultado do mês, conduzindo os Índices Gerais de Preços (IGPs) a resultados em torno de 2% “ou até acima disso”.

Braz detalha que, de junho para julho, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), 60% dos IGPs, se acelerou de 2,20% para 2,72% na segunda prévia do IGP-M. As altas de preço do minério de ferro (7,98%) e da soja em grão (8,03%) responderam por 44% dessa aceleração, informou o economista.

André Braz, economista da FGV

Leo Pinheiro/Valor

No caso da soja, ele comentou que, além do dólar em patamar alto – o que eleva preços de commodities, de maneira geral –, oscilações na oferta do produto também influenciaram a alta.

Ao mesmo tempo o minério também é pressionado por dólar, bem como sinais de reação da atividade da China, principal comprador do item no mundo – o que reduz a oferta e eleva os preços.

A China também influenciou outro produto dentro do IPA: a inflação de bovinos saltou de 1,88% para 8,17% entre a segunda prévia de junho e a segunda prévia de julho.

Segundo Braz, além de período de entressafra no produto, no mercado doméstico (menor ritmo de abates, o que reduz a oferta), a demanda chinesa por proteína brasileira voltou a dar sinais de reação, após arrefecer no início da pandemia – que, naquele país, começou no fim do ano passado.

A alta de bovinos no atacado acende sinal de alerta no varejo, acrescentou o economista. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) passou de -0,14% para 0,49% entre a segunda prévia de junho e igual prévia de julho. No mesmo período, a inflação dos alimentos desacelerou de 0,30% para 0,01%.

“Mas vai voltar a subir”, afirmou o técnico, informando que a alta de proteínas no atacado deve ser repassada para os preços de derivados no varejo.

Ao falar sobre repasses, Braz também comentou que, na segunda prévia o IPC contou com impacto da gasolina 4,6% mais caro, devido à reajustes feitos pela Petrobras, influenciada por cotação de petróleo mais elevada no mercado internacional.

O especialista não descarta novas acelerações no varejo em julho, não somente nos IPCs da FGV, como também no IPCA calculado pelo IBGE – impactados por possíveis repasses, ao consumidor, de aumentos de itens do setor agropecuário no setor atacadista.

“Essa transmissão [repasse de alta de preços do atacado para o consumidor] não será feita completamente de forma imediata e deve ‘engordar’ a conta do varejo nos próximos meses”, disse Braz.

Fonte: Yahoo Finanças

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