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Empresários aderem à onda anti PT e veem economia melhor

Dirigentes de grandes empresas apostam que a larga vantagem de votos do candidato Jair Bolsonaro (PSL) no primeiro turno da eleição presidencial ajudará a acalmar os mercados, diminuir o valor do dólar e começar a reconduzir a atividade econômica para o caminho da recuperação. “O resultado vai bater mais forte no espírito antipetismo”, disse um dirigente de indústria ouvido pelo Valor.

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No caso da indústria farmacêutica, o movimento a favor do vencedor do primeiro turno envolveu a participação de grandes grupos nacionais e também, de multinacionais. Entre dirigentes de empresas de menor porte, muitos confessaram que abriram mão de votar no seu preferido, o tucano Geraldo Alckmin, para engrossar apoio ao candidato do PSL.Nas últimas semanas, o empresariado embalou na onda antipetista com mais força. Segundo o Valor apurou, a poucos dias do primeiro turno grandes grupos setoriais organizaram-se em movimentos de apoio a Bolsonaro. Buscaram o candidato que, na sua avaliação, tem mais chances de vencer o que eles mais temem: eventuais propostas de revogação da reforma trabalhista e da lei do teto de gastos públicos.

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“O PT tem a lógica de ‘reparto sem produzir’. Já Bolsonaro nos dará condições de produzir. Teremos segurança do ponto de vista jurídico”, disse o representante de uma empresa do setor de construção na véspera da eleição.

De modo geral, o empresariado tinha esperanças de que Alckmin aparecesse mais e crescesse a partir do horário eleitoral gratuito. “Mas ele não foi comunicador, mostrou não ser um líder e ainda prejudicou-se com a migração dos que preferiram optar pelo voto útil”, disse uma fonte da indústria.

A chegada de nomes novos no Congresso, no Senado e nos governos estaduais entusiasmam o presidente da Whirlpool, João Carlos Brega. “A renovação ficou acima das expectativas. Quem estava em cima do muro vai continuar. E isso se tiver muro”, destacou. “Precisamos agora de propostas do Executivo. A partir daí começa a se desenhar o apoio dos governadores e do Congresso. Se for assim, a economia ‘bomba’ no ano que vem”.

Os dirigentes empresariais que apoiam Bolsonaro preocupam-se, agora, com seu desempenho nos debates. “Ele não participou dos últimos debates, mas o Haddad (Fernando Haddad, do PT) também não foi bem”, afirma um executo do setor automotivo. Alguns apostam que a estratégia de Bolsonaro será buscar fortalecer o sentimento anti-petista que, em boa parte, o levou a vencer no primeiro turno.

Há, também, quem tenha receio de que Bolsonaro, se eleito, venha a enfrentar dificuldades no Congresso. “Lembro que o Vicente Fox (ex-presidente do México) não chegou a ser impedido, mas não conseguia, por outro lado, aprovar nada no Congresso. Esse é o risco”, diz outro executivo.

O foco das atenções dos dirigentes de empresas se volta, agora, para os sinais de formação de equipe econômica. Há esperanças, no setor produtivo, de que o economista Ilan Goldfajn permaneça no comando do Banco Central. Há até quem cogite a possibilidade de o futuro presidente da República escolher Ilan para ser o próximo ministro da Fazenda.

Entre representantes de multinacionais, a maior preocupação é com a agenda de reformas. “As sinalizações tanto no período de transição como já na primeira semana de governo serão decisivas”, destaca um executivo que já dá como certa a vitória de Bolsonaro.

Os que representam companhias estrangeiras esperam ansiosamente pelos sinais de como a macroeconomia será conduzida pelo próximo governo para relatar detalhes às matrizes. A maioria garante que as direções globais esperam essas sinalizações para definir investimentos no país. E, em alguns setores, haveria riscos de o país perder projetos para outras regiões.

É o caso da indústria automobilística. Segundo alguns dos seus dirigentes, esse foi um dos problemas enfrentados pelo setor com parte da atual equipe econômica. “A gente dizia para alguns técnicos que sem condições claras de algumas ações, como a agenda de reformas, as multinacionais escolhem para fazer em outros países investimentos que inicialmente guardavam para o Brasil. Mas nem sempre eles acreditam na gente”, destaca.

Fonte: Valor Online

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