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Laboratórios relatam aumento em testes positivos de Covid no RJ, mas hospitais públicos e particulares não têm crescimento de casos graves e internações

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Laboratórios particulares ouvidos pelo RJ2 alertam que o número de resultados positivos para Covid vêm crescendo nos últimos dias. As secretarias municipal e estadual de Saúde, entretanto, não registraram aumento de casos graves e internações pela doença. A associação de hospitais particulares relata cenário semelhante.

Veja também: Associação médica diz que compra de vacinas para imunizar crianças contra Covid é necessidade…

De novembro para cá, a procura em um posto de um laboratório particular que faz exames para Covid na Barra da Tijuca quase triplicou. Antes, eram em média 50 por dia e, agora, são feitos 180 exames diariamente. A quantidade de resultados positivos também está maior.

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“Em novembro eram 7 testes positivos por semana, nesta ultima semana nós identificamos uma aumento, 1 por dia, 3 456, 24 de foram 8, 26 foram 12, e hoje já temos 10 casos até agora. Entendemos que há uma curva em ascensão de número de casos”, diz o médico Marcos Villela Pedras, dono do laboratório.

O médico contou que donos de outros laboratórios também já perceberam o aumento. Pacientes com sintomas respiratórios, que imaginavam estar gripados, e acabam se surpreendendo com o resultado do exame.

‘O fim do ano já aumenta a procura porque muitos se encontram com parentes idosos e por isso procuram fazer os testes. Então, muitos assintomáticos tomam sustos e alguns sintomáticos leves que achavam que era gripe ficam apreensivos quando positivam’, avalia Marcos.

As redes de drogarias Pacheco e Venâncio que realizam testes rápidos também apresentaram um aumento da demanda de respectivamente 23% e 50% na última semana.

Essa percepção ainda não apareceu nos hospitais. Nos particulares a maioria dos pacientes com sintomas respiratórios tem gripe e os que estão com Covid, apresentam quadro leve.

“Temos verificado casos leves de Covid-19, sem aumento expressivo em relação a outras semanas e também [sem aumento de] pacientes que necessitam de internação. Por Covid-19, geralmente [os atendimentos são de] pacientes que têm contato com alguém que tem a doença e não foram vacinados”, diz Gracho Alvim, diretor da Associação de Hospitais Privados do Rio.

A Secretaria Estadual de Saúde não registrou aumento de internações por conta da Covid. Nesta terça, o estado registrou 10 mortes. A média móvel de mortes do estado era de 13, 15% a menos da registrada há 2 semanas. A de casos estava em 236 – um aumento de 135% em relação a duas semanas. O dia de crescimento na média móvel de casos, entretanto, veio após 21 dias que alternavam estabilidade, queda e problemas de registros no sistema.

Na capital, o painel da Secretaria Municipal de Saúde confirma 17 pessoas internadas com sintomas da doença, sem aumento de casos graves e pedidos para internação.

Entretanto, o prefeito Eduardo Paes não descartou que a variante ômicron provoque efeitos nos próximos dias.

“Acho que é meio inevitável que nós tenhamos um aumento no número de casos. Não sei se na proporção dos países desenvolvidos que se vacinaram menos e vivem período de inverno. Não há ainda na rede pública a percepção de aumento de número de casos, parece que a rede particular está registrando um aumentozinho mas muito baixo ainda também”, disse o prefeito.

“Acho que é meio inevitável que nós tenhamos um aumento no número de casos. Não sei se na proporção dos países desenvolvidos que se vacinaram menos e vivem período de inverno. Não há ainda na rede pública a percepção de aumento de número de casos, parece que a rede particular está registrando um aumentozinho mas muito baixo ainda também”, disse o prefeito.

A possibilidade de aumento de internações por conta da variante ômicron é uma preocupação da OMS, que fez um alerta sobre o assunto nesta terça-feira (28). O estado do Rio confirmou até agora um único caso da variante ômicron, na semana passada e a Secretaria Estadual de Saúde investiga outros 43 suspeitos.

São pacientes de nove cidades, sendo 31 casos na capital. A confirmação depende de exames mais detalhados, que fazem a análise genética das amostras. Os testes foram feitos entre os dias 1º e 20 de dezembro, mas o estado ainda não divulgou se eles deram positivo pra nova variante.

Em relação à epidemia de gripe, a prefeitura informou que nas últimas semanas tem sido observada uma queda nos atendimentos de pacientes com síndrome gripal nas unidades de emergência.

Seja gripe ou covid, médicos e pesquisadores lembram que os cuidados são os de sempre: máscara, distanciamento, higiene das mãos e, claro, vacinação.

“Estamos num momento de alerta, não é pra se afobar, pra apavorar, é simplesmente pra continuar com as medidas importantes para que a gente não se contaminar”. disse Marilda Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios da Fiocruz.

Fonte: G1

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