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Levantamento mostra impacto nas vendas de farmácias após pandemia em Manaus

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Em meio a pandemia da Covid-19, os fármacos, Ivermecna e vitaminas C, foram os medicamentos campeões de venda no mercado farmacêutico em Manaus. Esses medicamentos são utilizados como forma de prevenir a Covid-19, método conhecido como tratamento precoce, sendo comprovado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como ineficaz.

Com as mudanças na rotina e o cuidado pessoal em evidência, os itens mais vendidos das redes de farmácia Santo Remédio, FarmaBem e Flexfarma, que representam mais de 50% do mercado local, foram produtos como máscaras, álcool em gel e oxímetro.

De acordo com os dados do Grupo Tapajós, que administra as três redes de farmácias, na comparação entre 2019 e 2020, a venda do álcool em gel cresceu 62%, a de luvas, 78%, termômetros também 78% e a de máscaras e oxímetros 100% para ambos, com tendência de crescimento ainda maior nesses primeiros meses de 2021.

Além dos itens diretamente relacionados ao cuidado diário com a Covid-19, o Amazonas acompanhado de Ceará teve um aumento de 29% na venda de antidepressivos e estabilizantes de humor, consumo maior que a média brasileira.

O Conselho Federal de Farmácias, detalhou que quase 100 milhões de caixas de medicamentos controlados foram vendidos ao longo do ano passado, um salto de 17% em comparação a 2019. Medicamentos Entre os medicamentos mais vendidos, a Ivermecna recebeu o maior destaque, com crescimento de 5.819% para as caixas com quatro comprimidos e de 1.293% para as caixas com dois.

Outros remédios utilizados para tratar sintomas de síndromes gripais também tiveram aumento, como a dipirona, conhecida por amenizar dores de cabeça e baixar a febre, teve crescimento de 83% na caixa com dez comprimidos. No que se refere às vitaminas, os percentuais variam bastante por conta das diferentes opções de marcas, mas em termos numéricos, no total, Santo Remédio, FarmaBem e Flexfarma venderam, juntas, mais de 800 mil vitaminas ao longo de 2020.

O número abrange desde à popular vitaminas C até a D e Zinco, dentre outras. Conforme um relatório publicado por entidades ligadas à ONU (Organização das Nações Unidas) em 2019, demonstrou que o uso excessivo de medicamentos pode levar a morte de 10 milhões de pessoas por ano até 2050. Além disso, as infecções resistentes a antibióticos já causam, pelo menos, 700 mil mortes todo ano.

Dessas, 230 mil são por causa da tuberculose multirresistente. Ineficácia contra a Covid-19 Mais Lidas Acabou a pandemia? B superlotado é impedido porto de Manaus Embarcação Anna Karo cerca de 800 pessoas a seguir viagem, mas foi fiscalização;

Após um ano de pandemia, os remédios como a cloroquina, ivermectina e azitromicina, continuam sendo usados contra a Covid-19, mesmo com diversas pesquisas cientificas que dizem ao contrário. Segundo o diretor de marketing, vendas e consumer experience do Grupo Tapajós, Fernado Ferreira, todo medicamento deve preceder de uma consulta ao médico.

“Como estabelecimento de saúde nossa responsabilidade é ainda maior diante o movimento desencontrado com noticias contraditórias, o uso de todo medicamento deve preceder de uma consulta ao médico, nosso papel é respeitar a opinião desse profissional. Esperamos que com o aumento de número de pessoas vacinadas possamos ver essa página tão triste superada em nossa comunidade”, relatou.

A Coordenadora farmacêutica, Sabrine Cordeiro, explica que a alteração na lista de produtos mais vendidos deve persistir daqui para frente, embora com menor adesão.

“Existe um padrão de saúde pública para cada doença, ou seja, você sabe como tratar e prevenir. Logo, como a covid-19 não vai simplesmente sumir, o que aprendemos sobre o patógeno seguirá no futuro. Um exemplo é o do oxímetro, que antes era mais ligado aos profissionais de saúde. Hoje, é de extrema importância um paciente com covid-19 monitorar a quantidade de oxigênio no sangue”, analisa a coordenadora farmacêutica.

Fonte: Jornal A Crítica – MS

Leia também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2021/04/26/fast-track-da-anvisa-acelera-registro-de-medicamentos-de-especialidades/

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