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Mais da metade da população de MS tem excesso de peso e 36% é obesa

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Mato Grosso do Sul tem 69,3% da população com excesso de peso e 36,6% com obesidade, segundo a Secretaria Estadual de Saúde.

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A população do Estado é de 2.839.188 habitantes, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2020.

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Dessa forma, aproximadamente 1,9 milhão de pessoas estão acima do peso, enquanto pouco mais de 1 milhão tem obesidade no Estado.

Ou seja, a cada 10 pessoas, sete está com excesso de peso e três estão com algum grau de obesidade no Estado.

O secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, disse que o aumento da obesidade tem causado um dos maiores problemas de saúde pública no Sistema Único de Saúde (SUS).

“A elevada prevalência de obesidade é um fator de risco para o desenvolvimento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) e também está associada à perda de qualidade de vida em razão da má alimentação e desnutrição”.

Conforme a Secretaria de Estado de Saúde (SES), o problema tem atingido crianças e adolescentes em Mato Grosso do Sul.

O nutricionista Anderson Holsbach, da Gerência Estadual de Alimentação e Nutrição (GEAN) da SES, afirma que a obesidade infantil, assim como a adulta, pode ser consequência de uma má alimentação.

“Em 2020, das crianças acompanhadas na Atenção Primária à Saúde (APS) do SUS, em Mato Grosso do Sul, 15,9% dos menores de 5 anos e 31,8% das crianças entre 5 e 9 anos tinham excesso de peso, e dessas, 7,4% e 15,8%, respectivamente, apresentavam obesidade segundo Índice de Massa Corporal (IMC) para idade”, disse.

“Quanto aos adolescentes acompanhados na APS em 2020, 31,9% e 12,0% apresentavam excesso de peso e obesidade, respectivamente 7”, acrescentou.

Mortes prematuras por doenças crônicas não transmissíveis correspondem a 74% dos óbitos do País.

Dados do Ministério da Saúde apontam que o custo financeiro da obesidade com hospitalizações e gastos ambulatoriais, em 2011, foi estimado em R$ 488 milhões. Em 2018, esse mesmo custo aumentou 37%, totalizando R$ 669 milhões.

Considerando, além da obesidade, os custos com hospitalizações, procedimentos ambulatoriais e medicamentos atribuíveis também à hipertensão arterial e diabetes, que são doenças comuns em obesos, o custo total foi de R$ 3,45 bilhões no Brasil em 2018.

Alimentação é fator chave

O nutricionista Anderson Holsbach explica que a má alimentação impacta diretamente nos problemas relacionados a saúde.

“Fatores de risco relacionados à má alimentação podem reduzir até três anos a expectativa de vida de uma pessoa, e ampliar as chances se estiver relacionado ao fumo, álcool, poluição e no uso de drogas. Assim, a melhoria nas condições de alimentação saudável pode prevenir uma em cada cinco mortes registradas no país”, disse.

Dicas para alimentação saudável

  • Faça uso de alimentos in natura (arroz, feijão, carne, legumes, verduras e frutas) ou minimamente processados;
  • Utilize óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias;
  • Limite o consumo de alimentos processados (alimentos em salmoura, frutas preservadas em açúcar, carnes salgadas ou defumadas, queijos e pães);
  • Evite o consumo de alimentos ultraprocessados (Bebidas açucaradas, como sucos de caixa e refrigerantes; Salgadinhos; Carnes processadas, como salsicha, bacon e hambúrgueres; Chocolate; Sopas instantâneas; Barras de cereal ou cereal matinal);
  • Comer com regularidade e atenção, em ambientes apropriados e, sempre que possível, com companhia;
  • Fazer compras em locais que ofertem variedades de alimentos in natura ou minimamente processados;
  • Desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias;
  • Planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece;
  • Dar preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora.

Fonte: Correio do Estado

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