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Marcos Pontes diz que vacina SpinTec pode ser incluída no PNI

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O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, disse neste domingo (01.ago.2021), que a vacina SpinTec, desenvolvida pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) em parceria com a Funed (Fundação Exequiel Dias), pode ser incluída no PNI (Plano Nacional de Imunização).

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recebeu no sábado (31.jul.2021) pedido para realização de estudos de fase 1 e 2 da SpiNTec.

‘Essa vacina poderá ser utilizada dentro de uma constelação de vacinas nacionais que vão surgir. Lembrando que, como o próprio Queiroga já falou, nós teremos vacinações anuais contra a covid’, disse em coletiva de imprensa realizada neste domingo (1.ago.2021).

‘A ideia é que tenhamos a vacina participando do Plano Nacional de Imunização dentro do cronograma necessário’, afirmou. Atualmente, 4 vacinas fazem parte do PNI: AstraZeneca, CoronaVac, Pfizer e Jaansen.

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Ao lado de Pontes, estavam o secretário de Políticas para Formação e Ações Estratégicas do Ministério de Ciência e Tecnologia, Marcelo Marcos Morales, a reitora da UFMG, Sandra Goulart, e o professor do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG, Flávio da Fonseca e a professora do Departamento de Bioquímica e Imunologia, Santuza Teixeira.

O MCTI disse que investirá R$ 50 milhões no financiamento do CT Vacinas. Outros R$ 30 milhões serão liberados pelo governo de Minas Gerais pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais e da Secretaria Estadual de Saúde.

O secretário Marcelo Morales afirmou que por enquanto não é possível estabelecer um valor de comercialização da vacina, mas que ‘estará dentro da faixa de preço de custo essencial para que o Brasil possa adquirir esse imunizante’.

Segundo a professora Santuza Teixeira, a vacina já deve vir adaptada a variantes do vírus: ‘O que a gente pode dizer até agora é que foram feitas ensaios com pelo menos uma das variantes nos ensaios pré-clínicos, e o resultado foi semelhante a linhagem original do coronavírus’.

Outras vacinas também trabalham com adaptações às novas variantes. Toda a produção da CoronaVac brasileira, feita pelo Instituto Butantan, será adaptada à variante gama, descoberta em Manaus. A AstraZeneca conduz estudo no Brasil com vacinas adaptadas à variante beta, da África do Sul.

SpiNTec

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou no sábado (31.jul.2021) que recebeu o pedido para realização de estudos de fase 1 e 2 da vacina SpiNTec. Segundo a agência reguladora, a análise para o estudo considerará o número de participantes e os dados de segurança obtidos até o momento nas fases pré-clínicas que são realizadas em laboratório, em animais.

Antes do pedido, formalizado na 6ª feira (30.jul.2021), a Anvisa já havia realizado reuniões prévias para orientações e esclarecimentos aos desenvolvedores da vacina.

A tecnologia utilizada pela Spintec combina diferentes proteínas para formar uma proteína artificial -processo chamado de ‘quimera’. Esse composto, então, é injetado no organismo em 2 doses induzindo a produção de anticorpos contra o vírus da covid-19.

Versamune

Em 26 de março de 2021, Marcos Pontes anunciou que foi protocolado na Anvisa o pedido de autorização para testes clínicos em humanos da vacina brasileira Versamune-CoV-2FC contra a covid-19. A vacina, segundo o governo, também é financiada pelo MCTI e partiu da pesquisa coordenada pelo professor Célio Lopes Silva, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, em parceria com a empresa brasileira Farmacore Biotecnologia e a PDS Biotechnology Corporation.

No dia 18 de julho, Pontes afirmou que o imunizante pode ser incluso no Plano Nacional de Imunizações no fim deste ano em critério emergencial.

Fonte: Poder 360

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/ufmg-quer-testar-em-humanos-a-spintec-vacina-contra-covid-feita-no-brasil/

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