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Médicos descobrem novo tipo da infecção “devoradora de pele”

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Isso intrigou os médicos, que decidiram avaliar a composição genética dos microrganismos que atingiam seu paciente — e foi aí que veio a surpresa. Como relataram em um comunicado à imprensa, eles explicam que a infecção não se deu por uma, mas duas cepas diferentes de bactérias do gênero Aeromonas, denominadas de NF1 e NF2.

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Normalmente, a cepa NF1 permanece localizada e não atinge a corrente sanguínea ou os órgãos, sendo eliminada pelo sistema imunológico do hospedeiro. Já a NF2 produz uma toxina que quebra o tecido muscular e permite que o microrganismos se espalhe pelo corpo da vítima.

O problema, entretanto, ocorreu porque as duas espécies agiram ao mesmo tempo. “Uma das linhagens [NF2] produz uma toxina que quebra o tecido muscular e permite que a outra linhagem [NF1] migre para o sistema sanguíneo e infecte os órgãos”, explicou Rita Colwell, cientista responsável pelo caso.

Além disso, a equipe de médicos descobriu que a NF2 permanece localizada e não se espalha pelo corpo, pois, quando entra em contato com NF1, ela acaba morrendo. “Agora, temos a capacidade (…) de determinar os agentes infecciosos individuais envolvidos em infecções polimicrobianas”, disse Colwell.

A especialista espera que isso ajude os pesquisadores a desenvolverem métodos mais poderosos de combate a esses organismos, salvando mais vidas. “Quando tratamos com um determinado antibiótico, estamos eliminando um organismo do corpo”, explicou a especialista. “Mas se houver outro organismo que esteja participando da infecção e que também seja patogênico, qualquer tratamento com antibióticos que não atinja essa outra espécie pode estar abrindo caminho para que ela cresça.”

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2019/10/28/md-mulher-injeta-acidentalmente-virus-relacionado-a-variola-no-proprio-dedo/

Após o diagnóstico ter sido realizado, o paciente pôde ser tratado pelos médicos e teve de ser operado. Embora tenha amputado ambas as pernas e ambos os braços, ele conseguiu sobreviver.

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Fonte: Revista Galileu

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