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Natal deve ter maior alta de preços desde 2015

Este Natal, que exigirá celebrações menores e sem abraços, vai pesar no bolso dos consumidores. A alta nos preços dos produtos mais visados para a data deve alcançar o maior nível desde 2015.

A estimativa é da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), que vê na inflação um empecilho para as vendas neste ano. Entram nas contas do encarecimento tanto itens para presentear, como eletrônicos (com alta de 14,7%), cosméticos (10,3%) e joias (15%), como os alimentos (16%). Os dados foram levantados pela CNC com base nas informações oficiais do IPCA acumulado em 12 meses, índice oficial de inflação do país.

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A desvalorização do real frente ao dólar é apontada como a vilã do Natal mais caro. “Esse descompasso tem como consequência a compressão das margens do varejo, especialmente em uma data tão ‘dolarizada’ como costuma ser o Natal”, avalia o economista da CNC Fabio Bentes. Segundo ele, a evolução recente da inflação será um obstáculo adicional ao varejo brasileiro em sua principal data comemorativa. “Afetados pela desvalorização cambial e o consequente direcionamento de produtos alimentícios para mercados externos, os alimentos registram alta de 12,16% no acumulado do ano e respondem hoje por 97% da inflação de 2020.”

De acordo com a pesquisa, a cesta composta por 214 itens mais consumidos nesta época do ano mostra avanço médio de 9,4% nos 12 meses encerrados em novembro. Se o ritmo de reajuste for mantido, a entidade espera que o Natal de 2020 tenha a maior alta de preços desde 2015, quando se alcançou 11%.

Apesar dos preços altos, a expectativa é que as vendas avancem 3,4% neste ano e superem o crescimento de 2017 (3,9%). É o que projeta a CNC. O Natal deve movimentar total de R$ 38,1 bilhões no comércio.

Mesmo com a pandemia, consumidores têm se arriscado em aglomerações em tradicionais pontos de comércio de rua, como o caso do Brás, no centro de São Paulo, e o Saara, no centro do Rio de Janeiro.

Produtos da ceia têm variação de até 122%

Pesquisa de preços realizada pelo Procon-SP encontrou diferença de até 122,34% entre os alimentos prediletos dos brasileiros para a ceia de Natal. O peru temperado Sadia custava R$ 48,87 em um estabelecimento e R$ 21,98 em outro, diferença de R$ 26,89 em valor absoluto.

Entre os panetones e chocotones, a maior diferença foi de 65,45%. Os panetones frutas zero adição de açúcar e de gotas de chocolate zero adição de açúcar (400 g), ambos da Casa Suíça, foram encontrados a R$ 29,45 em um estabelecimento e R$ 17,80 em outro.

O levantamento foi realizado entre os dias 1 e 3 deste mês, de forma online, em sete sites de supermercados. Foram comparados os preços de 68 itens, como azeites, bombons, carnes congeladas, lentilhas secas e frutas em calda.

Além da tradicional pesquisa de preços, o Procon-SP recomenda ao consumidor planejamento do cardápio para evitar gastos desnecessários, listando bebidas e ingredientes para o preparo.

Você pode ver a lista completa de produtos pesquisados e mais dicas de compras para a ceia no site www.procon.sp.gov.br.

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