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Natura quer vender maquiagem para brasileiros em todas faixas de renda

 

São Paulo – A Natura quer atender a demanda por maquiagens em todas as faixas de renda no Brasil. Com os brasileiros reduzindo as compras e a concorrência cada vez mais acirrada, a companhia segmentou sua atuação na categoria.

“Estamos trabalhando com três marcas de maquiagem com posicionamento de preço distinto de um ano e meio para cá”, conta a diretora da unidade global de cosmética da Natura, Maria Paula Fonseca. Ela explica que a estratégia para cada marca também foi adaptada a cada região. “O plano é atuar bem em cada faixa de preço com investimento proporcional ao tamanho do mercado.”

A marca Natura Una é voltada para as faixas de renda mais elevadas, já a Aquarela fica no segmento intermediário e a Natura Faces é a mais acessível de todo o portfólio. “Essa estratégia também passa por uma escolha de como evitar a canibalização a partir do canal de venda”, explica.

Enquanto os produtos da marca Faces começaram a ser comercializados em farmácias e, como próximo passo, devem chegar às lojas de departamento, os produtos de Natura Una e Aquarela são vendidos em lojas próprias. O desempenho dessas duas últimas marcas no varejo físico, diz Maria Paula, estão “surpreendendo com participação maior que a esperada”.

Apesar do avanço nas lojas físicas, a venda direta segue como o principal canal. “Cerca de 80% do mercado de maquiagem ainda está na venda direta com grandes marcas atuando, mas a oferta e a concorrência estão aumentando rapidamente com marcas locais e importadas chegando a um preço acessível”, diz ela.

O número de produtos comercializados pela Natura no canal de venda direta no Brasil, considerando todas as categorias, caiu 11,7% no primeiro trimestre sobre um ano antes, conforme o último relatório divulgado pela companhia. Com isso, o volume vendido ficou em 73,7 milhões de unidades. A Natura não divulga dados específicos de maquiagem.

Tendências

De acordo com Maria Paula, dois fenômenos têm se destacado na categoria de maquiagem no Brasil. “Em função da crise [econômica], vemos o trade down – pessoas optando por marcas mais baratas em um movimento de troca – e nosso reposicionamento das marcas foi feito de forma rápida para atender a essa mudança de mercado e, para esse fenômeno, temos produtos com uma oferta de preço mais acessível”, destaca ela.

No sentido contrário, a executiva percebeu um movimento de troca para marcas mais caras em alguns grupos de brasileiros. “Para essa parcela de demanda, temos marcas de prestígio ganhando participação em nichos que geram mais fidelização desses clientes, como as bases para o rosto”, afirma Maria Paula.

A consultoria Glambox também observou essa tendência em uma pesquisa anual sobre o perfil da demanda por produtos de beleza no Brasil, realizada em novembro passado.

“Dentro da categoria de maquiagem, tem produtos que as brasileiras trocam mais de marca e outros menos, com itens como base para o rosto podendo receber um investimento maior na compra, enquanto itens como batom e máscara [para cílios] estariam mais expostos a uma substituição por marcas baratas”, explica a gerente de pesquisa da Glambox, Carolina Sarti.

A categoria de maquiagem aparece na pesquisa com 64% das entrevistadas afirmando que estariam dispostas a buscar marcas mais baratas.

O levantamento da Glambox mostra ainda que, neste ano, as brasileiras estão mais cautelosas que no ano anterior e o número de pessoas propensas a reduzir as despesas com produtos de beleza aumentou.

“Até mesmo a cesta de produtos que considera essenciais está menor, restando apenas, além dos produtos de higiene básica, como shampoo, condicionador e sabonete, os produtos para o cuidado dos fios [cabelos] e a maquiagem”, destaca a Glambox, em relatório.

Jéssica Kruckenfellner

Além da venda direta, fabricante comercializa os produtos das marcas Natura Una e Aquarela em lojas

 

Fonte:  DCI Online – SP

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