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Nova etapa de vacinação tenta conter surto ativo de sarampo em MG, que tem 99 casos

O avanço do vírus do sarampo por Minas Gerais faz com que o estado já tenha quase 100 casos confirmados. E a situação pode ficar ainda pior, pois 568 notificações seguem sendo investigadas. Para tentar conter o surto ativo do sarampo, começa hoje a segunda etapa de vacinação em todo o país. A meta será imunizar jovens 20 a 29 anos que não têm ainda duas doses da vacina. Somente em Minas, a estimativa é de que mais de 1,4 milhão de pessoas estejam nessa situação. Vale ressaltar que a tríplice viral – que também protege contra a rubéola e a caxumba – está disponível para toda a população em todas as unidades de saúde, durante todo o ano.

A nova etapa de vacinação segue a orientação do Ministério da Saúde. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES/MG), em Minas, a estimativa de não vacinados nessa faixa etária é de 447.650 indivíduos de 20 a 24 anos e 964.473 pessoas entre 25 e 29 anos.

A primeira etapa de vacinação deu prioridade à proteção de crianças de 6 meses até 4 anos, 11 meses e 29 dias. As doses continuam disponível para essa faixa etária nos postos de saúde. Segundo a Saúde estadual, até 29 de outubro a cobertura das crianças com a primeira dose estava em 90,21%. Já para a segunda dose de tríplice viral era de 83,25%.

O risco de propagação rápida da doença se deve ao fato de o vírus do sarampo ser altamente contagioso. O micro-organismo pode passar de uma pessoa a outra por meio de secreções expelidas ao tossir, falar, espirrar ou até pela respiração. O contágio pode se dar ainda por dispersão de gotículas no ar em ambientes fechados. Como há anos a doença não se manifestava no país, muitos desconhecem os riscos da virose, que já provocou mortes no Brasil neste ano.

AVANÇO DE CASOS 

O número de pessoas infectadas pela doença não para de subir. Balanço divulgado pela Saúde estadual na última quinta-feira mostra que já são 99 infectados, sendo que quatro contágios ocorreram no primeiro trimestre deste ano. A partir de junho aconteceu uma explosão de casos suspeitos. De lá, para cá, são 1.766 notificações em 250 municípios mineiros. Dessas, 1.103 foram descartadas e 568 estão sendo investigadas. A preocupação aumenta pelo fato de estarem sendo detectados casos autóctones – como é definida a  transmissão dentro do próprio território mineiro.

Belo Horizonte é a cidade com o maior número de diagnósticos confirmados, segundo a SES, com 36 pessoas com a doença. Em seguida vêm Uberlândia, no Triângulo Mineiro, com 23; Juiz de Fora, na Zona da Mata, com seis; Ribeirão das Neves, na Grande BH, com cinco; Pouso Alegre, no Sul de Minas, com três; e Araguari, no Triângulo, com dois. Com um caso estão Além Paraíba, Camanducaia, Betim, Frutal, Inhapim, Itaúna, Mercês, Muriaé, Nova Serrana, Ouro Branco, Passa Quatro, Pedralva, Poço Fundo, Poços de Caldas, Pouso Alegre, Rio Acima, Sabará, Toledo, Ubá, Uberlândia, Unaí, Viçosa e Visconde do Rio Branco.

Fonte: Estado de Minas

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