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Novo governo vai decidir o destino do maior capital natural do mundo

Governo – Embora essa informação não esteja presente nos debates nem nos discursos dos candidatos, é bom lembrar que quem vencer as eleições presidenciais de outubro vai comandar o destino da maior potência megabiodiversa do planeta.

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“Nenhum outro país do mundo é mais rico que o Brasil”, me disse em entrevista certa vez o economista indiano Pavan Sukdev, um dos responsáveis pelo TEEB (The Economics of Biosystem and Biodiversity), projeto adotado pela ONU para medir em valores monetários os serviços ambientais prestados pela natureza, como a polinização das abelhas ou a regulação do clima pelas florestas.

Único país do mundo com nome de árvore, o Brasil concentra a maior quantidade de seres vivos conhecidos e catalogados pela ciência, com inestimável potencial de exploração de medicamentoscom alto valor agregado.

Também somos o país com o maior estoque de água doce superficial de rio ou subterrânea, dos aquíferos Guarani e Amazônico.

O Brasil ainda tem a maior floresta tropical úmida do planeta, que ajuda a regular o clima, produz quantidades titânicas de água de chuva, estoca carbono nas árvores, entre outros serviços ambientais estratégicos.

“O Brasil é a capital global do capital natural”, diz Pavan Sukdev. “Ninguém além do Brasil tem tantas terras, com tantos ecossistemas naturais, tanta água doce. Vocês é que precisam dizer isso para o mundo.”

Em tempos de aquecimento global —e necessidade urgente de se investir em fontes limpas e renováveis de energia—, qual o valor da insolação do território brasileiro? Se fosse possível instalar placas fotovoltaicas em todos os telhados do país, sem nenhum metro quadrado a mais de área, a geração de energia superaria a soma de tudo o que é produzido hoje por várias fontes em todo o país.

E o nosso vento? Quanto vale “o melhor vento do mundo” —unidirecional, forte e constante—, segundo avaliação de investidores e fabricantes de peças e equipamentos da próspera indústria eólica?

Há dez anos, apenas 2 milhões de brasileiros eram abastecidos pela energia do vento. Hoje esse número chega a 67 milhões, e a energia eólica deverá encerrar o ano com uma capacidade instalada equivalente à da hidrelétrica de Itaipu.

A registrar: a região do país mais bem aquinhoada de sol e de vento é justamente aquela que historicamente sempre foi a mais desassistida. Se o próximo governo não atrapalhar, o Nordeste continuará se beneficiando desses investimentos.

Quem for eleito presidente será responsável por esse patrimônio único no planeta. É possível gerar emprego e produzir riqueza sem aumentar a destruição. Mas para isso é preciso primeiro encaixar o discurso e a prática nos trilhos do século 21.

Fonte: Folha de S. Paulo Online

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