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Novo teste para a detecção de leishmaniose visceral é desenvolvido na UFTM

Uma pesquisa da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), campus Iturama, liderada pela professora Renata Pereira Alves Balvedi desenvolveu, em Uberaba, um novo teste de detecção da leishmaniose visceral. O teste usa biossensores para detectar a doença mais rápida e confiável que o teste de ELISA, outro tipo usado para fazer o diagnóstico. Segundo a docente, o objetivo final da pesquisa é tornar os testes mais acessíveis.

Conforme a UFTM, a leishmaniose é uma doença infecciosa, transmitida pela picada da fêmea do mosquito-palha, tendo três tipos principais. A leishmaniose viral, tipo mais perigoso da doença, afeta a medula óssea, o fígado e o baço, e é fatal em quase 100% dos casos sem tratamento. Contudo, o tratamento é disponibilizado no Sistema Único de Saúde (SUS).

O teste

De acordo com Renata Balvedi, é comum haver um reação cruzada com outras doenças no teste de ELISA, causando falsos positivos ou falsos negativos. Neste novo teste, aplicado em amostras de pacientes do Hospital de Clínicas da UFTM e testado no Laboratório da Medicina Tropical da instituição, o cruzamento com a doença de Chagas, principal causador de cruzamentos na região, não foi observado.

“O teste ELISA demora três dias para ser construído e ter o resultado. O nosso pode ser construído em duas horas e tem o resultado em 20 segundos. Além disso, também é possível adaptar os biossensores para evitar o cruzamento com outras doenças no diagnóstico”, explicou a docente.

“O teste ELISA demora três dias para ser construído e ter o resultado. O nosso pode ser construído em duas horas e tem o resultado em 20 segundos. Além disso, também é possível adaptar os biossensores para evitar o cruzamento com outras doenças no diagnóstico”, explicou a docente.

Por conta das inovações, em julho deste ano um artigo sobre o teste foi publicado no periódico científico “Biosensors”, do Multidisciplinary Digital Publishing Institute.

De acordo com a pesquisadora, o próximo passo é aprimorar os resultados e usar a tecnologia dos biossensores em outros tipos de testes, como o de glicose.

“Almejamos que essa tecnologia chegue a regiões distantes do Brasil e que as pessoas consigam fazer os testes sozinhas, sem precisarem de laboratórios equipados e mão de obra extremante qualificada para isso”, finalizou Renata.

“Almejamos que essa tecnologia chegue a regiões distantes do Brasil e que as pessoas consigam fazer os testes sozinhas, sem precisarem de laboratórios equipados e mão de obra extremante qualificada para isso”, finalizou Renata.

O projeto contou com a participação da orientanda da docente, Beatriz Rodrigues Martins, e outros nove docentes e quatro discentes da UFTM, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e da Universidade Federal do Alagoas (UFAL). O projeto também contou com suporte do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig).

Fonte: G1

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