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Novos remédios para combater 20 doenças

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Na busca pela cura ou na tentativa de melhorar a qualidade de vida dos pacientes, até mesmo aumentando sua sobrevida, laboratórios farmacêuticos estão lançando novos medicamentos contra 20 doenças.

O cardiologista do Metropolitano, Marcos Vescovi (Foto: Divulgação)

Os remédios, aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), são para tratar diversos tipos de câncer, além de diabetes, problemas do coração e superbactérias, entre outros.

O cardiologista Marcos Vescovi, do Hospital Metropolitano e do Metrocor, contou que uma nova medicação contra insuficiência cardíaca chegou ao mercado. “Nos últimos 20 anos, foi a primeira inovação na área, à base de sacubitril e valsartana. Reduziu em 25% a mortalidade e internação por descompensação da doença. Mas é preciso indicação médica”.

O cirurgião do aparelho digestivo Gustavo Peixoto, coordenador do Programa de Cirurgia Bariátrica do Hospital das Clínicas e do Hospital Meridional, destacou novos remédios contra obesidade e hepatite C. “Há novos antivirais, que revolucionaram o tratamento da hepatite, com altas taxas de cura – acima de 90% – e menos efeito colateral”, disse.

Para câncer de mama, o mastologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e médico consultor da Libbs, Franklin Fernandes, contou que já está disponível o primeiro biossimilar do ativo trastuzumabe. “O medicamento biológico, feito por engenharia genética, teve sua patente vencida e surgiu o biossimilar, com a mesma segurança e eficácia. Aumenta a taxa de cura e sobrevida das pacientes”.

Contra superbactérias, foi aprovado um novo antibiótico para combater a bactéria Pseudomonas aeruginosa, uma das três mais resistentes e perigosas do mundo. A infectologista e doutora em Biotecnologia e Vacinologia Lessandra Michelin afirmou que há 25 anos nenhum novo antibiótico havia sido lançado. “Ele causa menos efeito colateral e foi testado contra infecções intra-abdominais e infecções do trato urinário”.

Na luta contra diabetes tipo 2 foi aprovada uma combinação de insulina glargina e lixisenatida. O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Alexandre Hohl, disse que o medicamento reduz o nível de açúcar no sangue, com menos efeito colateral.

(Foto: Jornal A Tribuna)
(Foto: Jornal A Tribuna)

Terapia para tratar 30 tipos de câncer
Um tratamento inovador que melhora a imunidade do organismo tem aumentado a chance de cura de pacientes com câncer. A imunoterapia, que conta com o medicamento chamado pembrolizumabe, está sendo estudada para tratar 30 tipos de câncer, como de mama, esôfago, intestino, gástrico e de cabeça e pescoço.

Desde o ano passado, essa imunoterapia é aprovada contra melanoma avançado – para tratamento de primeira linha (quando o paciente ainda não recebeu nenhuma medicação) –, câncer de pulmão avançado, do tipo células não pequenas, e tratamento em segunda linha de câncer urotelial (tipo mais comum do câncer de bexiga).

No último mês, o medicamento foi aprovado para tratamento em primeira linha de pacientes com carcinoma urotelial e em terceira linha, de pacientes com câncer gástrico avançado ou metastático.
A oncologista Edelweiss Ribeiro, do Núcleo Especializado em Oncologia (Neon), explicou que a imunoterapia tem objetivo de estimular o sistema imunológico para ele se fortalecer e matar as células cancerígenas – ou não deixar essas células progredirem. “Há possibilidade até de cura em alguns pacientes”, ressaltou a médica.

A médica Carolina Conopca citou 4 tipos de imunoterapia disponíveis no País (Foto: Antonio Moreira)

A oncologista Carolina Conopca, da Medquimheo, citou que há quatro tipos de imunoterapia disponíveis no País. “Além do pembrolizumabe, há o ipilimumabe, nivolumabe e atezolizumabe. O custo é alto, cerca de R$ 20 mil por mês, mas o benefício compensa. Já há dados de pacientes vivendo por quase 10 anos com doença metastática (quando o tumor se espalha para outras partes do corpo)”.

Já o oncologista titular do Hospital Beneficência Portuguesa Mirante, de São Paulo, Ricardo Carvalho, afirmou que as células do câncer têm uma “capa da invisibilidade”. “São proteínas nas suas superfícies que fazem com que o sistema imunológico não as reconheçam como cancerígenas, fazendo com que elas cresçam e tenham metástase. A imunoterapia vai na membrana dessas células e mata essa capa da invisibilidade. Assim, o sistema imune reconhece o tumor”.

Ele frisou que nem todos os casos terão benefícios com a imunoterapia. “Os que mais vão se beneficiar desse tratamento são os casos de tumores com maior carga de mutação, como câncer de pulmão, de bexiga e melanoma. Estamos animados com os excelentes resultados”.

Fonte: Tribuna Online

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