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Obrigatoriedade de nutricionistas em lojas de suplementos gera polêmica em Campina

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Uma lei aprovada pela Câmara Municipal de Campina Grande tem gerado controvérsias entre os farmacêuticos e donos de estabelecimentos que comercializam a venda de suplementos na cidade, pois a lei de n° 7.526, de autoria do vereador Pastor Luciano Breno (PPL), torna obrigatória a presença de nutricionistas nestes pontos de venda destes produtos.

Em entrevista concedida a uma rádio local, o comerciante Henrique Garcia sinalizou grande preocupação com a sua loja, pois, segundo ele, o estabelecimento não teria como contratar um profissional de nutrição, o que acarretaria em fechar as portas do comércio, ou até mesmo transferi-lo para outro município vizinho.

– O suplemento alimentar é cadastrado pela Anvisa como alimento, ninguém precisa de uma receita médica para comprar uma pasta de amendoim. Nós já estamos numa crise por causa da pandemia, vai ter reajuste do dólar e vai ficar tudo mais caro. Pra pagar o aluguel da loja tá difícil, e eu vou ter que colocar um nutricionista na loja? Pagar mais de R$ 2 mil, quando nem eu estou tirando isso? Só Campina tem isso, o Brasil todo não faz isso. Vou ter que fechar a loja, pois não tenho como pagar, não tem lógica. Ou fechar ou abrir em outra cidade – criticou.

Para o presidente do Sindicato das Farmácias da Paraíba, Neilton Neves, a decisão precisa ser repensada, e informou que a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) encaminhará um ofício ao prefeito Romero Rodrigues, pois, segundo a categoria, essa lei só burocratiza o serviço, que seria um ato inconstitucional.

– O Sindfarma já preparou o ofício para o prefeito Romero, onde há uma preocupação e inviabilidade de atender a essa lei. A Abrafarma também está preocupada com essa matéria que é inconstitucional. Nós temos que facilitar a vida do consumidor, não podemos burocratizar a vida das pessoas que buscam hoje uma qualidade de vida. A própria Anvisa diz que esses produtos podem ser comercializados. Como uma lei municipal vai contrapor a Anvisa? – questionou.

Fonte: Paraíba Online

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