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OMS encontra desafios na distribuição da vacina para covid-19

A OMS anunciou nesta segunda-feira (21) que uma soma de países, equivalentes a aproximadamente 66% da população mundial, juntou-se ao seu plano de imunização contra a covid-19. A proposta acontecerá inicialmente em 2 etapas e tem objetivo de minimizar os efeitos agudos da pandemia até o final de 2021.

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A 1ª etapa do processo de imunização envolve a distribuição da vacina para todos os países participantes do plano, que é o suficiente para imunizar 3% de suas populações — com foco nos profissionais da Saúde e em risco de exposição ao contágio do vírus. Em seguida, a vacina será distribuída para outros grupos em maior risco, como o de pessoas com comorbidades e os idosos, que representam 20% da população.

Reprodução/Freepik (brgfx)

Na segunda etapa, espera-se distribuir a vacina para o restante da população, baseando-se nos critérios de necessidade e de urgência estabelecidos pela OMS. Os fatores considerados para todos os países são: a velocidade da reprodução do novo coronavírus e de outros patógenos (como a dengue e a malária) ao mesmo tempo e o quão vulnerável é o sistema de saúde local, baseado nos dados de leitos preparados e de UTI disponíveis. Os países em maior necessidade deverão receber a imunização primeiro.

Principais desafios encontrados

Um dos principais problemas encontrados no plano da OMS é a garantia de que os países vão se manter fiéis ao tratado, bem como incluir mais nações desenvolvidas e com maior PIB como doadoras. Atualmente, a iniciativa conta com a participação de 64 países com economia desenvolvida, sendo 29 europeus. Estes pagarão pelas suas doses de vacina e vão contribuir para a compra das de outros 92 países em desenvolvimento — a China e os Estados Unidos ainda não fazem parte do projeto.

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2020/09/08/vacinas-evitam-4-mortes-por-minuto-e-poupam-r-250-milhoes-por-dia/

O fundo para a pesquisa e o desenvolvimento do plano, chamado de COVAX, já reuniu cerca de US$ 700 milhões como contribuição para a vacinação de países em desenvolvimento. Estima-se que cerca de US$ 2 bilhões sejam necessários até o fim do ano, para assegurar a conclusão do projeto em auxílio às nações em maior necessidade.

Fonte: Tecmundo 

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