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Por que as mulheres estão mais vulneráveis a desenvolver uma trombose?

Especialista explica na Revista Superação Mãe que fatores inerentes ao estilo de vida elevam as chances de mulheres serem vítimas da doença, como o consumo de pílula anticoncepcional e gestação, porém há como prevenir.

A trombose é responsável por uma a cada quatro mortes no mundo e, no Brasil, a estimativa do Ministério da Saúde é que, um ou dois habitantes a cada mil sofram de trombose venosa profunda e embolia pulmonar. Para se ter uma ideia, apenas no primeiro semestre de 2016, a doença atingiu 65 mil brasileiros. E, apesar destes números assustadores, muitas pessoas não conhecem a enfermidade e não sabem como se prevenir.

A doença se caracteriza pela formação de trombos – coágulos sanguíneos –, e pode resultar em obstrução e inflamações na parede dos vasos responsáveis pela passagem do sangue, podendo causar sérias complicações como AVC e embolia pulmonar e até levar à morte.

Há uma série de fatores que podem desencadear a trombose, dentre eles a idade avançada, sedentarismo, pacientes com insuficiência cardíaca, obesidade e imobilização. No caso das mulheres, a probabilidade de desenvolver uma trombose é ainda maior, visto que estão expostas a fatores que aumentam o risco de desenvolver coágulos: uso da pílula anticoncepcional, gestação e tratamento de reposição hormonal.

De acordo com a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), as mulheres que fazem uso de anticoncepcionais apresentam maior risco de ter trombose venosa. O risco é de duas a sete vezes maior entre mulheres da mesma idade que usam pílula, em relação àquelas que não fazem uso do medicamento. Quando gestantes, a chance de a mulher desenvolver a doença aumenta em 10 vezes em relação àquelas não gestantes. No período de pós-parto, durante aproximadamente 40 dias, esse risco chega a ser 15 vezes maior. As principais apresentações da trombose venosa são a trombose venosa profunda de membros inferiores e a embolia pulmonar, que ocorre quando o coágulo se aloja nos pulmões. O AVC – Acidente Vascular Cerebral ou TVC – trombose venosa cerebral, podem também ocorrer quando o trombo se aloja em vasos do cérebro – podendo ser fatal.

A trombose venosa pode se apresentar com poucos sintomas e, por isso, é muitas vezes subdiagnosticada. É fundamental que o médico seja capacitado para reconhecê-la e, mediante suspeita diagnóstica, confirmá-la e tratá-la com urgência.

Para aprofundar um pouco mais no tema a Revista Superação Mãe, entrevistou a Dra. Suely Resende, hematologista, professora do departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG):

Há como evitar a trombose?

Em uma grande parte dos casos sim. Falando mais especificamente da trombose venosa, um dos principais fatores de risco é a estase sanguínea. Assim, evitar imobilização prolongada, obesidade, utilizar tromboprofilaxia com anticoagulantes em situações de risco, por exemplo, durante internações prolongadas, cirurgias, fraturas, é fundamental para sua prevenção. Aém disso existem diversas doenças que acarretam maior risco de trombose venosa, por exemplo, insuficiência cardíaca, câncer, doenças reumatológicas (artrite reumatóide, lupus, etc). Um bom controle destas doenças reduz o risco de trombose. As manifestações mais comuns da trombose venosa são a embolia pulmonar e a trombose venosa de membros inferiores.

Como as mulheres podem suspeitar que estão com trombose?

A trombose pode ocorrer em qualquer vaso do corpo. Quando ocorre nas artérias é conhecida como trombose arterial, sendo exemplos o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular encefálico isquêmico (mais conhecido como avc ou “derrame”). Quando acomete as veias é conhecida como venosa, sendo exemplos mais comuns a embolia pulmonar e a trombose venosa de membros inferiores. No caso da embolia pulmonar o sintoma mais comum é a falta de ar, em geral de início súbito que pode ser acompanhada por tosse e dor torácica que piora com a respiração profunda. Suspeita-se da trombose venosa de membros inferiores quando ocorre dor nas pernas, acompanhada por “inchaço”, vermelhidão e “endurecimento” do membro. Existem outras localizações da trombose venosa, como nos braços, veias cerebrais e veias do abdômen, embora estas sejam localizações mais raras.

Como diagnosticar de forma assertiva?

Mediante suspeita diagnóstica pode-se solicitar exames de dímeros-d, que aumentam  quando ocorre uma trombose aguda. Para confirmação do diagnóstico é fundamental a realização de exames de imagem, que localizam o local da trombose e sua extensão.

Existe cura ou um tratamento eficaz?

Sim, existe cura e tratamento eficaz, desde que o diagnóstico seja feito com rapidez. Quanto maior a demora do diagnóstico maior a chance de sequelas e complicações imediatas e tardias. O tratamento deve ser realizado com medicamentos anticoagulantes por tempo a ser definido pelo médico.

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Referências de pesquisa:

  • Journal of Thrombosis and Haemostasis, “Thrombosis: A Major Contributor to the Global Disease Burden.”
  • World Health Organization (WHO), “65thWorld Health Assembly Closes with New Global Health Measures,” (2012).
  • Ministério da Saúde.

Fonte: SUPERAÇÃO MÃE – SP

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