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Possível fornecedora da Sputnik V, Bahiafarma pode ‘produzir’ 100% da insulina do SUS

Apesar do acordo que envolve a aquisição de 50 milhões de doses da vacina russa contra a Covid-19, Sputnik V (lembre aqui), a Bahia ainda aguarda o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que o registro do imunizante seja feito no Brasil (veja aqui). O trato prevê que a Bahiafarma, indústria responsável por fornecimento de insumos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS), como insulina e comprimidos, comercialize a vacina por todo o território brasileiro. A previsão era que a entrega ocorresse a partir de novembro de 2020.

Enquanto isso não acontece, o Bahia Notícias entrou em contato com a Bahiafarma, braço da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), para entender de que forma essa comercialização para o Ministério da Saúde funciona em geral, com outros medicamentos produzidos pelo laboratório. Em 2019, por exemplo, a companhia era responsável por 50% do estoque de insulina do SUS, mas o governo federal suspendeu contratos com sete laboratórios públicos, incluindo a Bahiafarma (leia mais aqui). Agora, a fundação negocia um novo acordo com o Ministério da Saúde para fornecer 100% do insumo ao SUS.

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“Por meio de uma parceria que nós temos com a empresa Indar, temos um compromisso assumido com o ministério para nacionalizar a produção de insulina num horizonte de dez anos. Hoje nós estamos com perspectiva de retomar o fornecimento ao Ministério da Saúde, para todo o SUS. Não sei qual seria o percentual, é uma definição da pasta, mas com possibilidade de fornecimento de até 100%. Isso deve ser definido nos próximos dias”, revela Tiago Moraes, atual diretor presidente da Bahiafarma.

A mecânica funciona basicamente assim: a Bahiafarma adquire a insulina da Indar, por meio de parceria, comercializa para o Ministério da Saúde, e este disponibiliza para todos os estados – inclusive a Bahia – no SUS. O “lucro” desse acordo é investido na própria Bahiafarma.

“A gente não fala em lucro, mas sim em resultado. A Bahiafarma não visa lucro e não tem lucro. Logicamente precisa manter suas operações e poder reinvestir. Ela tem sua autonomia administrativa, com uma governança administrativa, mas não é uma fundação orçamentada. Vive de suas próprias receitas e resultados. Esse é a forma de manutenção da fundação”, argumenta o diretor-presidente.

A Bahiafarma foi fundada em 1983, e extinta em 1999. Contudo, por meio da Lei Estadual nº 11.371/2009, foi reinaugurada em 2011. Sua sede administrativa e industrial é no Centro Industrial de Aratu, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. “É um laboratório oficial, assim como existem outros no Brasil. Os mais conhecidos são os laboratórios ligados à Fundação Oswaldo Cruz. O Instituto Butantan, por exemplo. A Bahiafarma volta a fornecer medicamentos para o Ministério da Saúde em 2015, por meio de parcerias para o desenvolvimento produtivo, que são basicamente produtos que o SUS ainda é dependente de importações”, explica Tiago.

Quanto à vacina contra a Covid-19, a Bahiafarma é uma intermediária, que só será responsável pelo processo de produção. As tratativas estão sendo conduzidas pela Sesab. No dia 3 de dezembro, o responsável pela pasta, Fábio Vilas-Boas, publicou um vídeo falando sobre o acordo.

“A Bahia tem um acordo de acesso prioritário à vacina Sputnik V. Isso não significa que adquiremos todas as 50 milhões de doses, e nem que iremos imunizar toda a população do estado. O acesso prioritário nos garantirá, caso a vacina seja aprovada pela Anvisa e caso não exista outra vacina fornecida gratuitamente pelo Ministério da Saúde no momento em que estiver a Sputnik disponível para a comercialização, que o governo do estado podrá adquirir a Sputnik e vacinar um grupo de pessoas de alto risco na Bahia”, afirmou.

Fonte: Bahia Notícias

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