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Preço de itens de biossegurança aumenta até 663% durante a pandemia da Covid-19, dizem comerciantes

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Os preços de produtos de biossegurança dispararam durante a pandemia da Covid-19 em Mato Grosso, chegando a um aumento de 663% em alguns estabelecimentos. O consumidor não enfrenta mais a falta desses itens, mas o custo e a procura continuam altos.

A cirurgiã dentista Theiza Souza contou que um dos itens mais usados no consultório dela, as luvas, tiveram um aumento expressivo.

“Em janeiro de 2020, a gente comprava luvas por R$ 19 a caixa com 100 unidades, mas o preço foi subindo e hoje a caixa está custando R$145”, relatou.

De acordo com o presidente do sindicato das farmácias de Mato Grosso, Hamilton Domingos Teixeira, a procura por produtos de biossegurança foi intensa com a chegada do novo coronavírus. No início da pandemia, alguns itens chegaram a faltar nas prateleiras.

“A gente chegou a ter litros de álcool em março do ano passado custando entre R$ 19 e R$ 21 e não tinha o produto. Até álcool de acender fogo foi usado, porque tem uma concentração maior. Foi um desespero total”, relatou.

No ano passado, uma farmácia de Cuiabá tinha apenas dois tipos de marca de álcool 70%. Hoje, depois de um ano, é possível encontrar mais de dez tipos diferentes, com preços que variam de R$ 2 a R$ 23.

“No início a gente tinha muita falta de produtos básicos como o álcool e hoje temos várias empresas que produzem. Antes éramos reféns de máscaras de uma ou duas indústrias, mas agora também está se estabilizando. Os medicamentos que seguem um protocolo estão começando a ter uma diminuição de valores, porque a indústria se diversificou muito”, explicou.

Preços abusivos

De acordo com a Superintendência de Defesa do Consumidor de Mato Grosso (Procon), desde o começo da pandemia, 285 procedimentos foram instaurados no estado para apurar a elevação abusiva dos preços do álcool em gel, máscaras e alguns medicamentos.

O fiscal de defesa do consumidor do Procon, Rogério Chapadense, contou que os estabelecimentos que praticam preços abusivos podem ser multados.

“Alguns estabelecimentos já foram autuados, mas, como se trata de um volume grande de informações, estamos aguardando a apresentação de documentos e uma análise dessas notas fiscais para verificar a lógica desse aumento dos preços. Depois disso, será feito um relatório que pode culminar no arquivamento, que significa que houve uma normalidade, ou a aplicação de uma sanção caso seja configurado uma prática abusiva”, explicou.

A orientação ao consumidor é sempre pedir a nota fiscal dos produtos e denunciar abusos.

“Tenha seu orçamento do álcool, da máscara e outros produtos essenciais para que não seja vítima de práticas abusivas. Identificando alguma prática ou algum aumento arbitrário de preços, denuncie aos órgãos de defesa do consumidor para que a gente possa tomar ciência e aplicar as medidas possíveis”, ressaltou.

Fonte: Portal G1.com – Mato Grosso

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