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Queiroga diz ser contra uso obrigatório de máscara

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O ministro da Saúde Marcelo Queiroga afirmou nesta 4ª feira (18.ago.2021) que é contra a obrigatoriedade do uso de máscaras e defendeu a retomada das aulas presenciais. Para ele, o uso deve partir da conscientização de cada pessoa.

A declaração foi feita em entrevista ao Terça Livre, canal investigado por disseminar fake news.

‘Primeiro, nós somos contra essa obrigatoriedade [do uso de máscaras]. O Brasil tem muitas leis, e as pessoas, infelizmente, não observam. O uso de máscaras tem de ser um ato de conscientização. O beneficio é de todos e o compromisso é de cada um’, afirmou Queiroga.

O ministro disse ainda que ‘não tem sentido’ a aplicação de multa pelo não uso da proteção facial. Para ele, ‘não se pode criar uma ‘indústria de multa”. ‘Se está precisando fazer isso, é porque nós então não estamos sendo eficientes em conscientizar a população’, afirmou.

Médico, Queiroga está no comando do Ministério da Saúde desde 23 de março. Antes de assumir o cargo, afirmou que sob seu comando, a pasta iria executar a política definida pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, que é contra o uso obrigatório de máscaras e já compareceu em público diversas vezes sem a proteção contra o coronavírus. O chefe do Executivo contrariou, inclusive, regras de Estados e municípios, que obrigam o uso de máscaras.

Sob comando de Queiroga, a pasta chegou a fazer campanha com o incentivo do uso de máscaras e fazer publicações de conscientização, porém, de modo tímido. Mas no Twitter, por exemplo, a última publicação do ministério mencionando a necessidade de uso de máscara foi em 4 de agosto, ao falar sobre a volta de aulas presenciais.

A penúltima vez foi em 26 de julho, ao recomendar medidas a pessoas que já receberam a 2ª dose da vacina.

Em 10 de junho, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que Queiroga iria ‘ultimar parecer visando a desobrigar o uso de máscara por aqueles que estejam vacinados ou por aqueles que já foram contaminados’. A medida, no entanto, não foi adotada.

Em 11 de agosto, o ministro afirmou que a obrigatoriedade do uso de máscaras deve acabar no fim do ano. Segundo ele, a medida será possível porque toda a população estará vacinada contra covid.

‘Eu garanto a vocês, em nome do presidente Jair Bolsonaro, que até o final do ano toda a população brasileira estará vacinada contra a covid-19’, afirmou. ‘Poremos fim ao caráter pandêmico desta doença, para tirar de uma vez por todas essas máscaras. E desmascarar aqueles que mesmo que nunca tenham usado máscaras precisam ser desmascarados, para que as políticas públicas possam ser de todos os brasileiros’.

O Poder360 mostrou que, no entanto, nem a vacinação é suficiente para desobrigar o uso da proteção. Entenda neste post os motivos.

ABORTO LEGAL

Na entrevista, Queiroga também defendeu a derrubada de resolução do CNS (Conselho Nacional de Saúde) que menciona o direito de aborto legal. Ele disse que o documento ‘não representa o pensamento’ do ministério.

A resolução de agosto de 2019 fala em um de seus trechos sobre ‘garantir o direito ao aborto legal, assegurando a assistência integral e humanizada à mulher’. Manter a medida em sua gestão fez com que bolsonaristas acusassem o ministro de ser defensor do aborto. Queiroga, então, revogou a homologação do texto em 8 agosto de 2021.

VACINAÇÃO

Queiroga disse ainda que, para ele, não há restrição à liberdade individual caso um país exija certificado de vacinação para a covid-19 como requisito para a entrada em seu território.

‘Vejo uma lei para criar passaporte sanitário. Acabou a pandemia, o que vai fazer com esse passaporte? Nada. É diferente de um certificado de que você tomou a vacina. Existem países que exigem, como para vacina da febre amarela, mas não como forma de restringir liberdades individuais’, afirmou.

O ministro também defendeu a eficácia de vacinas aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e disse que o governo monitora todas as reações adversas ao imunizante.

O TERÇA LIVRE

Em julho, a CPI da Covid quebrou o sigilo bancário de Allan dos Santos, dono site Terça Livre, sob argumento de o canal disseminar informações falsas sobre a pandemia.

O jornal também está na mira do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A pedido da Polícia Federal, a Corte Eleitoral mandou redes sociais suspenderem monetizações de canais investigados por fake news.

Na 3ª feira (17.ago.2021), o MPF (Ministério Público Federal) denunciou Allan dos Santos por crime de ameaça e incitação ao crime de ameaça contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso. Eis a íntegra da denúncia (6 MB).

De acordo com o órgão, Allan usou seu canal no YouTube, o Terça Livre, para ‘desafiar o magistrado a enfrentá-lo pessoalmente’. Segundo o MPF, ele assegurou na ocasião que seria capaz de fazer mal a Barroso se ambos tivessem contato fora dos meios digitais.

Fonte: Poder 360

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/na-contramao-do-isolamento-social-e-uso-de-mascara-mercado-de-beleza-ganha-forca-e-tem-crescimento-progressivo-durante-a-pandemia/

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