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Saúde diz que não solicitou produção de cloroquina

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O Ministério da Saúde informou à CPI da Covid que não pediu ao Exército a produção de cloroquina e hidroxicloroquina, medicamentos ineficazes contra a Covid-19 mas promovidos pelo governo de Jair Bolsonaro.

No final de maio, em documento encaminhado à comissão, o general de Divisão Francisco Humberto Montenegro Junior, chefe do Gabinete do Comandante do Exército, afirmou que o Laboratório Químico da Força ‘tem internalizado em sua rotina produtiva o atendimento às demandas do Ministério da Saúde em prol da sociedade’.

O militar ainda disse que, ‘à época do início da pandemia, houve o atendimento da demanda existente para a produção da Cloroquina 150 mg, em apoio ao Ministério da Saúde, formalizada por intermédio da Nota Informativa nº5/2020-DAF/SCTIE/MS, do Ministério da Saúde (MS), a qual orientou o uso da cloroquina como terapia adjuvante no tratamento de formas graves da Covid-19, bem como determinou a distribuição imediata do fármaco especificando, inclusive, o fator de embalagem (caixa com 500 comprimidos), idêntica ao registro do medicamento do LQFEx junto à Anvisa‘.

O general ressaltou que o laboratório do Exército já havia planejado a produção de um lote de cloroquina ‘para atendimento às regiões endêmicas da malária, razão pela qual tinha o insumo licitado, o que permitiu a disponibilização de recursos próprios para a aquisição do insumo’.

Na nota técnica enviada à CPI da Covid, a Saúde argumenta que ‘não solicitou a produção de hidroxicloroquina ou de cloroquina ao Laboratório Químico e Farmacêutico do Exército (LQFEX)’.

A pasta confirmou que o Exército ‘dispunha de produção para pronta entrega à rede pública de saúde cerca de um milhão de comprimidos de Cloroquina 150 mg, com vistas ao enfrentamento da pandemia pelo Covid-19’.

Como mostrou CartaCapital em junho, o Laboratório Químico Farmacêutico do Exército multiplicou por 12, em 2020, a produção de comprimidos de cloroquina. Em 2017, foram fabricadas cerca de 260 mil unidades, quantidade suficiente para suprir a demanda em 2018 e 2019. No ano passado, a força produziu mais de 3,2 milhões de comprimidos.

A fabricação se deu nos meses de marc?o (1,2 milhão de unidades, ao custo de 442 mil reais); abril (718 mil comprimidos, ao custo de 253,8 mil reais); e maio (1.2 milhão de comprimidos, ao custo de 445 mil reais). As informações constam de um ofício entregue à CPI pelo Ministério da Defesa.

Fonte: Carta Capital Online

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