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Setor de papelão aponta retomada

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Após mais de um ano e meio enfrentando uma das maiores emergências experimentadas pelo planeta, finalmente vemos luz no fim do túnel da crise sanitária e, por consequência, econômica. O avanço da vacinação está tirando vários setores da letargia, como mostram os números da indústria de papelão, desde sempre um dos principais termômetros para a economia. A expedição de caixas, acessórios e chapas de papelão ondulado foi de quase 330 mil toneladas em junho de 2021, volume aproximadamente 13% superior ao mesmo mês de 2020 e 1% maior do que maio deste ano.

E importante destacar que o resultado também já é superior na comparação com 2018 e 2019, períodos anteriores à pandemia. É evidente que grande demanda reprimida no consumo está começando a ser liberada ao mesmo tempo em que os efeitos da pandemia são controlados. Nos próximos meses, é certo aquecimento relevante na indústria, comércio e prestação de serviços com reflexos positivos na geração de empregos. E, assim, o início de novo ciclo virtuoso de renda impulsionando o desenvolvimento social e econômico.

Outro indicativo da indústria de papelão é que o e-commerce está consolidado e veio para ficar. As vendas dispararam até maio deste ano, com crescimento de 153,5% em relação a dois anos atrás, segundo informações da Receita Federal. A alta nos primeiros cinco meses de 2021 em relação a 2020 chega a 74,4%. Experimentado meio à força por questão de segurança, o comércio eletrônico parece ter caído no gosto do consumidor pela comodidade e foi incorporado aos hábitos da população. O modelo é um dos protagonista na retomada e, daqui para frente, vai estar no centro de planejamentos e modelos de negócios de grande parte das empresas em vários setores. Para o mercado de embalagens é tendência promissora, que indica produtos mais bem elaborados e inovadores em ambiente estimulante para a pesquisa e desenvolvimento, utilização de novos materiais e soluções com mais valor agregado. Conjunto de novidades que representa mais renda, recursos e, principalmente, empregos mais qualificados.

Mas a principal mensagem dos resultados do setor de papelão é a de que resistimos. Nossa sociedade – não apenas a economia – foi pressionada ao limite por uma emergência para a qual ninguém estava preparado. Entre erros e acertos, suportando consequência gravíssimas, estamos emergindo. Agora, o importante é retomar e tomar os eventos dos últimos meses como aprendizado. Fazer mais e melhor, com mais responsabilidade e empatia. Essa deve ser a nossa obrigação com futuras gerações e homenagem aos milhares que nos deixaram.

Eduardo Mazurkyewistz é empresário e diretor da empresa Mazurky.

PALAVRA DO LEITOR

Inaceitável

Mais uma vez tivemos que presenciar a falta de moral e bom senso dos responsáveis pela Petroquímica, em Capuava, na madrugada de ontem. Desde às 22h fomos obrigados a conviver com barulho insuportável, que se alastrou por incontáveis horas, atrapalhando o sono e o bem-estar das pessoas que precisavam acordar cedo para o trabalho e não podiam dormir graças à irresponsabilidade dos profissionais da companhia citada. Como permitiram tamanha poluição sonora se propagar durante tanto tempo? Já não bastasse a poluição ambiental, agora isso também? E o pior é que perdurou a madrugada inteira e não se tomou nenhuma providência. Falta de respeito à Lei 3.688, de 3 de outubro de 1941. A Petroquímica deveria ser multada, prestar esclarecimentos e indenizar todos os afetados por tamanha insanidade, cujo evento já ocorreu várias vezes. Desta forma, venho por intermédio deste Diário solicitar providências das autoridades competentes, para que não tenhamos que passar por esse tormento mais vezes.

William Borges

Santo André

Lamentável

O ministro da Educação provocou reação agressiva de senador do Rio de Janeiro pela sua declaração de que as crianças com deficiência prejudicam o aprendizado de outras crianças. O papel de quem ocupa esse cargo tão importante é de implementar amplos programas de apoio e não de restrições. Lamentável.

Uriel Villas Boas

Santos (SP)

Solução ao País

Embora distante desta grande metrópole chamada São Paulo, leio pela internet este prestigioso Diário e sempre me chamou a atenção esta coluna Palavra do Leitor. Tomei a liberdade de também enviar esta missiva. O Brasil já passou por inúmeras fases difíceis e até mesmo complicadas, com prisões de empresários e políticos famosos. Mais recentemente foi acometido por esta pandemia terrível provocada pela Covid-19. Se já não bastasse a pandemia do novo coronavírus, esta terra abençoada por Deus vem sendo atingida pela ‘pandemia da política’. Acho que chegou a hora de os brasileiros darem guinada em suas maneiras de pensar, desprezar por momentos suas preferências pessoais e unirem-se em um só propósito: o bem-estar da Nação. É preciso que todos reconheçam os valores daqueles que nos dirigem e encarem a situação por que passa grande parte do povo brasileiro, com problemas sérios de fome, desemprego, moradia, saúde e muitos vivendo na extrema miséria. É preciso mudar o modo de pensar, de olhar e de agir, especialmente em relação aos nossos filhos e netos, os futuros alicerces desta Pátria Amada, Brasil.

Vitorino Ribeiro

Presidente Alves (SP)

Para denegrir

A CPI da Covid é palanque político baseado em dois argumentos vazios, cujo único objetivo é denegrir e desestabilizar o presidente Bolsonaro nas eleições de 2022, ignorando os Estados e municípios, onde tudo aconteceu, inclusive a má utilização dos recursos recebidos para o combate ao coronavírus. A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) incrimina Bolsonaro pela não aquisição da vacina Pfizer em julho, quando ainda estava em elaboração e sem nenhuma aprovação no seu país de origem (nos Estados Unidos só em dezembro) e pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A outra incriminação é sobre aquisição de vacinas de US$ 1 por dose, em compra inexistente, sem desembolso de R$ 0,01 sequer. Daí se conclui que é CPI inócua e dispendiosa, procurando chifre em cabeça de cavalo.

Fonte: Diário do Grande ABC ONLINE

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/papelao-nova-materia-prima-dos-frascos-para-cosmeticos/

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