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Febre: entenda o que é e quando se preocupar

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febre

 

Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que os sintomas mais comuns do novo coronavírus (Sars-Cov-2) são: febre, tosse e dificuldade de respirar. De acordo com a entidade, alguns pacientes podem ter dores, congestão nasal, coriza, dor de garganta ou diarreia. Esses sintomas, geralmente, são leves e evoluem gradualmente.

O Ministério da Saúde alerta que, em alguns casos da Covid-19, a febre pode não existir como sintoma. “Como, por exemplo, em pacientes jovens, idosos, imunossuprimidos ou que em algumas situações possam ter utilizado medicamento antitérmico”, diz a pasta.

O G1 conversou com alguns especialistas para entender o que esses sintomas podem indicar.

O que é a febre?

Segundo o médico Jean Gorinchteyn, infectologista do Instituto Emílio Ribas, a febre é a elevação da temperatura do corpo – normalmente, ela fica acima de 37,8º. Mas há outros fatores que também determinam o estado febril (veja abaixo).

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2019/03/18/doentes-saudaveis/

O “Guia de prática clínicas: Sinais e sintomas respiratórios – Tosse”, do Conselho Federal de Farmácia (CFF), informa que a febre pode exercer uma função indispensável para auxiliar o corpo a combater uma série de infecções. De acordo com a publicação, as causas mais comuns são doenças inflamatórias e infecções.

O guia indica que, no momento da avaliação da temperatura de uma pessoa, os seguintes fatores devem ser observados e considerados:

a temperatura interna normal do corpo fica entre 36,5 °C e 37,5 °C;

a temperatura pode mudar, dependendo destes fatores – a parte do corpo em que a medição é feita; o tipo de instrumento usado para a medição; momento do dia em que a temperatura é aferida; e ambiente em que a pessoa se encontra (mais quente, mais frio, mais seco ou mais úmido).

idade, sexo, realização de atividades físicas e ovulação podem influenciar na temperatura corporal.

O documento cita mitos em relação à febre – entre eles, está a noção de que a se trata de uma doença que precisa ser rapidamente combatida.

De acordo com o texto, “evidências contemporâneas apontam que hipertermia pode ser manifestação de defesa orgânica, não devendo ser prontamente atacada na ausência de comprometimento do estado geral do paciente”.

Quando procurar o médico?

Segundo o CFF, a queixa de febre por um tempo superior a três dias e a recorrência de episódios febris – em um período maior de 6 meses – são situações de alerta para o encaminhamento do paciente ao médico.

O infectologista Jean Gorinchteyn, do Emílio Ribas, recomenda que a pessoa procure um médico caso a febre não melhore mesmo após o uso de medicações analgésicas.

“Quando a febre se mantém refratária, ou seja, não melhora mesmo com o uso dessas medicações analgésicas, isso deve, sim, fazer com que o paciente procure um profissional médico, para que ele possa descobrir qual a origem dessa febre”, explica o infectologista.

O que pode amenizar a febre?

Segundo a OMS, o uso de medicamento pode ser acompanhado de algumas ações para ajudar a baixar a temperatura do corpo e a reduzir o desconforto decorrente da febre.

Já a CFF recomenda, além do uso de medicamento, as seguintes ações:

banhos de esponja com água morna

banho de imersão em água morna

uso de mantas finas

utilizar roupas leves

não cobrir demais o paciente

manter o ambiente fresco

ingerir líquidos para evitar desidratação

Contraindicações

A CFF afirma diz que não se deve usar gelo em pontos específicos do corpo – como axilas, virilha e pescoço – ou aplicar álcool. Tais ações podem resultar em eventos adversos graves.

A entidade pontua ainda que se trata de mito a ideia de quefazer com que o paciente sue ajuda a melhorar a febre.

“Não se recomenda fazer isso [fazer o paciente suar]. Apesar de a transpiração ser um dos mecanismos de redução da temperatura corporal, a cobertura do corpo [com roupas, por exemplo] contribui para a elevação da temperatura corporal”, diz o “Guia de prática clínicas: Sinais e sintomas respiratórios – Tosse”, do CFF.

Grupos que devem ter mais atenção à febre

Segundo Cássio Ibiapina, pneumologista e professor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a febre é um sintoma que deve ter maior atenção nas crianças até seis anos e nos idosos.

“A febre acima de 39º já é considerada uma febre alta. Mas, mesmo temperaturas mais baixas, podem levar a crises convulsivas febris em crianças de até 6 anos de vida. Ao primeiro sinal de febre, toda criança de menos de 3 meses já deve ser levada ao médico. Ou ainda aqueles casos de crianças maiores com fraqueza associada – ou se a febre se torna mais persistente”, diz o professor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG.

Ângela Rocha, chefe do setor de infectologia pediátrica do Hospital Universitário Oswaldo Cruz da Universidade de Pernambuco, afirma que a temperatura acima de 38,5 é sempre é muito alta, mas que o principal fator é ser persistente. “Os pais vão perceber uma queda no estado geral da criança, acompanhada de recusa alimentar e da ingestão de líquidos.”

O CFF pontua alguns dos casos de febre em que os pais de devem procurar o médico:

Crianças menores de dois meses com febre devem sempre ser avaliadas em hospital

Crianças que não tomaram vacina, entre 3 e 36 meses com febre maior ou igual a 39°C

Pacientes com menos de 6 meses de idade, com temperatura maior ou igual a 38ºC ou equivalente

Pacientes com mais de 6 meses de idade, com temperatura maior ou igual a 40ºC ou equivalente

Crianças que se recusam a ingerir qualquer líquido

Crianças muito sonolentas, irritadas ou sem agilidade de resposta para acordar

Crianças com vômitos e que não conseguem manter líquidos ingeridos

O guia da CFF, afirma que na gravidez a febre é um sintoma comum que pode estar relacionada a infecções ligadas as mudanças hormonais e anatômicas. E indicam que o uso de medicamentos na gestação e na amamentação deve ser criteriosamente avaliado pelo farmacêutico.

O Ministério da Saúde alerta que, em alguns casos da Covid-19, a febre pode não existir como sintoma. “Como, por exemplo, em pacientes jovens, idosos, imunossuprimidos ou que em algumas situações possam ter utilizado medicamento antitérmico”, diz a pasta.

O G1 conversou com alguns especialistas para entender o que esses sintomas podem indicar.

Segundo o médico Jean Gorinchteyn, infectologista do Instituto Emílio Ribas, a febre é a elevação da temperatura do corpo – normalmente, ela fica acima de 37,8º. Mas há outros fatores que também determinam o estado febril (veja abaixo).

O “Guia de prática clínicas: Sinais e sintomas respiratórios – Tosse”, do Conselho Federal de Farmácia (CFF), informa que a febre pode exercer uma função indispensável para auxiliar o corpo a combater uma série de infecções. De acordo com a publicação, as causas mais comuns são doenças inflamatórias e infecções.

O guia indica que, no momento da avaliação da temperatura de uma pessoa, os seguintes fatores devem ser observados e considerados:

a temperatura interna normal do corpo fica entre 36,5 °C e 37,5 °C;

a temperatura pode mudar, dependendo destes fatores – a parte do corpo em que a medição é feita; o tipo de instrumento usado para a medição; momento do dia em que a temperatura é aferida; e ambiente em que a pessoa se encontra (mais quente, mais frio, mais seco ou mais úmido).

idade, sexo, realização de atividades físicas e ovulação podem influenciar na temperatura corporal.

O documento cita mitos em relação à febre – entre eles, está a noção de que a se trata de uma doença que precisa ser rapidamente combatida.

De acordo com o texto, “evidências contemporâneas apontam que hipertermia pode ser manifestação de defesa orgânica, não devendo ser prontamente atacada na ausência de comprometimento do estado geral do paciente”.

Segundo o CFF, a queixa de febre por um tempo superior a três dias e a recorrência de episódios febris – em um período maior de 6 meses – são situações de alerta para o encaminhamento do paciente ao médico.

O infectologista Jean Gorinchteyn, do Emílio Ribas, recomenda que a pessoa procure um médico caso a febre não melhore mesmo após o uso de medicações analgésicas.

“Quando a febre se mantém refratária, ou seja, não melhora mesmo com o uso dessas medicações analgésicas, isso deve, sim, fazer com que o paciente procure um profissional médico, para que ele possa descobrir qual a origem dessa febre”, explica o infectologista.

Segundo a OMS, o uso de medicamento pode ser acompanhado de algumas ações para ajudar a baixar a temperatura do corpo e a reduzir o desconforto decorrente da febre.

Já a CFF recomenda, além do uso de medicamento, as seguintes ações:

banhos de esponja com água morna

banho de imersão em água morna

uso de mantas finas

utilizar roupas leves

não cobrir demais o paciente

manter o ambiente fresco

ingerir líquidos para evitar desidratação

A CFF afirma diz que não se deve usar gelo em pontos específicos do corpo – como axilas, virilha e pescoço – ou aplicar álcool. Tais ações podem resultar em eventos adversos graves.

A entidade pontua ainda que se trata de mito a ideia de quefazer com que o paciente sue ajuda a melhorar a febre.

“Não se recomenda fazer isso [fazer o paciente suar]. Apesar de a transpiração ser um dos mecanismos de redução da temperatura corporal, a cobertura do corpo [com roupas, por exemplo] contribui para a elevação da temperatura corporal”, diz o “Guia de prática clínicas: Sinais e sintomas respiratórios – Tosse”, do CFF.

Segundo Cássio Ibiapina, pneumologista e professor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a febre é um sintoma que deve ter maior atenção nas crianças até seis anos e nos idosos.

“A febre acima de 39º já é considerada uma febre alta. Mas, mesmo temperaturas mais baixas, podem levar a crises convulsivas febris em crianças de até 6 anos de vida. Ao primeiro sinal de febre, toda criança de menos de 3 meses já deve ser levada ao médico. Ou ainda aqueles casos de crianças maiores com fraqueza associada – ou se a febre se torna mais persistente”, diz o professor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG.

Ângela Rocha, chefe do setor de infectologia pediátrica do Hospital Universitário Oswaldo Cruz da Universidade de Pernambuco, afirma que a temperatura acima de 38,5 é sempre é muito alta, mas que o principal fator é ser persistente. “Os pais vão perceber uma queda no estado geral da criança, acompanhada de recusa alimentar e da ingestão de líquidos.”

O CFF pontua alguns dos casos de febre em que os pais de devem procurar o médico:

Crianças menores de dois meses com febre devem sempre ser avaliadas em hospital

Crianças que não tomaram vacina, entre 3 e 36 meses com febre maior ou igual a 39°C

Pacientes com menos de 6 meses de idade, com temperatura maior ou igual a 38ºC ou equivalente

Pacientes com mais de 6 meses de idade, com temperatura maior ou igual a 40ºC ou equivalente

Crianças que se recusam a ingerir qualquer líquido

Muito sonolentas, irritadas ou sem agilidade de resposta para acordar

Com vômitos e que não conseguem manter líquidos ingeridos

O guia da CFF, afirma que na gravidez a febre é um sintoma comum que pode estar relacionada a infecções ligadas as mudanças hormonais e anatômicas. E indicam que o uso de medicamentos na gestação e na amamentação deve ser criteriosamente avaliado pelo farmacêutico.

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Fonte: G1


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